IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


  • DESAFIOS E SUGESTÕES

     

    Estou muito contente. O primeiro-ministro do chamado governo garantiu, desta vez com pleno conhecimento de causa, isto é, sem preocupações eleitoralistas, que vai acabar com a austeridade ao mesmo tempo que põe as finanças públicas no são, que vai dar mais dinheiro a toda a gente ao mesmo tempo que baixa a dívida, que vai pôr a economia a crescer ao mesmo tempo que investe em inúmeros serviços públicos, etc. e tal.

    Acho bem, e, se o socialismo em vigor me não levar a mal, permito-me fazer algumas sugestões a Sua Excelência, sob a forma de democrático desafio. É que, para que eu fique ainda mais contente, poderia o tão assertivo senhor:

    – Demonstrar por a+b a possibilidade prática da quadratura do círculo e a sua aplicabilidade ao estado social, desafio certamente à sua altura;

    – Inventar a pólvora sem fumo, sonho recorrente de uma humanidade ansiosa;

    – Pôr os muçulmanos nacionais a consumir chouriços de porco preto, a fim de potenciar o crescimento do interior alentejano;

    – Pôr uma colónia portuguesa em Marte, utilizando só energia eólica.

    Pequenas ideias e sugestões que, é de calcular, estão ao alcance de Sua Excelência e não deixarão de fazer parte dos prodigiosos feitos com que a História o recordará.

     

    2.1.16

  • ASSIM NÃO!

    A TVI

    (é preciso não esquecer que a espanhola TVI, não contente em ser o centro de propaganda das “ideias” do senhor Pinto de Sousa, fez o trabalhinho sujo do caso Banif com o evidente fim, ou a “coincidência” de, de um dia para o outro, o arruinar definitivamente e o pôr, por dez réis de mel coado, nas mãos dos espanhóis do Santander)

    ao “lançar” os debates da campanha presidencial, fê-lo, desde o primeiro segundo, pondo os candidatos em debate a criticar Cavaco Silva em vez de falar no futuro, ou das suas, mais ou menos ridículas, candidaturas. Apetecia dizer: “não batam mais no ceguinho!”. Mas os dois pretendentes, porcamente, dedicaram-se a fazê-lo. Outra coisa não seria de esperar do horripilante despadrado que representa o PC nesta presidencial historieta. Da parte de Henrique Neto, a diatribe parece estranha, inesperada e rasca. Adiante. O resto do debate não teve qualquer interesse. Henrique Neto lá foi tentando introduzir alguma lógica na conversa. Mas não há conversa possível com um traste do calibre do insular com que o PC, deste vez, nos brindou. Que diabo, antes o Octávio Pato!

     

    1.1.16

  • TODOS PARA A PELUDA!

    É sabido que, na função pública, ninguém vai para a rua. Os médicos podem deixar morrer os doentes se o Estado não lhes pagar o que querem, e ficar com o job garantido. O senhor Rodrigues dos Santos pode recusar-se a fazer o seu trabalhinho e continuar em grande na RTP. E assim por diante, um vê se te avias que nunca mais acaba.

    Por isso, não é de lamentar o destino de toda a malta que mandava no IEFP e que hoje foi corrida pelo espantoso Silva (Vieira da), celebérrimo autor da reforma da Segurança Social para 30 anos que teve a nobre particularidade de durar ano e meio.

    Os ora apeados dirigentes do IEFP ficam mais ou menos como estavam e, se calhar, com menos trabalho e menos chatices. Não são de lamentar. O Silva mete lá uns tipos do PS, outros do BE, se calhar um ou dois PC a título de tempero e, fica bem, um apartidário diplomado. E pronto.

    As coisas, acha o Silva com carradas de razão, vão passar a correr muito melhor. Para já, quem entrar entra em full, nada de recibos verdes nem de contratos a prazo. Justiça, igualdade, aumentos, menos desemprego, o constitucional cardápio. Óptimo!

    Assim se afirma o poder em Portugal. Não, o Silva não descobriu que havia lá um, dois, meia dúzia de fulanos que não estavam à altura. Vai tudo abaixo de Braga, que é para que percebam quem manda!

    Exemplar. A procissão vai no adro, mas as matracas prometem…

     

    1.1.16

  • FELICIDADE

    Anime-se. Se for funcionário público e tiver 1.750 euros brutos de ordenado, a partir deste mês passará a ganhar 1.762! E terá mais 12 euritos de três em três meses. Chegará ao fim do ano com quase 1.800. Fantástico, não é?

    É claro que, do seu ponto de vista, a mudança vai parecer curta. De acordo, tem toda a razão.

    Se é este o seu caso, bem como o das centenas e centenas de milhares de colegas seus que por aí andam, já os demais (os que não trabalham para o Estado) não sentirão a coisa da mesma forma. Explico: os demais, à exclusão dos camaradas do chamado governo, sentirão a coisa de outra maneira. Se vocês são aumentados e os demais não são, é do bolso dos demais que vai sair o vosso aumento, como é super evidente.

    É certo que o camarada Centeno e os craques governamentais dirão o contrário: os milhões que vão gastar consigo e com os seus colegas sairão de uma economia florescente, consequência inevitável dos gastos que vai fazer com os seus novos tostões e da profunda e jocosa confiança com que o governo vem enchendo os corações dos portugueses. Se lhe disserem que a receita do Centeno nunca deu, em tempo e lugar algum, os resultados que o Centeno prevê, não acredite.

    Tenha calma, não se excite. Quem vier atrás fechará a porta.

     

    1.1.16

  • ACAUCIONE-SE

    Muita coisa há que se passa não se sabe onde, é decidida não se sabe por quem, aprovada em desconhecidos fora, mas que, para bem ou para mal, tem influência nas nossas vidas.

    É o caso de chamada devolução das cauções da água e da luz. Parece que, nalgum misterioso templo, poderosos sacerdotes decidiram que tais cauções eram, ou passavam (com efeito retroactivo) a ser ilegítimas, ilegais, condenáveis ou não sei quê. Nesta ordem de ideias, tais cauções devem ser devolvidas. É neste “devem” que bate o ponto. “Devem” como? Os tipos que as cobraram aos incautos consumidores têm que as devolver (com os juros da retenção do dinheiro das pessoas durante anos e anos?, pergunto eu), não sendo necessário mais nada, ou?

    Este “ou” encerra a verdadeira natureza das benesses dos sacerdotes. “Ou” nada, isto é, as companhias que, durante anos e anos, ao que parece ilegitimamente, se consolaram com dinheiros alheios, não devolvem nada a ninguém. A não ser que os lesados o reclamem.

    Quer isto dizer que você, caro consumidor, que não faz ideia se paga ou pagou a tal caução, nem sonha, se pagou, quanto ou quando foi isso, que não sabe onde está o contrato celebrado, você, ou pede humildemente a tal devolução – dentro dos prazos para tal estabelecidos e munido da documentação competente! – ou fica sem a massa de uma vez por todas.

    Poderá perguntar-se: então as colossais empresas que lhe fornecem a água e a luz não sabem se você pagou a tal caução? Se sabem, porque não a creditam simplesmente na factura do mês que vem? Então você, triste consumidor, é que tem obrigação de ter os papelinhos para provar que pagou o que não faz ideia se pagou ou não? Sim senhor, é assim mesmo.

    As empresas não têm arquivos? Lá ter, têm. Mas só os usam se for contra si. A favor, tá quieto.

    É verdade que há coisas mais importantes para nos preocuparmos. Esta não é das piores. Mas lá que irrita, irrita.

     

    PS. Já agora, faça uma experiência. Apresente o assunto à Direcção Geral do Consumidor. O mais provável será receber uma douta resposta dizendo que “este organismo central do Estado”, que tem por objectivo a “defesa do consumidor”, “não tem competência legal para se debruçar sobre conflitos de consumo”. (as aspas serão abusivas mas certeiras).

    BOM ANO E BOAS CAUÇÕES

     

    1.1.16

  • CARTA ABERTA

    António Costa

    Primeiro-Ministro de Portugal

    Lisboa, 30 de Dezembro de 2015

     

    Excelentíssimos Senhores investidores em geral, estrageiros em particular

     

    Por sugestão de um dos meus mais gratos apoiantes, o blogger IRRITADO, venho dirigir-me a todos vós. Para tal – com a devida vénia – utilizarei uma minuta que por ele me foi enviada, sugerindo a comunicasse a todos vós. Assim:

     

    Senhores investidores

    Passado o infeliz tempo em que o governo do meu país praticava uma política a que chamava “diplomacia económica” e que, além disso, se achava no direito de querer atrair investimento, sou a apresentar-lhes o meu governo e as magníficas condições que, em tão pouco tempo no poder, conseguiu criar para atrair Vossas Excelências sem precisar de diplomacias económicas nem de lamúrias investideiras.

    A partir da formação da minha coligação, passam VExas a lidar com um governo de credibilidade inatacável, como bem o demonstra o apoio que lhe é prestado por organizações democráticas da craveira do Partido Comunista Português, do seu alter ego conhecido por PEV, do Bloco de Esquerda e do Partido dos Animais, o mais animalesco da UE.

    Em pouco tempo, já conseguimos pôr em causa a venda da TAP, contrato assinado em nome da República pelo horrível governo que me antecedeu, estando dispostos a tudo para acabar com tal coisa. Estamos em vias de pôr um ponto final nas concessões dos transportes, processo já muito adiantado mas que, como devem compreender, terá que acabar. Neste sentido, desde já reafirmamaos a nossa firme intenção de nada privatizar, bem como de rehaver o que privatizado já foi.

    Cumprindo as nossas promessas eleitorais e as dos nossos nobres parceiros políticos, vamos aumentar os funcionários públicos , mas não os pensionistas, como é natural. Vamos mudar os escalões do IRS, reverter normas das leis do trabalho e recriar o imposto sucessório. Segundo as recomendações do nosso associado BE, vamos correr com o Costa do BdP e pôr o BCE em causa, não tendo medo do chamado isolacionismo.

    Tudo isto, como devem compreender e aplaudir, tem por fim exponenciar os índices de confiança externa no nosso país. No mesmo sentido demos hoje instruções para não ser pago ao FMI o irresponsavelmente prometido pelos nossos antecessores. Seguindo as sensatas propostas dos nossos associados, a breve prazo iniciaremos o desmantelamento do assistencialismo e substituí-lo-emos por vultosos investimentos públicos. Da mesma forma, perseguiremos o ensino privado e pagaremos a educação a toda a gente sem excepção. Aliás, sublinho que o nosso sistema de ensino já começou a evoluir através da abolição dos exames, o que proporcionará qualificações de primeiríssima ordem a toda a gente.

    Estamos, senhores investidores, no bom caminho. Esperamos, com legitimidade acrescida, a vossa confiança e a vossa escolha do nosso País para cooperar no desenvolvimentos das vossas actividades.

    Com os melhores cumprimentos

     

    António Costa

     

    30.12.15

  • AMEAÇAS

    Paulo Portas vai embora. Não acho nem bem nem mal. Optou. Assunto encerrado, goste-se ou não. A não ser que a partida seja revogável…

    O pior são as núvens que, segundo os sábios nestas matérias, se acastelam no horizonte, com os nomes de Ribeiro Castro e Anacoreta Correia na corrida. O primeiro deve ser o mais desagradável dos políticos portugueses, só diz asneiras e consegue andar nos títulos dos jornais sabe-se lá porquê. O outro ninguém sabe quem é nem o que quer e que, desde já, nos dá um sinal de alta inteligência ao classificar a saída de Portas como “surpreza esperada” (sic).

     

    31.12.15

  • LIQUIDAÇÃO NACIONAL

    Tenho muita pena de voltar a malhar no assunto dos médicos que faltam ao serviço porque só receberiam 250 euros (vem nos jornais) por um (ou dois?) dias de trabalho… e só se houvesse urgências.

    O que espanta mais, neste caso, não são as bojardas corporativistas do desprezível bastonário dos médicos, não são os ataques ao Macedo, sequer ao actual chamado governo, mas o silêncio sepulcral a que até comentadores afectos à oposição (por exemplo o PSD Rangel) votam o principal FACTO: a falta dos médicos ao serviço.

    Haverá muita coisa a reformar, a reestruturar, a melhorar, a piorar, o que quiserem e lhes apetecer. Talvez. Nada disso tem a ver com o assunto da falta de assistência especializada aos doentes em causa. Havia assistência especializada. Facto. Havia especialistas devidamente escalados para os casos que vêm nos jornais. Facto. Se os doentes não foram assistidos foi porque tais especialistas faltaram ao trabalho. Facto. Ponto final.

    Já foram expulsos da Ordem? Não. Já foram corridos da função pública? Não. Já foram, sequer, suspensos? Não.

    O país já não existe? Talvez. Está em liquidação? Com certeza.

     

    31.12.15

  • O ANO DO CARUNCHO

    Têm os chineses o hábito de chamar nomes de animais aos novos anos, ano do cão, ano do dragão, etc. Dada a influência chinesa que vimos sofrendo, ocorreu-me procurar um nome para 2016. Mas a China, em termos zoológicos, não me valeu. Lembrei-me dos tempos da II República, em que a Emissora Nacional prevenia os portugueses contra o “chacal moscovita” e o “urso pequinês”. A III República já não tem à disposição estes bichos, ainda que não seja claro se se poderiam ou não aplicar a 2016.

    Abandonado este tipo de fontes, andei à procura no jardim zoológico, a ver se havia algum nome que servisse. Baldada busca. Que vai passar-se em 2016? Ocorreu-me a palavra corrosão. Atentos os sinais dos últimos meses de 2015, corrosão colectivista seria a tendência mais marcante dos tempos que correm e vão correr. Daí, ano do caruncho parece-me bem. Fico por aqui.

    O caruncho actua em colectividade. Não há carunchos isolados. Os carunchos e carunchinhos vão cavando canais pela madeira fora até o móvel se desfazer por completo, cair de exaustão e magreza. Há processos para acabar com o caruncho, mas não são fáceis, é preciso levar o móvel ao expurgo.

    Há uma diferença importante entre o caruncho proprimente dito e o caruncho nacional de 2016. É que o caruncho propriamente dito leva muito tempo até conseguir o resultado final. O de 2016 vai lá chegar rapidamente. Pelo menos é o que dizem os sinais de que já dispomos. A coisa vai ser célere, dolorosa e eficaz, mesmo que as primeiras cócegas sejam agradáveis. O colectivismo galopante, a estupidez crassa da “lógica centenarista”, a parlapatice industânica do Costa, o ódio visceral à verdade que espirra dos doces olhos das tontas, o corporativismo em marcha acelerada, o fascismo inato dos arménioscarlos, o pacovismo bolchevista, a inacção da “madeira”… parece que a madeira tem dificuldade em perceber o seu triste destino e que só a queda final a fará pedir o expurgo.

     

    2016, o ano do caruncho. Nada de esperanças. 2017 será pior.

     

    30.12.15

  • AUGUSTO, O GRANDE

     

    Aqui vai uma sentida homenagem a esse grande português que dá pelo nome de Augusto Santos Silva e é ministro não sei de quê. O distinto intelectual do PSC/PC/BE foi a Bruxelas e, como é natural para tal e tão alta figura de Portugal, da Europa e do globo terrestre, viajou confortavelmente em classe executiva. Muito bem.

    Terá esquecido duas circunstâncias. A primeira, que havia uma norma, possivelmente vinda do governo ultrahipersuperliberal que antecedeu o do senhor Costa, que, à revelia do socialismo internacional, postulava que, em voos europeus, os membros do governo deviam viajar em classe turística. A segunda, que há, neste pobre e atrasado país, uma data de queixinhas, bufos, denunciantes, direitistas, protofascistas, que não deixariam passar sem uma palavra de ódio a augusta presença do grande Augusto num aéreo cadeirão.

    Feita a denúncia por essa gentalha, e aparecida a coisa nos jornais, o grande homem veio declarar que custearia do seu bolso a diferença de preço entre a classe dos bilhetes de cão e a dos grandes sustentáculos do governo socio-comuna em vigor.

    Homem com H grande, o Augusto, como é bom sublinhar, a quem uma norma estúpida e uma miserável intriga política – só comparável com as cabalas acerca do seu orago Pinto de Sousa – levaram a tão nobre retratação.

     

    27.12.15

  • CULPAS 2

    Tive hoje um inesperado presente. É que, quando escrevi sobre a culpa (da morte do jovem por falta de assistência médica) fiquei com alguns problemas de consciência. Teria sido precipitada a minha abordagem da questão?

    Hoje, esclareci o assunto em definitivo com quem sabe. Fiquei contente. Acertei.

    É verdade que os médicos que faltaram ao serviço para que estavam escalados o fizeram por não estar de acordo com a respectiuva tabela de pagamento.

    É verdade que pelo menos um dos manda-chuva que se demitiu o fez por meras razões políticas. Trata-se de um indivíduo que mora num apartamento do Heron Castilho, prédio onde morava Pinto de Sousa, dito Sócrates, e num andar da empresa “partroa” deste, salvo erro chamada Octapharma.

    Confio na fonte. Ele há coincidências…

    Acho muito bem que as pessoas, incluindo os médicos, não queiram trabalhar se não lhes for pago o que querem. Mas, nesse caso, que se demitam, ou que o patrão os ponha na rua. Como os médicos em causa são funcionários públicos, nem se demitem nem podem ser postos na rua.. E tudo fica tudo na mesma. A culpa é do Macedo, não é? Assassino!

     

    25.12.15

  • UMA PENA

     

    A célebre historiadora e laureada escritora Manuela Gonzaga, militante canina muito conhecida lá em casa, desistiu da anunciada candidatura à Presidência da República, o que enche de mágoa a comunidade cinogénica, bem como as vespas, moscas e outros pobres animais perseguidos pela humanidade.

    O PAN, em comunicado, lamentou amargamente o sucedido, e confessou não ter sido possível obter as 7.500 assinaturas necessárias à formalização da candidatura. A esta triste circunstância acresce o reforço da desconfiança generalizada em mentes pouco caridosas, as quais que andaram para aí a dizer que o patarata que foi eleito para o Parlamento ficou a dever a eleição aos cidadãos que confundiram PAN com PaF nos boletins de voto.

    A desistência da celebérrima historiadora/escritora é, sem dúvida, uma péssima notícia para os que se preocupam com a protecção dos animais, designadamente dos camarões, todos os dias devorados por gente de má nota, bem como dos bacilos de Koch (não sei se é assim que se escreve), que continuarão a braços com a crise motivada pela penicilina, criminosa invenção de indivíduos sem escrúpulos.

    Uma pena.

     

    23.12.15

  • CULPAS

    Um rapaz morreu no hospital. Motivo: os médicos recusaram-se a trabalhar no fim de semana por achar que seriam mal pagos.

    Esta espantosa circunstância tem motivado um coro de insultos ao ex-ministro Macedo, só faltando uma sessão solene de homenagem aos médicos que deram à sola.

    Ainda não ouvi o que disse ou vai dizer o sinistro bastonário, mas não é difícil imaginar o que lhe vai no retorcido bestunto.

    Uma data de gente se demitiu, administradores, altos funcionários, o diabo a quatro. Algo me diz que o que querem não é pagar um mal que não fizeram, mas sim garantir a recondução. É que, como não lhes era permitido pagar aos clínicos as quantias que os ditos exigiam, estavam estes no pleníssimo direito de deixar morrer pessoas ao fim de semana. Mais uma vez, a culpa foi do Macedo.

    Quem são os médicos que não foram trabalhar? Que vai acontecer-lhes? Nada? Não são corridos da Ordem? Não são impedidos de trabalhar, seja por pouco ou por muito dinheiro? Não vão parar à cadeia? Até ver, nada. A culpa é do Macedo. O resto é a justa indignação dos assassinos e seus compadres.

     

    23.12.15

  • A CAMINHO DO RESGATE

    Passos Coelho, mostrando a sua indesmentível decência, vai deixar passar a “solução” do Centeno para o Banif.

    Os partidos comunistas, aliados do Centeno, votam contra. As doidas, aliadas do Centeno, fazem exigências, directamente ou através do careca seu pagem, e também votam contra. O PC não se percebe o que quer: é contra e acabou-se. No conjunto das suas várias vestes, os comunistas querem criar mais umas “instâncias” para a “supervisão”, ou seja, querem meter uns tipos deles em novos tachos.

    O buraco, em três dias de “gestão” do problema, passou de 700 para 2000 milhões, depois para 2700 e, em lógica progressão, vai já em 3500. Com jeito, será do que se quiser. O chamado PM disse que eram só garantias que, como tal, só seriam despesa se tivessem que ser usadas. No dia seguinte já não eram garantias, eram mesmo despesa. A ser isto verdade, e a ser verdade que liquidar o banco custaria mais ou menos o mesmo, não era melhor liquidar o banco?

    Os burocratas de Bruxelas triunfaram. O Centeno, atacado pelas doidas, meteu o pés pelas mãos. Ainda não percebeu que, se as quer calar, terá que demitir o Costa – o do BdP – e pôr lá o Fazenda ou equivalente.

    O défice vai para 4%, se não for mais do que isso. Para o ano, com injecções de dinheiro para o consumo, as que já aí estão e as que aí vêm, será muito pior, como toda a gente já percebeu.

    A troica que vá fazendo as malas. Cá estamos à espera, atentos veneradores e obrigados, ou seja, socialistas.

     

    23.12.15

  • DESCONCERTAÇÃO SOCIAL

     

    Como o IRRITADO a seu tempo denunciou, essa coisa da Concertação Social não interessa pevas ao chamado governo. O que interessa é o exercício do seu poder, com a Concertação Social, sem a Concertação Social, apesar da Concertação Social, ou contra a Concertação Social.

    E aí está, modéstia aparte, um primeiro exemplo flagrante a confirmar a acusação do IRRITADO. Na reunião anteontem realizada não houve acordo, nem a respeito do salário mínimo, nem da TSU das empresas. Porquê? Por causa do Arménio, como é evidente, ou seja, do PC, por interposto boneco.

    Mas o mais importante é o que, perante os desconcertos, fez o governo. O do salário mínimo obteve, em nome do chamado governo, a chancela do grande reformador da Segurança Social “para trinta anos” – que não deu para três. Outro, o da mexida na TSU das empresas, que o mesmo senhor deitou para o lixo sem apelo.

    Como se vê, a Concertação Social tem os dias contados. Quem manda é o Arménio, ou o Jerónimo, ou o comité central, como queiram. O resto é conversa do governo, ou da coisa como tal chamada.

     

    22.12.15

  • UM FARTOTE

    Os esquemáticos líderes das diversas maltas que dizem governar-nos estão loucos de alegria. É que parece que arranjaram um tema sumarento para se vingar dos tempos em que estiveram longe do poder.

    Vistos os jornais, o caso Banif custava 700 milhões. Nas doutas palavras do chamado Primeiro Ministro, passou a bastante mais de 2000. Ele lá sabe. Acresce que, com ar solene, declarou que a “solução” que arranjou consiste em que o dinheiro que houve quem confiasse ao Banif está garantido pelo Estado. Por outras palavras, que o buraco vai ser pago por quem não tem nada a ver com o assunto. Tanto criticaram a resolução do BES para agora vir a fazer pior.

    Dizem que o arrastar do assunto foi justificado pela necessidade de obter uma saída limpa da tutela da troica. Facto é que tal saída se conseguiu. Sendo assim, restará saber o que era preferível: sair do domínio da troica e ficar com o buraco do Banif, ou deixar a troica andar por cá mais uns anos. Cada um que opine.

    Na minha óptica, diz uma sã regra do capitalismo que, ao confiar o dinheiro a um banco, cada um sabe ou devia saber que pode vir a ficar sem ele se as coisas correrem mal. Há uma almofada, representada por uma garantia do Estado, mas só até um certo montante. A partir daí, cada um que se desenrasque.

    Lembro-me de um meu conhecido, cidadão britânico, reformado, que foi apanhado na tempestade que assolou o Lloyds vão passados uns quinze anos. O homem tinha a sua casa no Reino Unido, mas vivia a maior parte do ano, confortávelmente, numa moradia de que era dono no Sul de Espanha. As pensões, dele e da mulher, e mais não sei quê, foram à viola. O homem vendeu a casinha espanhola e foi viver num modesto apartamento nos subúrbios de uma cidade qualquer do Norte de Inglaterra. Injustiça? Com certeza. Trafulhice? Dizem que não. O que se sabe é que o grupo financeiro foi reformado, reestruturado, e só há pouco voltou a deitar a cabecinha de fora. Pelo caminho ficaram dezenas de milhares de trabalhadores, as poupanças de centenas de milhares, talvez milhões de cidadãos. Foi o diabo. Terríveis são as consequências do capitalismo, quando as coisas correm mal. Resta a consolação de saber que as do socialismo são piores. Facto é que, no Reino Unido, quem sofreu com os problemas do Lloyds foi quem estava ligado à organização, não passando pela cabeça de ninguém que pagassem os que não tinham nada a ver com o assunto.

    Por cá, não é bem assim, ou nada assim. O PM, de um dia para o outro, declara que o problema é três vezes pior do que era na véspera. E acrescenta que quem vai pagar são suspeitos do costume: os 16% dos portugueses que pagam impostos.

    O mais importante, o que alegra a malta do poder, é saber que vai subir o pano para as exibições das actrizes em voga. Nada melhor do que uma comissão parlamentar especializada para muito parlapatar, baralhar, tornar a dar, vir no jornal, e nada resolver.

    Um fartote.

    Bom Natal.

     

    21.12.15

  • DAS MARAVILHAS DO MULTICULTURALISMO

    Os jornais estão caladinhos como ratos – ai medo a quanto obrigas! – mas quem vai andando pela net sabe o que são os resultados do multiculturalismo vigente um pouco por toda a Europa, maxime em França. Hordas de muçulmanos, alguns pacíficos, vêem protegidos os costumes que trazem dos lugares de origem e passam-nos aos seus sem qualquer sombra de consideração pelas leis e práticas dos países de acolhimento, provocando a insuportável situação de um país com duas leis, de total ausência de coabitação civilizacional ou meramente cívica, de confusão entre práticas de inspiração religiosa e comportamento civil, de privilégios dos guetos voluntariamente formados pelos seus membros… tudo com catastróficos efeitos humanos e sociais – para não falar dos económicos – e, last but not least, dos problemas de segurança de que o Ocidente sofre e para os quais não há soluções à vista.

    Pode dizer-se, talvez com razão, que, de um modo geral, os muçulmanos são gente pacífica. Mas é sabido que as grandes catástrofes de origem humana foram sempre causadas por minorias totalitárias, não pela generalidade dos membros de uma sociedade.

    Por cá, como é costume, a estupidez, a ignorância e a imprudência são levadas ao mais alto grau. Uma coisa chamada Direcção Geral de Saúde publicou uma “directiva” sobre a forma de receber os migrantes que aí vão chegando. Questões de saúde? Zero. Trata-se da mais cobarde, da mais ordinária, da mais anti portuguesa submissão ao fundamentalismo muçulmano que imaginar se possa: um “guia inovador”, segundo as palavras dos bandidos que o escreveram. Algumas disposições da “directiva”: alimentos, só os prescritos pela lei islâmica, o ramadão acompanhado por receitas especiais, animais só os abatidos segundo os ditames do profeta, as mulheres examinadas exclusivamente por mulheres, etc., etc.. Quanto à necessidade de se adaptar à sociedade que os recebe, zero.

    Já agora, seria de recomendar que o director geral de saúde lançasse uma nova polícia destinada a vigiar se os portugueses protegem devidamente os hábitos islâmicos, tais a burca e outros atavios, se asseguram a perseguição dos homossexuais, a execução sumária dos hereges, a lapidação das adúlteras, a regra das chicotadas, as mãos decepadas aos ladrões, a poligamia, etc., tudo para garantir as maravilhas do “multiculturalismo”.

    Não se sabe se o governo está a par da “directiva”. Mas, a avaliar pela estupidez galopante e ruinosa que por aí medra, tudo leva a crer que a conhece e adopta.

     

    20.12.15

  • DA HONESTIDADE DO ESTADO

     

    Qualquer pessoa de bom senso percebe que, se a TAP voltar às mãos do Estado, ou vai à falência em três tempos, ou passa a ser a uma companhiazinha local, com um terço dos empregados e sem importância nenhuma.

    O Estado contratou a venda da maioria do capital em condições que dificilmente podiam ser melhores. A coisa, até ver, até está a correr bem, dentro do previsto.

    Agora, por razões meramente ideológicas, estatismo psiquiátrico, pura incompetência ou nacionalismo bacoco (digno da Le Pen), o mesmo Estado quer dar o dito por não dito.

    Os tarados que dominam o Parlamento sabem que a trafulhice, ou não vai resultar, ou, se resultar, custará largos milhões.

    Que importa? Nada. Na insensata ânsia de afirmação, o actual poder quer pôr-nos a pagar os seus preconceitos, as suas birras, as suas limitações mentais.

    A ver vamos? Não, já estamos a ver. Esta, até um cego já vê. Só o governo é que não.

     

    19.12.15

  • PERGUNTAS INOCENTES

    Para um observador externo, este governo deve ter descoberto uma mina de ouro. Para o indígena, há fortes probabilidades de voltar à vaca fria, isto é, de mergulhar outra vez num triste buraco, virtualmente pior do que o herdado do senhor Pinto de Sousa.

    De qualquer maneira, para já, anuncia-se um bodo que os calculadores vão estimando em várias centenas (as mulheres do Centeno?) de milhões de euros, que não sabem de onde sairão, e que os calculistas sabem que sairão, mais tarde ou mais cedo, dos exauridos bolsos dos 16% de pagantes de impostos.

    Para já, os serventuários do gargantuesco Estado vão ver os ordenados repostos. Óptimo!

    Os pensionistas, esses não. Deixem-se estar que estão mal. Porquê? Os pensionistas são portugueses de segunda? As tontas não vêem isso? O inigualável Jerónimo também não? Então isto não é uma “política de direita”, digna da tenebrosa ex-coligação? Então o grande reformador Vieira da Silva, especialista em aumentar o buraco, não pode reformar outra vez? Durava pouco mas, enquanto durava, os pensionistas não eram menos que os outros dependentes do Estado.

    Que diabo, já que vamos para o buraco, já que vamos pagar mais impostos, não é verdade que tanto faz? Podiam repor as pensões! Ao menos, enquanto o pau vai e vem, tratava-se todos por igual.

    Fica a questão, que parece não incomodar ninguém. Depois, venham cá falar no abandono dos idosos, no fosso entre gerações e noutras patacoadas do estilo.

     

    19.12.15

  • O AVATAR

     

    Há, num canal qualquer, uma exibição periódica onde, sob a excitada direcção da dona Constança, pontificam o Rangel bom, o beicinho Pereira e aquele ser do BE com penteado de menina de Odivelas.

    O Rangel lá vai debitando umas coisas de bom senso, coisas que se percebe por ser mais ou menos evidentes.

    O que sai da boca do senhor do BE também se percebe, ou seja, percebe-se que o dito não percebe nada de nada e se limita a papaguear a pen (já não há cassetes) do Usurpador & Associados (as tontas e o Lenine de Sacavém).

    O beicinho, esse, meus senhores, é tão palavrosamente patético que se torna difícil opinar. É que, ao ouvi-lo, se fica na incerteza de saber se o homem existe ou se não passa de um alter ego do camarada Pinto de Sousa. Mais do que uma imitação, um avatar da criatura. Os gestos, o tom, os argumentos, a “convicção”, tudo leva a pensar que ali há marosca, que o infeliz é comandado à distância. Vale a pena, por uma vez, ouvi-lo papaguear as teses em que foi formatado: as da cabala, as do fiel amigo, as do PEC4, as da mãezinha, todas as que o telecomando lhe for clicando nas meninges. Na comédia de ontem só uma falhou: quando o Rangel lhe perguntou onde é que o Usurpador ia buscar o dinheiro para pagar as maluquices, a coisa avariou, o beicinho tremeu, o avatar atrapalhou-se, balbuciou inanidades. Pareceu, finalmente, ter encontrado personalidade própria, ou quase: recorreu às inanidades do Centeno. O problema ficou resolvido, isto é, a médio prazo os impostos serão aumentados aos 16% dos portugueses que já suportam 80% dos ditos.

     

    18.12.15