Ainda não assentou o pó do congresso e já o senhor Rio veio à liça defender a sua miserabunda posição em relação às “piadas” de que foi “vítima”.
(Antes de mais, ressalve-se que vítimas somos nós, portugueses, por ter, com direito a galarim mediático, gente tão baixinha como este murídeo.)
O dito não perde tempo. Escreve hoje que ficou ofendido por Santana Lopes ter dito que ele achava que podia “ofuscar” o congresso. Não! Rio nunca disse isso, que ideia, o que disse foi que, se lá fosse, se “arriscava a ser figura central”. Estão a ver a diferença? Que modéstia. Agora diz mais, que não foi a Espinho “para não perturbar”. Mais ainda, que se considera um “fantasma que aterroriza os outros”. Estão a ver a humildade? A categoria moral do pacóvio? O que pode a circunstância de, se calhar, ter percebido que não presta para mais nada? No paroxismo da inveja e dos maus sentimentos, mima-nos com esta: (Passos Coelho) “foi o mais votado, não o vencedor”. A baixeza de sentimentos chega ao pondo de achar que, em democracia, perde quem tem mais votos.
Mais grave que a petulância palerma e bacoca desta desgraça em forma de gente é a propaganda acéfala que por aí grassa na desinformação geral, coisa que, em Portugal, se chama “comunicação social”. Vale mais o fait divers que a substância das coisas.
Uma olhadela à “informação” de hoje é disso prova. É feita de bocas e boquinhas, de disse-que –disse, de intriguinhas, de episódios menores, de tricas e triquinhas. As parangonas, e não só, dedicam-se a tudo menos ao que interessa. O que interessa, no plano político, social, nacional, é a doutrina adoptada, as ideias, o conteúdo do discurso final do chefe político do partido, as bases do seu pensamento, o que o distingue do social-comunismo-radicalismo no poder, o que se pode dele esperar ou não esperar. Goste-se ou não se goste (isso fica para quem comenta ou opina), informar seria fazer o compte rendu – propriamente jornalístico, propriamente informativo – do muito que foi dito (ideias princípios, caminhos, intenções, prospectivas…) pelo líder no encerramento do congresso. Foi mau? Foi bom? Que se deixasse o julgamento às pessoas, não através de episódios mas sobre o que, de substancial, foi afirmado. Que as pessoas ficassem a saber o que podem esperar ou não esperar, não o que de passou de “social”, de lateral, de anedótico, mas do que, fundamentalmente, foi afirmado.
Deu-se mais direito de cidade a quem não vai mandar e que, com direito a tal, se manifesta (os que lá foram, os homens, não os ratos – rios, leites, pachecos…) do que a quem fica com a s responsabilidades do futuro.
Em resumo, para a “informação” o que interessa é o que vende. Pobre de quem compra.
4.4.16

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