IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


UMA PERDA IRREPARÁVEL

 

Não sei se o governo deveria, ou não, decretar uns três dias de luto nacional, com bandeiras a meia haste e cortejos de carpideiras, em sinal de pesar pelo choque nacional que representa a ida para o Brasil desse grande luminar da nossa cultura, desse brilhante farol que vinha fustigando com seu brilho os olhos da nossa ignorância e da nossa insensibilidade: Fernando Tordo.

A simples dúvida do IRRITADO a este respeito é bem o espelho de tal ignorância e de tal insensibilidade.

 

Qual ave do mesmo nome, assustada pela adveniente época da caça, esvoaçou, sereno e “sem mágoa”, para longes terras. Verdeiro assecla dessoutro português de gema, Dom João, acossado por Junot.

Deu-nos o nosso herói a subida honra de nos avisar com tempo, a fim de nos aliviar do tremendo choque que a sua partida não deixaria de causar, tal a perda de valor pátrio que representa. Afinal, o que é, por exemplo, a morte de Eusébio, se comparada com a perda “irrevogável” deste poderoso génio? Um fait divers, por certo. Pelo menos, deve ser assim que pensa o nóvel  imigrante, dada a publicidade com que rodeou a partida da sua tão insigne personalidade.

 

Porquê, perguntará, aflita, a grei?

Porque, esclarece o heróico senhor, ninguém lhe dá trabalho! Já viram isto? Um país que regurgita música, ou “música”, de todos os tamanhos e feitios, não tem um lugarzinho para o sábio compositor que, com toda a justiça, diz ser? Ó ingratidão! Ó vil tristeza! É “insultuoso”, diz ele. A culpa, segundo o próprio é, evidentemente, do governo.

Di-lo com toda a razão. Um país que escolhe um governo como este, não merece os altíssimos contributos de Fernando Tordo para a sua cultura.

 

Nem luto nacional nem nada!  Antes a dona Gilma que, pelo menos, é socialista.

 

19.2.14

 

António Borges de Carvalho



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