Depois de, internamente, ter falhado a gigantesca campanha desencadeada pelos costumeiros arautos da desgraça sobre as terríveis consequências da barragem do Tua para o ambiente, a paisagem, o nosso futuro, a produção de energia, o diabo a quatro, resolveram os “defensores” destas coisas, profissionais do contra, ir fazer queixinhas à ONU, ou coisa que o valha. Para eles, a ONU tinha a mais elementar obrigação de cancelar sem mais aquelas a classificação da região do vinho do Porto como “património da humanidade”.
O IRRITADO não faz grande ideia sobre as vantagens da honra em causa, mas não deixa de registar a sanha de destruição e atraso que anima certas estruturas bem pensantes e modernas que não deixam de prejudicar a Nação, ao mesmo tempo, é de ver, que vão recebendo dela uns tostões para os seus “projectos”.
Desta vez, lixaram-se. Andaram por aí uns peritos da ONU a fazer altos estudos das mais variadas disciplinas e matérias, o que deve ter custado umas massas a alguém. Findos os trabalhos, chegaran à conclusão que a barragem não fazia mal a ninguém e que a respectiva albufeira teria desprezível impacte sobre a região, a paisagem, a produção vitivinícola, etc. e tal. Segundo os craques da ONU, o tal impacte afecta cerca de 0,000n da região, e até é capaz de ser benéfico em termos ambientais!
Vamos a ver a reacção dos bem pensantes. São capazes de fazer queixa ao Tribunal Constitucional, ao Tribunal Europeu, ao Papa, a Deus e ao diabo. Desde que nos prejudiquem e que se vangloriem, tudo para eles está certo.
Isto de energias renováveis é muito bonito quando se trata de arruinar a paisagem com moinhos de vento, de produzir energia com as necessárias back solutions, leia-se centrais térmicas “de reserva”, e toneladas de subsídios a debitar ao consumidor.
Energia hidráulca, nem pensar. Coitadinha da paisagem, cheia de belíssimos lagos, de reservas hídricas e de produção energética!
Lembram-se de Foz-Coa e dos milhões de contos que lá ficaram enterrados sem outra contrapartida que não fossem mais milhões para o buraco? Lembram-se das patadas dos dinosauros que, em vez de guardadas em museus, obrigaram à construção de caríssimos túneis? Lembram-se dos “lobódromos” por baixo das auto-estradas?
De um modo geral, as instâncias internacionais só nos trazem más notícias. Como, desta vez, trouxeram uma boa, assinale-se.
11.10.12
António Borges de Carvalho

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