IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


SERVIÇO PÚBLICO

 

Ontem, fim do ano, a RTP3, sob a alta direcção do melífluo Teixeira (salvo erro), irritante como a morte, presenteou-nos com um debate, que de debate nada teve, uma vez que se limitou a proporcionar gabarolices várias aos participantes. Eram eles; uma senhora, cançonetista, declarada patriota apesar de só cantar em inglês, que teceu considerações sobre a sua desinteressante vidinha; um humorista, que não tem piada nenhuma e manda mensagens a quem jamais lhe deu o endereço ou pediu informações; um cientista, muito conhecido na TV pelas suas científicas politiquices; um rapaz muito moderno, que produz brinquedos científicos, os quais, ou não funcionam ou criança alguma consegue montar.

Muito bem. Lá disseram de sua justiça, sem esquecer, como é evidente, os elogios a Santo António Guterres, ao Ronaldo, ao Marcelo e ao Costa, como figuras do ano. Muito bem.

Quase no fim, o insuportável Teixeira, depois de declarar que aquele programa não tinha sido concebido para falar de política, deu trela à trela de cada um. Daí, ó espanto, desataram todos a tecer os mais largos encómios à “situação”. A rapariga das cantigas declarou o seu acendrado amor ao Bloco de Esquerda e às respectivas esquerdoidas; o cientista corroborou, acrescentando o indispensável panegírico dos Costas, Marcelos e companhia, coisa que também entusiasmou o humorista sem piada nenhuma; o rapaz da nova economia, mais modesto, alinhou, suponho que para não se arriscar a perder algum subsídio.

 

Aqui temos, claro como a água, o objectivo do inenarrável Teixeira e da RTP: arranjar uma máscara “independente”, profissional e “não política”, para um comício da situação. Para tal foi seleccionado um coro, a quatro vozes, com a garantia prévia de que diriam todas a mesma coisa.

 

A isto se chama, em Portugal, serviço público, independente e pluralista. Faz lembrar o pluralismo da RDA, onde, oficialmente, até havia vários partidos e liberdade de opinião e pensamento. Fantástico.

 

1.1.17



6 respostas a “SERVIÇO PÚBLICO”

  1. Não vi esse programa, mas vi outro: na TVI 24, aos sábados, à mesma hora do concorrente “Eixo do Mal”, dá o “Governo Sombra”. É um programa que começou na TSF, com quatro palhaços: 1) Ricardo Araújo Pereira, o comediante comuna-caviar favorito da carneirada.2) Pedro Mexia, um tipo gordo e queque, tirou Direito na Católica mas é descrito como «poeta, cronista e crítico literário». Desde 2016, é também «consultor cultural do Presidente da República». 3) João Miguel Tavares, um jornalista barbudo que acumula umas larachas no Público com este tacho comentadeiro.4) Carlos Vaz Marques, jornalista da TSF, é o moderador da coisa.Ontem o programa tinha um convidado especial: António Costa. O RAP é de esquerda, embora chupe em mamões. O Mexia e o Tavares são supostamente de direita. Mas pelo que vi, todos ali estavam para beijar a mão ao brilhante Costa, o homem que uniu as esquerdas, salvou o país, curou o cancro e libertou a Humanidade. O Mexia até desejou que «o governo do Costa tivesse tanto sucesso que pudesse vir a governar sozinho, sem parceiros». Ia vomitando.Pois é, Irritado: o seu ano começa mal, muito mal. O estado de graça do Bosta parece não acabar… e o seu caro Passos, na TV e nos jornais, é cada vez mais um passado negro que todos querem esquecer. Claro que ser um jotinha medíocre e tachista, lacaio de mamões, também não ajuda…

    1. Palhaço és tu.

      1. Qual das carapuças serviu? Talvez o «comediante comuna-caviar favorito da carneirada»?É um dos carneirinhos do chuleco Araújo Pereira, não é?Ou simplesmente lambe o rabo ao António Bosta? E… não tem vergonha?

        1. Antes lamber o rabo que lamber a … gaita, ó gaita de beiços.

  2. Indesculpável falha foi não ter aparecido no fecho do programa a etiqueta:Estes programas, de acordo com a lei, são da inteira responsabilidade dos partidos que os produzem

  3. Poderíamos enquadrar o dito num aforismo que lhe assenta que nem uma luva – ” muita parra e pouca uva ” . Um fiasco!Quanto aos programas do género afastei-me de todos eles; pela intolerância, incoerência, pela gritante falta de preparação e pela antipatia de que alguns fazem gala. De momento só o ” Política Sueca ” me prende ao ecrã.Um bom ano de 2017.

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