A senhora conhecida por ministra da justiça resolveu ressuscitar os tribunais que a sua antecessora em boa hora tinha fechado. É de presumir, em abono de tal senhora, que recebeu ordens para tal. Terá tal desculpa. A geringonça manda abolir, reverter, destruir tudo à sua volta, armada em Fénix que se propõe renascer das cinzas das fogueiras que ateia. Nada de espantar, portanto. Lógico, evidente, inevitável e glorioso.
Surgiu, porém, um problema: não há pessoal para tantos tribunais. A chamada ministra arranjou uma solução: ir-se às autarquias e sacar de lá uns funcionários. Não se sabe e, pelos vistos, não interessa, o que foi feito dos funcionários judiciais que, via reforma anterior, deixaram os tribunais fechados. Devem estar no congelador.
O que interessa é dar atenção a uma notícia ontem publicada, que demonstra a solidariedade dos sindicatos do PC para com os tão louvados trabalhadores. Com todas as suas forças, os tão generosos sindicalistas opõem-se vigorosamente à absorção de pessoal que, pelos vistos, está a mais nas autarquias. Classifica-os de incompetentes, inadequados e não recicláveis.
Isto de sindicatos é assim: na nossa capelinha ninguém entra, a não ser que nós deixemos, que se sindicalizem e que nos paguem as respectivas quotas.
Algo me diz que, como no caso dos estivadores – um escândalo que seria gigantesco se outra gente cá mandasse – a chamada ministra vai ceder às exigências dos tipos do PC e admitirá umas centenas de tipos “de confiança” para povoar os seus bem amados novos tribunais.
A ver vamos.
1.1.17

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