IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


SERVIÇO PÚBLICO

Muito se tem falado na privatização da RTP.

 

Há para todos os gostos, desde os que consideram sacrossanta a existência de tal coisa, até aos que acham que devia ser privatizada quanto antes, fosse a que preço fosse.

 

O que se passa é mais ou menos o que segue:

A RTP é sustentada:

a)   Por um imposto (taxa!) que, com esta eufemística designação, é cobrado mensalmente em todos os recibos da EDP;

b)   Por receitas de publicidade, como qualquer canal privado;

c)    Por “indemnizações compensatórias” gentilmente cedidas pelo Estado;

d)   Por “dotações de capital”, igualmente provenientes dos cofres públicos.

 

Não sei qual o montante do imposto cobrado, certamente muitos milhões. Não sei o valor das receitas de publicidade, mais uma caterva de milhões. No que às “indemnizações compensatórias” diz respeito, temos que, em três quartos deste ano, vão em 122,5 milhões. Em dotações de capital, a coisa vai em 88 milhões no mesmo período. Uma simpática verba de 200.500.000 euros, ou seja, cerca de 40.196.641 contos.

Por via fiscal e através da “taxa”, pagamos à RTP verias centenas de milhões de euros, quer vejamos a RTP quer não. É um “serviço” que temos que pagar quer queiramos quer não, quer o usemos quer não.

Acresce que, enquanto os outros canais de sinal aberto se sustentam via venda de serviços de publicidade e têm uma situação económica e financeira que parece não causar grandes preocupações, a RTP acumula crónicos prejuízos, só aliviados no tempo do senhor Almerindo Marques, e logo retomados, e em grande.

Posta assim a nu a desgraça que a RTP é para os nossos bolsos, é de perguntar até que ponto se justifica o alegado “serviço público”, ainda por cima e as mais das vezes mero serviço governamental, que só deixou, fugazmente, de o ser, nos consulados de Barroso e Santana Lopes.

 

Alegar-se-á que há serviços que não podem ser rentáveis mas são necessários, como a RTP África, a RTP Internacional e, até certo ponto a 2.

Talvez. Fica, no entanto, por demonstrar se tais serviços, se prestados por companhias privadas contratadas pelo Estado, não seriam substancialmente mais baratos do que são hoje.

 

Daí que seja indiscutível:

a)   Que a RTP é um dos cancros económicos e financeiros de Estado;

b)   Que uma estação de televisão não é deficitária por natureza ou por divina determinação;

c)   Que não há qualquer justificação para que tenhamos que pagar uma taxa por um serviço que deveria ser rentável sem esmolas ou extorsões;

d)   Que a RTP só não é vendida, ou dada, se continuarmos a viver num Estado ladrão;

e)   Que, em alternativa à venda ou à doação, se poderia fechar simplesmente a chafarica.    

Todos ganharíamos com isso.

 

10.10.10

 

António Borges de Carvalho



11 respostas a “SERVIÇO PÚBLICO”

  1. Feche-se a RTP e nem um cêntimo (mais) para as “privadas”.

  2. Também acho.Só que esta gente que nos rege não se rege pelos nossos critérios – nem por aqueles que apregoam quando se candidatam.É deficitária porque está mal gerida? Não há qualquer justificação para pagarmos a taxa? Vivemos num Estado ladrão? Deveria ser fechada, pois continuávamos a ter outros canais, de graça?Estará tudo muito bem mas querem lá saber disso. Primeiro o interesse deles, depois o do partido e finalmente se ainda houver espaço – de novo o seu interesse pessoal, pois então.Basta ver o que se passou ontem. Do que ouvi o Estado encontra-se tão desgraçado foi-se à nossa polícia secreta e entrou a despedir os espiões. Já há uns anos Veiga Simão (ele próprio um dissimulado 007, arriscando a vida como ministro de Marcelo, quando por dentro era grande admirador de Soares, o que só se soube quando um caiu e o outro começou a mandar) brilhou a grande altura ao dar a público a lista completa dos espiões, num gesto nem muito saudado pelos agentes estrangeiros e pouco saudável para os nacionais, que agora são de vez postos ao fresco. Haverá portanto uma migração, em surdina como convém, dos agentes secretos para as centrais de segurança além-fronteiras, para contar os nossos segredos.Para nos defenderem escondidamente servem bem os submarinos, que serão infinitamente mais caros mas escorrem líquidas comissões para o pessoal. Para isso haverá sempre dinheiro.A RTP é cara como um submarino. Logo, segundo os doutos critérios das nossas luminárias económicas, é para manter. Há lá coisa melhor que ter publicidade paga não pelo bolso deles ou do partido, mas do Estado, do nosso. Peço licença para discretear.E então se temos bons ministros. Estou a lembrar-me, por exemplo, do Pinho, aquele que foi remodelado por ter elegantemente aposto uns corninhos na própria cabeça em pleno parlamento, à conta de uma picardia de que não reza a história. Pessoa de proveito, portanto.Os americanos estavam inconsoláveis que um portento daqueles não fosse aproveitado. E então convidaram-no para professor da universidade de Columbia. Claro que não teve nada a ver com uma importante doação à School of International and Public Affairs (SIPA), feita pela EDP, que muito avisadamente pediu à Universidade nova-iorquina para não divulgar o montante. Fala-se em 3 milhões de euros, como se da transferência de um futebolista se tratasse. E o “mister” (como por cá chamam aos treinadores, e por tal quadra muito bem a Sócrates, que trata tudo ao pontapé) viu na transferência uma bela oportunidade de aparecer nas televisões, mormente na RTP, a falar – tinha que ser – inglês.Esquecendo-se que nos representava como primeiro-ministro e não numa rentrée qualquer em Vila Nova de Gaia, começa por fazer trocadilhos, sem a menor graça, sobre a sua cabulice quando estudou inglês, a única disciplina de que foi possível encontrar-se alguma prova de exame, que todas as outras se ausentaram para parte incerta, como aconteceu com os seus primos. Abriu a comunicação com esta frase: – My good friend Manuel Pinho, he advised me to express myself not in english but in the international language we use to communicate: bad English.E fala durante uma hora (Youtube, “Prime Minister of Portugal, José Sócrates at World Leaders Forum”), de que só consegui suportar 10 minutos, a fazer a mais triste figura que se pode imaginar. Não duvido que o Tecelão aprecie e aprove.Pascal dizia que a eloquência é como que uma pintura dos pensamentos. Pelo que ali se vê, podemos imaginar a pobreza de espírito deste “engenheiro” que nunca deveria ter saído da câmara municipal onde aprovava a construção de umas vivendas horrendas. É esse o nível dele, nunca o de ensaiar palestras para as quais lhe falta o fôlego, como aqueles jovens se inscrevem nos concursos de cantores – e afinal, na maior parte das vezes, apenas sabem desafinar, deixar-se enxovalhar por um júri e ser ridicularizados pelo público, que esse é o objectivo do programa, não descobrir talentos mas desfrutarmos com a falta dele.Peço desculpa por haver tergiversado tanto. Estou ainda um tanto abalado pelo baixo nível do 6º mais elegante homem do mundo. As roupas que usa talvez sejam elegantes. Ele é, e será sempre, um parolo pretensioso.

    1. Caro Manuel, pegando no triste exemplo que citou: O Sr. Pinto de Sousa será um parolo pretencioso, ignorante, incompetente, desonesto, mentiroso, e carroceiro (o que, no seu tom efeminado, o faz passar por “bicha maluca”) – tudo isto será verdade. No entanto, é inegável que tem certo dom para a confrontação verbal, pelo menos com outros políticos. Quem já viu o homenzinho nos frente-a-frente da televisão, ou nos pseudodebates da AR, sabe que é um adversário duro de roer. Raramente ou nunca tem razão, o seu estilo e os seus argumentos adequam-se mais a uma feira do que a um debate, mas domina com certa facilidade os restantes políticos nacionais, num confronto directo. Quem conhece a figura, e a obra, facilmente vomita ao ouvi-lo; ainda assim, ninguém parece ser capaz de lhe dizer na cara, meia dúzia de verdades que ocorrem a qualquer pessoa comum. Por que será? Talvez o Mário Soares, possivelmente o único político mais hipócrita e com menos vergonha na cara, o colocasse no lugar – mas tristemente, não vejo mais ninguém, no árido panorama nacional. Estarei enganado?

      1. Eu tambem acho que não haverá ninguem capaz de dizer meia duzia de verdades na cara do Pinto de Sousa.Os mais afoitos valentões quedam-se por lhe chamar paneleiro nos blogs.

        1. Caro tecelão, lança um desafio que de imediato aceito: não direi meia dúzia de verdades, conquanto duas verdades serão suficientes.Já que é “porta voz” importante, marque a agenda e convide as Televisões: Lá estarei para dizer duas verdades na cara do Pinto de Sousa.

      2. Meu caro Filipe,Infelizmente tenho andado arredado destas lides e portanto privado do gosto de ler o Irritado, de ler as atoardas (algo irritantes) do Tecelão – e de o ler a si.Quando o faço, experimento por vezes uma certa perplexidade que a fina qualidade do seu raciocínio que não quadre com a desconcertante aridez de alguns dos conceitos que aduz. Vem isto ao caso – atravesso uma fase de “lateral thinker” – das nossas considerações monarquia/república. Estes chochos festejos trouxeram a uma luz mais crua que não se trava tanto uma contenda de regimes, mas se trata mais de uma questão estética. Prefiro de longe uma república civilizada a uma monarquia reles. O caso é que as coisas são bem ao contrário, para nosso mal.Confunde-me portanto que com a sua inteligência – não estou a fazer cumprimentos para o conquistar para a causa – se quede tantas vezes pelo mero plano económico-financeiro. Se tivesse que me socorrer de uma metáfora poderia considerá-lo, por exemplo, um excelente executante técnico de uma partira ao piano que infelizmente decide executá-la (não confundir com interpretá-la) sem sentimento, o que resulta no empobrecimento do resultado final e anula bastante a magia que o compositor queria transmitir-nos, que o essencial da arte é isso, pois não há nada que desanime tanto como um retrato bem pintado, sem expressão fisionómica. É como um casamento sereno e cortês – mas sem sentimento, sem amor.Sem religião, qualquer espécie de religião que seja, mesmo que não contemplando divindades, a nossa vida espiritual reduz-se à dimensão acanhada que somos nós próprios, sem transcendência ou muito sentido.A completa indiferença sobre quem nos representa com chefe do estado, só pode significar que mereçamos de quem nos representa que não se importe connosco também. Que é mais ou menos aquilo que a república nos tem oferecido, uma espécie de chefe de estado de costas voltadas para o povo, até porque tem sido eleito contra a vontade de metade dele. Quem é que se revê em Cavaco, naqueles ademanes de filho do gasolineiro-mais-importante-de-Boliqueime? Foi eleito para não termos que suportar o traidor Alegre,que a lista dos nossos presidentes não passa, de modo geral, de uma sucessão de gente que perpetuou as maiores trafulhices para poder chegar àquele lugar.E se pensarmos nos facínoras que se candidataram e felizmente ficaram pelo caminho, ainda nos podemos considerar cheios de sorte: Otelo, Rosas, Carvalhas, um verdadeiro enxurro humano.Claro que a nossa opinião neste assunto tem qualquer coisa de uma convicção sedimentada ao longo da vida: eu tenho a minha, o Filipe tem a sua, ninguém irá mudar. Ainda assim transcrevo duas colunas de um jornal de 1913, decerto monárquico, e por isso há que considerá-lo parcial. Mas veja o que é uma pessoa decente que foi assassinada – e a baixeza dos seus assassinos. Não acredito que fique insensível. Sem mais comentários do que a primeira foi escrita por Ramalho Ortigão e a segunda se refere a Afonso Costa e António José de Almeida.Leia, sonde a sua alma… e tire as suas conclusões.“Sabe-se que o duplo regicídio de D. Carlos e do Príncipe Real seu filho não foi a obra individual de um facínora, de um niilista ou de um doido. Foi a tremenda execução de uma sentença friamente lavrada por um conluio revolucionário.Alguns indivíduos aparentemente normais, serenos, senhores de si, tendo talvez um lar, tendo uma família, gozando amplamente a saúde, a liberdade, a alegria de viver, reúnem-se em tertúlia política e por uma dissidência de partido resolvem por unanimidade matar um homem e uma criança.O rei D. Carlos poderia ter fraquezas como toda a criatura humana, mas não tinha crimes e tinha os mais altos dons de coração e de espírito que enobrece a humanidade. Tinha a honradez, tinha a indulgência, tinha o bom humor, tinha a benignidade, tinha o talento, tinha a coragem e como emanação dessas qualidades juntas, tinha e exercia sobre todos aqueles que o conheceram e trataram em Portugal e nas cortes estrangeiras essa espécie de sortilégio que se chama o prestígio.”(continua)

        1. (continuação)”Amava a sua terra como rei. (…) E sem embargo da polidez do seu trato e da elegância das suas maneiras, foi sempre, pela molecular predilecção dos seus gostos, mais um simples e chão lavrador alentejano do que um homem de corte.Do rei que ele foi me permito consignar apenas que monstruosamente o assassinaram no preciso momento culminante em que, perante o abjecto rebaixamento dos costumes políticos do seu tempo ele empreendia como chefe do estado a mais profunda, a mais decisiva obra de remodelação administrativa, de renovamento moral e de saneamento político de que jamais fora objecto, desde a sua origem até então, o corrompido e viciado regime constitucional.”(Ramalho Ortigão)Falemos agora sobre Afonso Costa e António José de Almeida:“Ruge tremenda a tempestade num copo de água. Dois pigmeus – gigantes da política de hoje – lançam um ao outro desafios temerosos, que põem calafrios de pavor em várias espinhelas caídas.Que sairá dali?Descansem todos… não sai nada.Do choque de duas forças pode resultar um abalo profundo. O encontro de duas fraquezas é apenas como o tombar de uma gota de água num pouco de lama. A gota desfaz-se e a lama mais mole e espapaçada fica.Contudo é tremendo o ódio com que os adversários se olham… é certo, mas é trémulo o gesto de ameaça que esboçam.Ambos se temem, conscientes da própria fraqueza, e nenhum inutilizará o outro, receoso de que o outro o inutilize a ele.Um já falou de alto em roupa suja, mas foi disfarçadamente levantando a gola, a tapar a camisa escurecida.O outro já encolheu, desdenhoso, os ombros mas encolhendo também, prudente, as unhas.Que sairá daquilo?Descansem… não sai nada.Estarão assim, dias seguidos, desafiando-se mutuamente para a porta da mãe, que o pai de um é policia, e o do outro, guarda fiscal.Depois um comparsa gritará… com a boca do estômago, ainda não satisfeito, que é preciso salvar a república, e os dois cairão nos braços um do outro.E de tudo aquilo o público ficará apenas com a impressão de que muito esquisita dever ser uma república que para se salvar precisa que se unam e se estreitem dois homens, que um do outro pensam e sabem coisas tais, que cada qual considerar o revelá-las seria a inutilização do contrário.”Não sei porquê, estes dois lembram-me o diálogo Sócrates- Passos Coelho e outros anteriores – mas o perfil do rei fica a anos-luz de Cavaco, Sampaio, Soares, Eanes, etc.O Filipe refere os esplêndidos dotes de tribuno de Sócrates. Só pode ser porque o faz em termos relativos aos medíocres que por aí andam na política, que a gente decente há muito desandou desse lamaçal. Também existe quem ache que o Marco Paulo canta bem que se farta delicados poemas em lindas melodias, e compra todos os discos dele. Há uns anos, não havia criada de servir que não suspirasse ao ouvir o Toni de Matos no “Quanto o Telefone Toca”. Este povinho não dá mais, nunca sairemos da cepa torta.Sobre o inefável Tecelão e os comentários-eructos com que depreda esta sala, há que considerá-los como merecem, isto é, com ataraxia. Tal como o Marco Paulo, cada um dá o que pode.

          1. Os meus comentários aos seus eruditos escritos,são mais aerocólicos.

          2. Caro Manuel, Tenho de voltar à vaca fria: nem você, nem eu, nem o D. Duarte Pio, escolhemos a nossa família ou o nosso “pedigree”. Como sabe melhor do que eu, a condição humana tem limitações: uma delas, é não escolhermos onde nascemos. O que somos – e o que FAZEMOS – por nós próprios, embora com origens e faculdades diferentes, isso sim, é nosso MÉRITO. É apenas por isto que devemos ser julgados. Não concorda? Não reconheço ao D. Duarte Pio, para citar o exemplo actual, o talento, a capacidade, ou o MÉRITO, para me representar e muito menos para me governar. O Manuel contrapõe que a República actual é viciada, intrinsecamente corrupta, alienada do povo, com os resultados à vista. Eu contraponho que a Monarquia, em Portugal, caiu de PODRE – também alienada do povo, que teve já 100 anos para a restabelecer. E (quase) ninguém a quer, mesmo com motivos de sobra. Por que será? Em parte, devido a figuras como D. Duarte Pio: quem é ele, que fez ele, que mereceu ele? E que devoção nos merece a prole dele, e a do vizinho Rei D. Juan Carlos? Vidas luxuosas, incorruptibilidade por omissão (já têm tudo à borla), fama imerecida, saber usar os talheres, são esses os critérios? O Estado Novo, com todos os seus defeitos, tinha pessoas mais sérias, representantes mais dignos do que esta República: quem pode comparar um delinquente irresponsável como Pinto de Sousa, a um homem com a estrutura de Salazar? Ou seja, a dignidade não é um exclusivo monárquico. Isto não retira a beleza, ou a verdade, aos textos que transcreveu: mas quem somos nós, hoje, para desfazer o que foi feito há mais de 100 anos? Para melhor, muda-se sempre; mas ainda não percebi porque seria a Monarquia, a solução mágica para os nossos males. Finalmente, sobre o nosso ilustre PM: entre ter jeito para a confrontação (a roçar a peixeirada), e ter «esplêndidos dotes de tribuno», há-de convir que vai certa distância. Nunca falei em dotes de tribuno. Quando não tem interlocutor, o fulano mete os pés pelas mãos, diz asneiras e inépcias que embaraçariam um político albanês. Nem precisa de falar Inglês (se é que se lhe pode chamar isso), para suscitar a chacota geral. O tipo é uma nulidade, uma vergonha, um palhaço que se leva a sério. Não obstante, os outros parecem encolher-se, quando falam com ele. Vão na cantiga do imbecil, em vez de lhe espetarem o dedo na cara: “Ó… fulano, diga-nos lá como comprou os seus apartamentos de luxo?”; “Energias renováveis? Que conversa é essa? Estamos a falar da maior dívida pública de sempre, seu irresponsável!”; “Mercados internacionais? Submarinos? Então você já não sabia disso antes das eleições?!”; etc, etc. Podíamos passar uma semana inteira, 8 horas por dia, a escrever perguntas óbvias que NINGUÉM lhe coloca, ou que apenas colocam de forma tímida. A impunidade do Pinto de Sousa – criminal, pessoal e política – será talvez o espelho mais fiel, da mediocridade a que chegámos. Neste aspecto, estou totalmente de acordo consigo. As pessoas decentes na política, se alguma vez existiram, agora não existem certamente.

    2. Você estraga-me com mimos!Como eu aprecio a sua deferência.Fico-lhe reconhecido por não me olvidar.

  3. Por mim podem vender a RTP 1 e a TAP. duas enormes sanguesugas ” de um país pobre como Portugal. Serviço público sim, mas só um canal nacional e manter os restantes.

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