É louvável e meritória a atitude dos cidadãos que, desinteressadamente, se prestam a dar ao próximo o seu sangue, precioso bem que muitas vidas salva.
Posto isto, duas palavras sobre a reivindicação das associações de deficientes sexuais e do Bloco de Esquerda por causa de uma pergunta qualquer que está num regulamento qualquer, indagando os doadores sobre os seus “handicaps”.
O autor do IRRITADO, por exemplo, não pode dar sangue porque tem uma deficiência hepática. Outros, outras terão, que tornam o seu sangue impróprio para consumo. É evidente que neles se incluem os chamados “grupos de risco”, de que fazem parte os defeituosos sexuais e os viciados em drogas duras.
Não terão, se não tiverem, culpa de ser o que são. Mas não deixam de o ser por causa disso.
Dir-se-á que estes grupos têm o mesmo direito que os demais a que lhes seja analisado o sangue antes da doação, sendo por isso indiferente a sua circunstância pessoal. Mas para quê gastar dinheiro com casos em que a probabilidade de sangue impróprio é maior? Se há pessoas que tiveram doenças que, embora curadas, as colocam em grupos de risco, para quê perder tempo e dinheiro com elas? Para quê, correr riscos? É por isso que o tal regulamento, e muito bem, pergunta aos propostos doadores se são deficientes sexuais, se têm certos vícios ou se tiveram doenças, mesmo num passado remoto, que possam pôr em dúvida a excelência do seu sangue. Parece óbvio que o regulamento não pode fazer outra coisa.
Mas os deficientes sexuais, com o extremoso e caritativo apoio do partido comunista conhecido por BE, nisto como em tudo o resto, querem ser mais que os outros. Em certas matérias já o são. E, enquanto houver qualquer coisinha que, como qualquer coisinha de qualquer pessoa, modifique a sua circunstância em relação aos demais, há que Deus que estão a ser descriminados!
Não há dúvida que, ou a civilização dá umas voltas, ou está lixada.
3.8.10
António Borges de Carvalho

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