O senhor Valentim Mejillones, alto sacerdote da religião “aymara” – sabem o que é? – teve o poder e o encargo de, de chapeleta, rebrilhante túnica e marreta (uma espécie de pau com um cão na ponta), dar posse ao inteligente Evo Morales, o tal que acha que a existência de pederastas se deve aos frangos de aviário e que é o proto-comunista presidente da Bolívia.
Até aqui, tudo bem. Cada um “empossa-se” como muito bem entende, de acordo com as suas conveniências e os seus credos.
Interessante é que o tal Mejillones é nada mais nada menos que o feliz proprietário de um laboratório científico dedicado à produção de cocaína, com uma produção mensal estimada em 240 quilos. Coisa pouca, como se sabe.
Estas desgraças sul-americanas quase fazem ter saudades dos tempos heróicos em que, continente fora, os generais Tapioca e Alcazar se enfrentavam renhidamente e com requintes de imaginação.
A Democracia, como tanto se repete por aí, é o pior sistema político que existe, à excepção de todos os outros. De acordo. Não deixa por isso de parir monstros, como o Adolfo, o Chávez e este parlapatão do Morales.
De “morales” pouco terá, mas está na moda e é politicamente correcto. Pelo menos na abalizada opinião de inúmeros intelectuais de esquerda que pululam na nossa praça.
3.8.10
António Borges de Carvalho

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