IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


PIADOCRACIA

 

Após duas semanas, ou mais, de furiosa e permanente propaganda, vai hoje para o ar um novo programa do proto-comuna piadético-mor destas terras, um tal RAP.

A avaliar pela publicidade (a equipa, o chefe, a capa de revistas, uma infinidade de “takes”, de paleio, de entrevistas, de “personalidades”, tudo de joelhos perante o “plantel” de artistas) vai tratar-se de coisa de altíssima valia piadocrática, política, cultural, etc..

Até, imagine-se, o senhor de Belém que, entre outras coisas, já tinha telefonado a desejar felicidades à intolerável Cristina (da SIC), parece que honrará este programa (da SIC) com a sua institucional e augusta presença. Onde pode chegar a publicidade (da SIC) é coisa que cada um perguntará. Quais os limites de tal coisa? É de pensar que lá irá também Sua Majestade Britânica e até, quem sabe, o Papa Francisco. Já terão sido contactados pelos funcionários do casting?

Verdade seja dita que, esgotado o filão do Gato Fedoreno, as prestações do RAP têm tido progressivamente menos piada. Chega a ser triste. Fica a impressão de que lhe está a acontecer o mesmo que ao velho Herman, cuja verve perdeu por completo a graça.

Espero que assim não seja. Mas achava graça se este programa, depois da gigantesca publicidade de que tem sido alvo, fosse um flop.

 

1.3.20



9 respostas a “PIADOCRACIA”

  1. Não vi o programa. Vejo de quando em vez o Ricardo Araújo Pereira no Eixo do Mal, nuns eventos e festarolas, como as galas do Benfica, e volta e meia aparecem vídeos dele a palrar num programa ou palestra qualquer. A graça de RAP encolheu à medida que cresceu a sua ‘consciência política’. Quando se limitava ao humor, como é um tipo inteligente que vê o lado engraçado de algumas portuguesices, tinha certa piada. Nada que justifique uma ‘carreira’, como estes meros jograis chamam aos seus biscates sobrepagos, mas enfim, em Portugal também não há melhor. Só que tudo muda. Tal como o Herman, RAP passou de jovem irreverente a trintão chulão: um palhaço amestrado de mamões como a PT, impingindo telemóveis e outras porcarias à carneirada. Enquanto mamava, às costas da fama conseguida como jogral zarolho em país de cegos, foi expandindo a sua esquerdice caviar por onde lhe dêem (paguem) palanque. Hoje quarentão, ciente da sua vidinha fácil e confortável, deve abichar num ano o que os ‘trabalhadores’ que canta não ganham em vinte a trabalhar, e essa noção torna-o um curioso humorista-esquerdista-comentadeiro-mamadeiro. Um capitalista envergonhado. Ou desavergonhado, pois continua a cantar e a mamar. A carneirada, claro, come tudo e bate palmas. E a classe pulhítica, como na Cristina, faz fila para lá ir.

    1. Um capitalista com ideias orgulhosamente dignas da mais extrema esquerda a criticar a “esquerdice” de outro capitalista… de esquerda. Fantástico, assim se monta o melhor circo! Segundo o anunciado, com direito até a palhaços amestrados! Seja lá o que isso for mas se for de esquerda então deve ser bom! Muito bom! Ora veja-se uma pequena passagem da cómica actuação do primeiro interveniente sobre a esquerdice do… ausente, sobre o público, sobre toda a gente: “passou de jovem irreverente a trintão chulão: um palhaço amestrado de mamões como a PT, impingindo telemóveis e outras porcarias à carneirada. (…) capitalista envergonhado. Ou desavergonhado”. Que brilhante conjunto de palavras, emocionante até! Escorre-me a lágrima pelo canto do olho de tão hilariante que é! O pormenor de toda a actuação ser feita em frente a um espelho é de mestre. A arte circense no seu melhor como nunca antes se viu! Será que terá direito a resposta do ausente, do público, de toda a gente ou é este um circo do tipo monólogo caviar? Seja como for, o sucesso parece sempre garantido já que “A carneirada, claro, come tudo e bate palmas.” Vamos lá então todos bater palmas, ou cascos, a tão magnificente actuação! Até o artista, em pompa, bate cascos a si mesmo!

      1. Se eu e os meus comentários somos tão ridículos, que dizer de alguém que apenas me comenta a mim e aos meus comentários? E até aprecio a novidade, anima isto, mas v. não se esforça: Discute-se a eutanásia, v. destrata as pessoas que ousam defendê-la, por razoáveis que sejam. Discute-se a mama do imobiliário, v. rejeita todas as fontes, números e evidências sem apresentar nada. Como as crianças, põe os dedos nos ouvidos e diz “na na na na”. Discute-se o RAP, v. declama com voz de falsete o que escrevi sem – novamente – acrescentar nada. Se quer fazer isto, tem de fazer melhor. Muito melhor. Agora é apenas um Tecelão mais palavroso.

        1. Avatar de outro anónimo
          outro anónimo

          «Se eu e os meus comentários somos tão ridículos, que dizer de alguém que apenas me comenta a mim e aos meus comentários?» Não verdade, tenha pudor! Hoje estou demasiado politicamente correcto para usar a palavra que já não se usa (“mentira”) e a palavra que foi proibida (“vergonha”). Nunca o apelidei de ridículo e que só respondesse a comentários seus queria o Bastos! Também respondi à letra à Isabel quando, em delírio (outra explicação não encontro), veio para aqui defender a eutanásia nas mais inacreditáveis situações. «E até aprecio a novidade, anima isto,» O Bastos que não se sinta especial porque não o é de… maneira nenhuma. O que é é alguém cuja hipocrisia deve ser exposta e combatida – exactamente o que fiz no meu comentário acima – assim como as suas ideias – exactamente o que fiz (entre outras) na discussão sobre o mercado imobiliário e exactamente o que vou voltar a fazer agora neste comentário. «mas v. não se esforça:» Foi o Bastos quem abandonou a discussão sobre o mercado imobiliário no tópico «AFINAL, QUAL É O PROBLEMA?»https://irritado.blogs.sapo.pt/afinal-qual-e-o-problema-1121479 Afinal quem é que não se esforça? O Bastos é que adoraria que eu deixasse de me esforçar, não é verdade? Voltar a ter aqui o seu adorado espaço para onde despeja todo o seu fel sem qualquer contraditório.. que paraíso! «Discute-se a eutanásia, v. destrata as pessoas que ousam defendê-la, por razoáveis que sejam.» Razoáveis?! Só mesmo em cabecinhas pensantes como a sua é que a eutanásia ou as pessoas que a defendem são “razoáveis”. É do mais baixo que pode haver fornecer a eutanásia como opção a quem, por qualquer que seja a razão, esteja em sofrimento. Tenha vergonha! Tenham vergonha! A seguinte mini-história que escrevi no tópico «TANATOLOGIA»https://irritado.blogs.sapo.pt/tanatologia-1118914´´´´´´´´´´´´´´ A pessoa sofre de cefaleias, especialmente daquelas em que amaldiçoa o dia em que nasceu? “Pois ora tome lá esta receita de analgésicos mas se não resultarem tem aqui outra de um comprimido milagroso que acaba com esse sofrimento de uma vez por todas.” Assunto resolvido e venha o próximo! O paciente pega nas duas receitas, avia-as na farmácia mais próxima julgando que a 2.ª é apenas de algo ainda mais forte do que a habitual primeira e assim, julgando-se mais prevenido, retorna a casa. No entanto, cuidadoso como sempre foi em relação a medicamentos, decide ler a bula do novo medicamento e em choque com o que lê e jurando nunca mais voltar a tal médico imediatamente o deita no caixote do lixo. Por azar, umas horas mais tarde, já fazendo-se noite, sente mais uma cefaleia a caminho, toma a habitual medicação e vai-se deitar fechando-se no quarto na mais absoluta escuridão e silêncio antecipando já a pior fase a durar umas boas (más) horas. A meio do tormento e depois de já ter murmurado inúmeros palavrões numa média de um a cada 5 segundos e de já ter amaldiçoado mais de cem vezes o dia em que nasceu, lembra-se do comprimido que horas antes e muito convictamente tinha deitado para o caixote do lixo…)“““““““…é apenas um exemplo do que pode acontecer se deixássemos aprovar tais infames se não mesmo moralmente criminosas pretensões como tem vindo a acontecer, por exemplo, na Holanda. Mal entendidos entre médicos e pacientes ou má compreensão de um sobre o que o outro diz já são demasiado comuns em consultas e com a opção da eutanásia pelo meio é bom que os pacientes escolham muito cuidadosamente as palavras. Um paciente com cefaleias graves dizer em suspiro numa consulta “Só queria acabar com este sofrimento.” poderia ser entendido por um médico com a mentalidade do Bastos como um pedido da eutanásia quando tudo o que o paciente quer é a cura, ficando já muito feliz com um tratamento apenas um pouco melhor. Mais grave ainda é que quando alguém está em sofrimento como num episódio grave de cefaleia (depressão, etc., seja o que for) tem o seu raciocínio alterado pela dor sentida, tal e qual está ilustrado na parte final da minha mini-história:

        2. Avatar de outro anónimo
          outro anónimo

          (continuação:) ´´´´No entanto, cuidadoso como sempre foi em relação a medicamentos, decide ler a bula do novo medicamento e em choque com o que lê e jurando nunca mais voltar a tal médico imediatamente o deita no caixote do lixo. (…)A meio do tormento e depois de já ter murmurado inúmeros palavrões numa média de um a cada 5 segundos e de já ter amaldiçoado mais de cem vezes o dia em que nasceu, lembra-se do comprimido que horas antes e muito convictamente tinha deitado para o caixote do lixo…““ «Discute-se a mama do imobiliário, v. rejeita todas as fontes, números e evidências»No tópico «AFINAL, QUAL É O PROBLEMA?»https://irritado.blogs.sapo.pt/afinal-qual-e-o-problema-1121479em todas as fontes do Bastos não era apresentado nem um único caso concreto. Só simulações atrás de simulações atrás de simulações. Se para si isso é suficiente enquanto vendedor de catástrofes que o Bastos é… para mim não chega, de maneira nenhuma. «sem apresentar nada. Como as crianças, põe os dedos nos ouvidos e diz “na na na na”.» Mais uma mentira sua e quem aqui teve um comportamento infantil foi o Bastos que decidiu vir para aqui fazer queixinhas de estar a ser perseguido nos comentários. “sem apresentar nada” diz o Bastos… Pois apresentei-o a si como mais um fazedor/vendedor de catástrofes que (entre outras) tem como soluções:- acabar com os contratos livres;- criar entraves burocráticos;- afugentar os investidores;- acabar com os mercados;- voltar a pôr os senhorios como os assistentes sociais da habitação (alguns ainda o são);e apresentei o meu próprio testemunho sobre o mercado imobiliário. Tanta coisa que o Bastos finge já ter esquecido! «Discute-se o RAP, v. declama com voz de falsete o que escrevi sem – novamente – acrescentar nada. Meu caro Bastos, não vi nenhuma discussão sobre o Ricardo Araújo Pereira. Tudo o que vi foi o Irritado a dizer mal de Ricardo Araújo Pereira o que, sendo de direita, é perfeitamente normal que diga mal dos absurdos da esquerda e vi-o a si a dizer ainda pior de Ricardo Araújo Pereira (e, como habitual, de toda a gente em geral) o que, sendo o Bastos alguém com as ideias da extrema esquerda, não deixa de ser de uma enorme hipocrisia e ainda mais havendo tão curiosas semelhanças entre si e Ricardo Araújo Pereira. Destacar a hipocrisia da esquerda nunca é trabalho desperdiçado. «Se quer fazer isto, tem de fazer melhor. Muito melhor. Agora é apenas um Tecelão mais palavroso.» Viver é aprender e dada a minha mente, por regra, aberta e moderada por certo ficarei cada vez melhor naquilo que faço. Já quanto ao Bastos… …(e) estou mesmo cheiinho de pena de si a sentir-se perseguido.

    2. O problema do Herman foi querer ser o cómico para ‘gente fina’, porque ficou rico e não queria ficar mal visto, mas continuar a dizer os textos dos mesmos autores com tiques à finório. O RAP é o próprio autor dos textos, que vou aparecendo conforme a ‘piada’ da moda que pode não dar para ter graça.

      1. Avatar de outro anónimo
        outro anónimo

        Aquilo era querer ser cómico para gente fina ? Está bem. Pois eu olhando para trás no tempo fico sempre com a dúvida se o Herman realmente tinha alguma piada ou se na altura víamos os seus programas apenas por falta de alternativa .

        1. No caso do Herman, ele é o interprete de textos escritos por outros. E foi bom interprete, mas quando começou a ganhar dinheiro e ficou rico, com iate, RR, casa em Azeitão, etc., passou a querer ter graça para gente fina com os mesmos textos/temas populares e foi perdendo a piada.

  2. Está a ver o que lhe dizia, anónimo? Um Tecelão mais palavroso. V. não “combate” porra nenhuma. Hipócrita é o RAP. Eu não vivo de graçolas, nem uso uma imagem sobrevalorizada de palhaço para impingir mamões à carneirada, enquanto os critico – com cuidadinho, claro, pois como-lhes da mão. Não abandonei discussão alguma. Só eu usei factos. V. não discute, conta umas historietas e ataca o interlocutor. Diz que critico todos e despejo fel, mas não faz v. outra coisa. As suas intervenções são litanias de baba e ranho. Não faço queixinhas nem me sinto perseguido. Pelo contrário, já disse que anima isto. É verdade que me persegue, mas nada me obriga a lê-lo ou a responder-lhe. Aliás, v. parece fazer tudo para que não o leiam. Vou explicar-lhe uma coisa. Pegar numa frase ou outra ainda vá; mas citar o interlocutor frase a frase, quase palavra a palavra, e responder a cada uma com um longo choradinho, é uma seca intolerável. Já nem trolls o fazem. Para escrever de mais já basto eu. Lembre-se sempre: menos é mais.Vá, tente lá melhor. Não neste post; já falámos, para quê discutir por discutir. Havemos de voltar à liça.

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