IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


PERGUNTAS ESTÚPIDAS

 

Uma miúda menor de idade, certamente filha de irresponsáveis compulsivos, resolveu dar a volta ao mundo à vela, em solitário. Anunciou que partiria de Portugal. A nacional subserviência ficou satisfeitíssima. Que inusitada honra!

Mas a pequena, sem mais nem quê, resolveu mudar-se para outras águas, dizem que na companhia do idiota papá.

Até aqui tudo bem, ou tudo mal, como se queira.

Vem nos jornais que a menina “foi escoltada até sair das águas territoriais pela Marinha Portuguesa”.

As perguntas são:

– E se me der na cabeça ir passear de barco pelo mar fora, a Marinha Portuguesa escolta-me, a ver se não me acontece nada?

– Quanto custou a operação?

– Quem é o responsável por estas parvoíces?

 

*

 

O Benfica anda a rifar o guarda-redes castelhano que custou 8,5 milhões de euros. O mais provável é ninguém querer um industrial de frangos do quilate do rapaz.

A pergunta é:

– Então o Benfica não tinha lá, pelo menos, o Quim e o Moreira, qualquer deles a meter o castelhano num chinelo?

 

*

 

Os portugueses, nos primeiros 6 meses deste ano, puseram ao fresco, entenda-se a salvo, entenda-se em off-shores, nada menos que 1.200.000.000 de euros.

Cada um defende o que é seu. Por meios legais, é o caso.

A pergunta é:

– Será que o governo não percebe o dinheiro que o país perde por causa da carga fiscal maluca com que esmaga as pessoas?

 

24.8.10

 

António Borges de Carvalho



5 respostas a “PERGUNTAS ESTÚPIDAS”

  1. Bom,lá perceber,percebe.Mas como sabe que o país está cheio de tecelões…vai fazendo o que quer e ainda lhe sobra tempo.

    1. Para perguntas estupidas,comentários a condizer!!!

  2. Sobre a miúda do barco à vela, e o guarda-redes do Benfica, tudo normal: ambos parecem coerentes, cada um à sua maneira, no mundo e no país em que vivemos. Aparentemente, está na moda dar a volta ao mundo para ser uma “celebridade”, nos jornais e no Youtube, e por cada 10 adolescentes com esta mania parva, haverá certamente 1 pai ou mãe imbecil, que a tolere e até incentive. Quanto a más contratações de clubes portugueses, podia escrever-se uma enciclopédia inteira sobre o assunto. A “nação benfiquista”, os supostos 6 milhões de portugueses, fascinam-me particularmente: salivam a cada notícia, e saltam a cada vaga novidade que lhes trará a glória perdida. Perdida, mas não esquecida: ter mais adeptos, ter o maior estádio, ter Cardozos e Saviolas, são a maior felicidade e a melhor válvula de escape de 60% dos portugueses. É dizer muito. Já quanto aos offshores, gostei da definição do Irritado: «cada um defende o que é seu», logo os offshores são perfeitamente legítimos, porque são «legais», e justificáveis perante a «carga fiscal maluca». Pois se o Irritado defende os direitos da BANCA, os maiores CHULOS deste país, e de outros países, que manobram boa parte dos partidos e políticos / marionetas que julgamos eleger… que outra definição seria de esperar? Criticar a banca, os offshores, e os «meios legais» para lá desviar fortunas, em boa parte de TRAFULHAS e CRIMINOSOS, só pode ser comuna… não é?

    1. Rem razão, pelo menos em parte.É evidente que a existência de off shores não pode deixar de fazer confusão a muita gente, a começar por este seu “comentado”, que não faz ideia de como a coisa funciona ou se “justifica”.O problema para que procurei chamar a atenção é o de, causticado pela sede de dinheiro de um estado como o nosso, o dinheiro nunca deixará de fugir do país, com off shores ou sem elas. Pensar o contrário é, pelo menos, ingénuo. O dinheiro vai estando onde se “sente feliz”. Julgo que muitos dos milhões que se põem ao fresco voltariam gostosamente se fossem tratados de outra maneira em Portugal. Quem precisa de investimento privado como de pão para a boca não devia andar a sacar barbaridades a toda a gente.Por outro lado, devo dizer que estou convencido que muita da massa fugida não é proveniente de negócios escuros. É, aliás, fiscalizada pelo BdP à saída, isto é, pelo menos teoricamente, quando se “dá saída” ao dinheiro é preciso que o BdP saiba como é que ele chegou “à entrada”. Ou não?

      1. Essa fiscalização do BdP é (no mínimo) muito relativa, como numerosos factos recentes demonstraram à saciedade: na prática, cada banco age como um estado próprio dentro do Estado, cria e manipula o dinheiro como e onde lhe apetece, e só quando é chamado à pedra – em raríssimas ocasiões – se verifica que a bota não bate com perdigota. Mesmo quando isso acontece, o que vemos? Mil desculpas para “salvar o sistema”, cuja “estabilidade” jamais pode ser posta em causa, e toca a safar o dinheiro privado (privadíssimo), que em grande parte NUNCA EXISTIU, com dinheiro público – o tal que é sacado por Estados como o nosso, a contribuintes que JÁ SÃO chulados pela Banca. E isto não acontece apenas em Portugal: a Banca e os grandes banqueiros, mandam mais que os Pintos de Sousa, ou até os Obamas. Decerto que não lhe estou a dar nenhuma novidade? Logo, dizer que a maior parte da massa nos off-shores vem ou não de negócios escuros, depende inteiramente do critério: traficar droga, receber um suborno, são negócios escuros? Poucos o contestarão. No entanto, os off-shores recebem-nos. É (também) para isso que existem. E pegar em depósitos legítimos, usá-los para criar pseudo-bancos e pseudo-empresas, empolar o dinheiro real que se tem (através de um exército de especialistas em “engenharias financeiras”, especuladores e falsos compradores), e usar esse dinheiro – que NÃO se tem – para perpetuar o ciclo, até se chegar a um ponto em que, se apenas 10% dos depositantes/accionistas pedir o seu dinheiro de volta, não existe dinheiro REAL suficiente para lhes devolver? Será isto um negócio escuro? Se for, temo que boa parte da Banca (e já agora, dos casinos bolsistas) seja ainda mais escura, do que todos Estados hipócritas que a toleram. Nos EUA, bastou um Maddoff trafulha para salvar a face do sistema: por cá, nem isso. Eis a utilidade dos off-shores, para os trafulhas oficiais e não oficiais: permitir que tudo isto tenha uma aparência “legal”. Ou não?

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *