IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


O NÁUTICO

O covidofundamentalista Carreiras, muito conhecido em Cascais por boas e más razões, tem agora, segundo o DN, mais uma brilhante iniciativa: diz que vai comprar vacinas ao supermercado da Rússia.

Há quem se queixe da falta de solidariedade europeia de alguns países. Carreiras acrescenta uma carta a este baralho. Leva mais longe a falta de solidariedade dos Estados, aprofunda-a ao nível municipal. Não sei se trata de (mais) uma arrancada da “descentralização”, de uma demonstração da diferença entre pobres e ricos, de pura fanfarronada, ou de uma forma radical de propaganda populista, provocando manchetes, e comentários aos pontapés. Carreiras é “o maior!”

Foi esta foi a surpresa de hoje, gentilmente fornecida pelo DN. Surpresa que se sobrepôs, provocando esta nota prévia, àquilo que me trazia sobre Cascais: o “Náutico”. Para quem não saiba, o Náutico é o edifício emblemático do consulado Carreiras. Um prédio totalmente estapafúrdio plantado no largo da estação da CP, primeira “visão” de quem chega à Cascais por via-férrea. Trata-se, esteticamente, de uma espécie de presídio ultra-moderno, negro, coberto de grades. A grande novidade é que os presidiários, em vez de ver o Sol aos quadradinhos, o verão às rodelinhas. A nobre construção, coberta de publicidade a si própria e ao município, será, porventura, fruto de gozosa inspiração de algum arquitecto “conhecido”, a que o famoso edil, à semelhança de tantos outros, resolveu dar direito de cidade. Não sei se se destina a escritórios, apartamentos, hotelaria ou outra coisa qualquer. Mas imagine-se o leitor lá dentro, a ver as vistas divididas em rodelas pretas, as quais, parece, só poderá abrir a 45 graus, a fim de evitar que se suicide – nobre objectivo!

Em Cascais já se tinham tornado emblemáticos, pela negativa, por exemplo o mamarracho da Polícia, que houve quem quisesse demolir, sem eco na Câmara, e, cereja em cima do bolo, essoutra intervenção de grande porte que, a fim de demolir o trambolho do “Estoril Sol”, o substituiu por outro ainda maior, a que o povo já teve a amabilidade de chamar musseque.

Enfim, cada um é livre de deixar a sua marca nas cidades e vilas que governa. Assim parece que Carreiras o faz. Só que as rodelas não chegam, agora quer vacinas municipais. Formidável.

 

27.3.21  



2 respostas a “O NÁUTICO”

  1. E assim continuarão a fazer todos os Carreiras, por Cascais e pelo país fora. Como lhes der na real gana. Porque assim é a nossa ‘democracia’: cada eleito faz, aprova e adjudica o que quer. As únicas satisfações que deve, quando as deve, são à máfia do seu partido. Aos cidadãos, aos eleitores, aos contribuintes que tudo pagam, deve zero. E o Irritado acha isto muito bem. Mesmo criticando o Carreiras, diz que este é “livre de deixar a sua marca”. Não, não é. Não pode ser. Esta classe pulhítica não deve deixar marca alguma. Só deve obedecer. E ter trela curta. P.S. Ainda assim, parabéns ao Irritado: a criticar um político laranja! Não é todos os dias… nem sequer todos os anos.

  2. Em Lisboa também temos o Medina que irá plantar 9 torres entre os 12 e os 15 pisos, mais de 600 fogos para arrendamento a preços controlados, com pouco estacionamento (dizem os “técnicos” da camara que quem para lá vai viver não usa carro) em pleno RESTELO! É que o restelo parece ser bairro de riquinhos que votam sempre à direita e é preciso lá despejar uns milhares de subsídio-dependentes para conseguirem deitar a mão à junta! Destrói-se um dos poucos , senão o único bairro com qualidade que ainda há em Lisboa…mas isso é apenas um pormenor.

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