IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


A SORTE QUE MERECEM

O mui venerado director do “Público”, especialista em cravos e ferraduras,  dá hoje largas a uma tese intitulada “O capitalismo português no seu esplendor”. Justifica a ironia pelas tramóias, públicas e privadas, que alimentam a crise da Groundforce. Muito bem.

O problema é que a coisa está de pernas para o ar. O que está, ou devia estar em causa é o facto indesmentível de que o Estado socialista é parte, a maior parte, de tal capitalismo. Mete-se em negócios, depois quer regulá-los. É o pior de todos os capitalismos. O Estado legisla e julga em causa própria. Por isso que, no paradigmático exemplo da Groundforce, com razão ou sem ela, o Estado não tem razão nenhuma. Zanga-se com os sócios e o povo que pague. A máquina da propaganda faz o resto. O Estado e o senhor Casimiro são sócios desavindos.

Foi o que aconteceu com a TAP, sociedade tomada de assalto pelo Estado. O resultado viu-se, o sócio privado foi à vida com milhões a tilintar nas algibeiras, o Estado ficou com o aborto nos braços. A conta será paga por nós, não pelos representantes do sócio vencido, o senhor Costa e o senhor Santos.

Na Groundforce diz a propaganda do PS/BE que um tal Casimiro ganhou millhões em comissões de gestão pagas pela empresa e aplicou metade na compra da maioria da dita. A ser verdade, a culpa é do sócio Estado, que o deixou cobrar tais comissões. Se aplicou o resultado a comprar a empresa ao Estado, quem lhe negará legitimidade? Só o Santos, o tipo do “Público” e a cavilosa Mortágua.

Agora, agora o quê? Embrulham-se todos, quem paga o capitalismo de Estado são os mesmos de sempre. O mal é do socialismo, não do capitalismo propriamente dito.

E a EDP? Mais uma pessegada pública, desta vez em forma de cobardia. Não sei se a EDP devia, ou não, ter pago o imposto de selo. Nem, no estado actual da contenda, tal será o mais grave. O mais grave é que, provocado pela sinistra Mortágua e pelo incapaz Rio, o governo (três ministros, pelo menos!) mete os pés pelas mãos, diz que a culpa é do Barbosa du Bocage, ou do Pitágoras, mente com quantos dentes tem na boca, dá o dito por dito e por não dito, desta feita acompanhado pela administração pública, em quem manda, mas diz não mandar.

O IRRITADO deseja a todos, sem excepção, a sorte que merecem. Aos leitores deixa a tarefa de pensar que sorte é essa.

 

25.3.21



Uma resposta a “A SORTE QUE MERECEM”

  1. Pois estranho seria se o capitalismo tivesse alguma culpa, não é? Toda a gente sabe que só o socialismo é ideológico e mau; o capitalismo é a natureza humana, a vontade divina, a ordem natural do universo. Tão natural como a sua sede, já dizia a água do Luso. E claro que um mamão (a EDP) fugir a impostos é o que menos interessa. Queremos lá saber disso! Os impostos são para a ralé, não para mamões. E se estes compram os políticos, a culpa é do socialismo. Claro. Logo, é no socialismo que temos de malhar: na Mortágua, nos que denunciam os mamões! Triste país e mundo este, controlados por Mortáguas e outros socialistas. Pobres mamões. Pobre EDP.

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