De longes terras
Um senhor canadiano, leitor habitual do IRRITADO, mandou este comentário ao post “Ó TIO, Ó TIO”:
Há uns anos, no meu pais (o Canadá), um Ministro da Indústria recebeu um frigorífico de um fornecedor… resultado? Quando se soube do "negócio" pediu de imediato a demissão e nunca mais se ouviu falar no senhor. Não teve direito a mais emprego no governo ou em empresas da Coroa. Há países e países… há gente com moral cívica e há os tugas….
Se calhar, no Canadá, como a moral é monárquica… o civismo é outro.
SOMOS O MÁXIMO
A França contestou a data proposta pela União Europeia para a correcção do défice.
Portugal não se pronunciou. É assim mesmo! Portugal, dada a inteligência do governo que temos, sabe que, daqui a três anos, as contas vão estar num brinquinho.
A França? O que é isso da França?
INFORMAÇÃO INFORMATIVA
O “Diário de Notícias” noticia que a epidemia de dengue em Cabo Verde não influencia as férias dos portugueses no arquipélago.
O “Público” afirma que “Epidemia de dengue leva portugueses a cancelar viagens”.
A “informação” no seu melhor.
JUSTIÇA DE COSTELA
A extraordinária Câmara que Lisboa tem vai taxar em triplo os prédios em ruína. Em vez de ajudar os proprietários a recuperar os ditos prédios, já que o Estado, há quase um século, acabou com o rendimento dos mesmos sem que a CML tugisse nem mugisse, o socialismo toma medidas para dar cabo de qualquer hipótese de recuperação minimamente viável. Assim se reabilita a cidade. Haja quem pague, não é?
MORALIDADES II
O Dr. Jaime Gama continua ao ataque. Deve sofrer daquilo que, em psicologia, se deve chamar “lapsos de bom senso”. Aqui há dias, como o IRRITADO referiu, atirou-se como um leão aos “desdobramentos de viagens” e às “milhas” dos deputados, em vez de os pôr a viajar em turística. Não contente com isso, veio agora acabar com as viagens dos suplentes das delegações às instâncias internacionais. Das duas uma: ou o senhor Presidente da Assembleia mandou as “equipas” passear, com suplentes e tudo, durante os últimos quatro anos (coisa que antigamente não sucedia), não fosse algum ficar “lesionado” e, nessa altura, andou a gastar dinheiro mal gasto, ou acha que os suplentes jamais poderão viajar mesmo que os efectivos não possam ir. Mais um que parece que anda a perder o juízo.
cientistas
O admirável “conselho científico para a avaliação do desempenho” dos professores pronunciou-se ferozmente contra a avaliação decretada pelo governo anterior. Teve quatro anos para o fazer mas, ‘tá quieto que com o governo não se brinca! Agora que o “novo” governo – a mesma gente, que horror – vem garantir que continuará as mesmas políticas ao mesmo tempo que a ministra da educação diz que as vai alterar, o ilustrérrimo presidente do conselho “científico” vem dizer cobras e lagartos do que apoiava, ou se esquecia de criticar, no tempo da dona Rodrigues.
Assim se alça um tipo à posição de secretário de estado, que é o que o fulano é agora!
MORALIDADES III
O presidente da CGD, meu ilustre ex colega de escola, vem alardear os seus, ao que julgo sinceros, sentimentos de rectidão e moralidade. Para ele, o senhor Penedos deve continuar de pedra e cal na REN, isto enquanto muito bem lhe der na realíssima gana. Esta a moralidade que, na sua esclarecida opinião, Portugal precisa.
Ai é? Ó Fernando, vou ali e já venho.
QUEIXINHAS
O PC queixou-se amargamente de a dona Fátima – aquela da televisão do PS, conhecida por RTP – não ter convidado os bolchevistas para se fazer representar num programa. Estavam lá o governo, o PS, o PSD, o BE. Tem toda a razão o líder da tenebrosa organização. Então isto faz-se? Eu também acho que não se faz, embora não tenha pena nenhuma do PC. Quem com ferro mata…
SOFISTICAÇÃO
Em manobra altamente sofisticada anda a contra informação dos socialistas a propalar que, há não sei quantos anos, o CDS recebeu uns tostões do sucateiro. Percebe-se o governamental afã dos rapazes, já que, para eles, deve ser importantíssimo desviar as atenções da “Face Oculta”. Já o conseguiram, com assinalável êxito, em relação ao Freeport, ao canudo, ao andar, à Cova da Beira, sei lá mais a quê. Não há esqueleto do armário do senhor Pinto de Sousa que os fulanos não dissolvam em ácido manobrorídico. Esqueceram-se que, a ser verdade o que dizem, não houve ilegalidades porque não havia, à altura, lei que proibisse a coisa. O Portas Paulo já veio comunicar que nem quer ouvir falar no assunto, esperando-se que o tiro tenha saído pela culatra aos seus autores.
11.11.09
António Borges de Carvalho

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