O matarroano das infraestruturas, com farto aplauso do governo, resolveu queixar-se à polìcia de um tipo que revelou uma conversa confidencial que tinham tido. Uma questão de transparência opaca, como é de ver.
Sei quem é o matarroano, mas não sei quem é o outro, nem o que faz ou deixa de fazer. Veio o dito à baila porque tem umas acções de uma empresa falida de que o Estado, representado pelo matarroano, é sócio. Foi-lhe exigido que desse as acções como garantia para um empréstimo que permitisse pagar salários. O homem disse que não. Canalha! Depois confessou que, mesmo que quisesse, não podia prestar tal garantia, uma vez as acções estão hipotecadas ao Montepio, e o Montepio não deixa.
Desentenderam-se, como é normal que aconteça entre um socialista radical e um negregado canalha privado. O socialista diz que protege os trabalhadores, desde que seja com o dinheiro dos outros, o que é normal e coerente. Sempre foi assim, e assim sempre será. Há os bons e os maus, o que coincide com o público e o privado, respectivamente. É assim, sobretudo em tempos como os orientados pela moral republicana.
De estranhar é que o governo socialista, que já anunciou rios de dinheiro para proteger os que arruína, no caso ache que não tem nada com isso. É lógico. Os beneficiários dos rios de dinheiro do governo, geralmente, meses depois de apresentar largas dezenas de papéis, recebem uma simpática cartinha a dizer que “essa linha está esgotada”. Conheço alguns. Por que carga de água devia a Groundforce ser uma excepção? Não sabem que os rios de dinheiro são só, ou quase só propaganda?
Felizmente, há o PC. O PC tem sempre pronta a melhor de todas as soluções: nacionalize-se a Groundforce, e entra tudo nos eixos. O privado, se não for preso, fica a tinir. O socialismo vai buscar o dinherio onde houver disso, como, brilhantemente, diz a sinistra Mortágua.
E fica feita a festa.
11.3.21

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