Com cruel ironia, desde sempre se disse que o Brasil é “o país do futuro”. Como o futuro “a Deus pertence”, fica o Brasil sem futuro.
Vêm estas asserções a propósito da história recente dessa nação, “nossa filha”. Coitada está mais ou menos como a “mãe”.
Depois da dura ditadura militar, o Brasil, ao fim de mais uns trambolhões, entrou nos eixos possíveis. Teve um Presidente, Fernando Henrique Cardoso, que estabilizou a moeda, corrigiu as finanças públicas, deu largas à economia e pôs a democracia a funcionar tão bem quanto possível.
A seguir, céus!, veio um pantomineiro da esquerda radical que distribuiu umas coisas, sobretudo aos seu fiéis, e acabou por deixar o país num mar de corrupção e desordem. Nem ordem nem progresso, divisa nacional. Sucedeu-lhe uma inimaginável “presidenta” de sememlhante laia, que tudo agravou e acabou deposta. As coisas de mal a pior, o pobre Brasil caíu nas mãos de um ignorante palavroso e aldrabão, capitão de infantaria ou coisa do género, que, ainda que do outro lado do espectro ideológico, prolongou a bagunça e deu à idiotia as honras do poder.
Diz-se que “não há mal que sempre dure”. Talvez seja verdade, mas parece que o ditado não se aplica ao Brasil. O trambiqueiro Lula (Inácio Silva), com carreira no bolchevismo à brasileira, regressa à baila. “Não tenham medo de mim”, diz ele, implicitamente reconhecendo que o seu regresso será, ou seria, uma desgraça mais temível do que o foi na primeira vez.
O IRRITADO, que pouco tem a ver com política externa, lamenta profundamente que o Brasil continue a andar às escuras, sem futuro, sem eira nem beira.
17.3.21

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