Era de esperar a universal condenação de que foi objecto o tom dos candidatos à presidência dos EUA no seu primeiro frente a frente. Do Trump, uma indiscutível besta, era de esperar. Do outro, figura um tanto cinzenta, não se previa que se deixasse arrastar para o campo dos ataques pessoais. Mas caíu, e há que diga que foi de propósito. De políticas ou ideias, pouco se falou. Dizem os analistas que, de um ponto de vista eleitoral, ficou tudo na mesma.
Isto de ser velho tem as suas vantagens, ou inconvenientes, se quizerem. Lembrei-me do último debate entre o Soares e o Freitas, em que o primeiro se atirou ao segundo como um cão raivoso, mesmo sabendo que o adversário não tinha culpa nenhuma daquilo de que era acusado. A diferença é que, por cá, de um ponto de vista eleitoral, nada ficou na mesma. A carroceirada ganhou. Dir-se-á que, tempos passados, ficaram amigos do peito. Mas isso é outra história, que não vale a pena lembrar.
1.10.20

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