A insuportável Catarina, em mais uma das suas bombásticas declarações, veio reforçar a mui patriótica opinião daquela coisa (o BE), reafirmando que ajudar o Novo Banco – no cumprimento do contrato que subscreveu com a geringoça -, nem pensar.
Juntou desta vez às suas habituais fantasias uma razão de peso. É que, diz o infrene populismo da fulana, num sindicato bancário que haja ou seja criado para o efeito, entrará a Caixa Geral de Depósitos, a qual, sendo pública, é nossa, e nós não temos que sustentar malandros. Cristalino, ou catarino, não é?
A CGD, pública, nossa(!), recebeu do nosso dinheiro tantos ou mais milhões que o NB recebeu, ou vai receber, dos nossos colossais impostos. Mas, como é pública, mereceu ver a sua buracaria financiada pelo Estado. Nada a fazer. Como é pública, não pode falir, estando autorizada a ter os buracos que entender. O NB, sendo, ao que parece, mais privado que público, não merece nada, sejam quais forem as obrigações contraídas pela geringonça, com o apoio da Catarina.
A esquerda apoderou-se do Estado. O Estado é sagrado, os seus oragos são a Catarina, o Jerónimo e o Costa. Sendo sagrado, é livre de rasgar os contratos que subscreveu. Até essa desgraça em figura o humana chamada Rio, no caso, acompanha a Catarina.
Por outras palavras, segundo esta gente os depositantes do BE podem ser levados à miséria, desde que os da CGD tenham o seu dinheiro protegido.
Admito que o contrato de venda dos restos mortais do BES seja um porcaria, como tantas que a geringonça fez. O que não admito é que esta gente, que sempre apoiou com unhas e dentes o governo que o subscreveu, tenha agora a lata de apelar ao seu não cumprimento.
Até o populismo devia ter limites.
1.10.20

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