IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


EST MODUS IN REBUS

A insuportável Catarina, em mais uma das suas bombásticas declarações, veio reforçar a mui patriótica opinião daquela coisa (o BE), reafirmando que ajudar o Novo Banco – no cumprimento do contrato que subscreveu com a geringoça -, nem pensar.

Juntou desta vez às suas habituais fantasias uma razão de peso. É que, diz o infrene populismo da fulana, num sindicato bancário que haja ou seja criado para o efeito, entrará a Caixa Geral de Depósitos, a qual, sendo pública, é nossa, e nós não temos que sustentar malandros. Cristalino, ou catarino, não é?

A CGD, pública, nossa(!), recebeu do nosso dinheiro tantos ou mais milhões que o NB recebeu, ou vai receber, dos nossos colossais impostos. Mas, como é pública, mereceu ver a sua buracaria financiada pelo Estado. Nada a fazer. Como é pública, não pode falir, estando autorizada a ter os buracos que entender. O NB, sendo, ao que parece, mais privado que público, não merece nada, sejam quais forem as obrigações contraídas pela geringonça, com o apoio da Catarina.

A esquerda apoderou-se do Estado. O Estado é sagrado, os seus oragos são a Catarina, o Jerónimo e o Costa. Sendo sagrado, é livre de rasgar os contratos que subscreveu. Até essa desgraça em figura o humana chamada Rio, no caso, acompanha a Catarina.      

Por outras palavras, segundo esta gente os depositantes do BE podem ser levados à miséria, desde que os da CGD tenham o seu dinheiro protegido.

Admito que o contrato de venda dos restos mortais do BES seja um porcaria, como tantas que a geringonça fez. O que não admito é que esta gente, que sempre apoiou com unhas e dentes o governo que o subscreveu, tenha agora a lata de apelar ao seu não cumprimento.

Até o populismo devia ter limites.

 

1.10.20



4 respostas a “EST MODUS IN REBUS”

  1. Como é que é essa ‘a esquerda apoderou-se do Estado’? Mas, poderia haver outra alguém que poderia se apoderar do Estado que não mereceria reparo? Quem? Bom não falando em grupos económicos privilegiados que sempre não fizeram outra coisa.Essa do populismo dever ter limites é boa, se considerarmos populismo ser aquilo que é dito e que o povo gosta de ouvir. Quer dizer, pensa que a sua irritação é bem entidade pelo povo e, então, temos um populista irritado.A propósito, e seguindo a irritante preocupação do ajuntamento do 1º. de Maio na Alameda e da Festa do Avante, que dizer daquela II Convenção de Vendas, em Évora. Aquilo é que foi todos ao molho e fé em deus, e lá foram anunciados mais uns produtos populistas de amputações, castrações, tudo seja o que for só privado e outras muito chiques mesinhas que o povinho tanto gosta de comprar (antigamente era a banha de cobra). Aquilo é que foi pese embora ainda, e aproveitando a horrível máscara inventada pela d. graça, ser apresentado ao mercado por alguns mascarados.É preciso ser populista, para aquela ajuntamento nem uma irritaçãozinha

    1. Estou-me borrifando para o Ventura. Mas, se falarmos em ajuntamentos, o tipo tem perdão. É que tinha pedido para fazer a manifestação na Praça do Giraldo. Teve autorização. Mas, sem autorização nenhuma, a esquerda radical, e não só, apareceu por lá, e a polícia bloqueou metade do espaço para lhe dar lugar, em vez de correr com ela. Assim, o Ventura não teve espaço para poder cumprir os ditames das “autoridades”…

      1. A Convenção ia ser na Praça do Giraldo? Então é que era mesmo uma Convenção de Vendas da banha de cobra.Mas o irritado, sempre propenso a irritações, atire lá qualquer coisa sobre os produtos apresentados para serem vendidos na Convenção. Tá bem quer lá saber do Ventura, mas estavam lá outros a presentar produtos para a economia e tal, pois estavam de máscara mas pareceram ser conhecidos de já terem pregado noutras freguesias.

  2. Bem sei que para o Irritado não adianta, mas cá fica: A CGD só é pública para o que interessa à canalha pulhítica. Além de uma fábrica de tachos, é uma fonte (quase) inesgotável e inescrutável para tapar buracos, financiar negociatas, enriquecer compinchas e afilhados. No resto é um banco como os outros, i.e. um mamão que parasita a sociedade. Já deu muito lucro, mas de tempos a tempos as aldrabices, ‘engenharias’ e ‘alavancagens’ colidem com a realidade e chula-nos mais uns milhões. Porque os pagamos? Porque os governos nos obrigam, pelas razões já enunciadas, e porque há a esperança de voltar a render. Ora no BES nem isso: lucros passados foram para o Mamão Salgado e sua máfia, quaisquer lucros futuros irão para fundos abutres e quejandos. Graças aos governos de Passos e de Costa, PS e PSD, a ‘solução’ do Novo Banco é como todas as relações entre Estado e privados, entre contribuintes e mamões – os primeiros pagam, os segundos mamam. Ao contrário do que o Irritado diz, a ideologia é e sempre foi direitalha. Porque não se nacionalizou o bom do BES? Porquê a obrigação de vendê-lo ao desbarato, como o 44 e Passos fizeram ao BPN, após roer as espinhas? Para a esquerda se apoderar do Estado, teria primeiro de tirar de lá a Banca e os seus funcionários: a classe política.

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