Diz-se que, no tempo do Salazar, o dito corria com ministros e outros altos titulares com um cartão de visita em que , com cumprimentos, “agradecia os serviços prestados”. Temos agora um sucessor à altura: o inaceitável Costa corre com o Presidente do Tribunal de Contas com um telefonema: adeus ó vai-te embora! Em termos da “autoridade”, cada dia que passa mais Costa parece um Salazarzinho “democrático”.
Dizem as boas línguas que o presidente do TdC costumava assinar despachos pouco favoráveis à geringonça em geral e ao PS em particular, assim ofendendo a fina sensibilidade do poder constiuído. Várias vezes pediu ao grande Costa que o recebesse, eventualmente para lhe dar bons conselhos. Levou sempre com os pés.
O mesmo tinha sucedido à doutora PGR, e pelas mesmas razões: pisaste o risco, vai à vida – no caso, com a prestimosa colaboração do senhor de Belém. A ver vamos, na actual oportunidade, o que sucedrá.
É de temer que, aos poucos (e aos muitos), se ressuscite os gloriosos tempos de Sócrates e dos seus judiciais protectores. É que, como diria o filósofo oficial do sistema (Santos Silva) quem se mete com o PS leva!
É conhecida a magna tarefa de ocupação do Estado pelo PS, via boys, girls, primos/as, tios/as, filhos/as, amigos/as, etc. (os “as” são para não ofender os tipos do BE infiltrados na tropa a dar cabo da gramática). É conhecido o abandono da CRESAP, demoníaca invenção de Passos Coelho para usar o critério do mérito. É sabido que, mesmo em concursos europeus, quem ganha é preterido por alguém “de confiança”.
A tudo isto, e muito mais, soma-se o covide, oportunidade de ouro para esta gente. Instalado o medo, aproveita-se a desculpa para meter obediência e disciplina na cabeça das pessoas. Quanto mais obedientes elas forem, melhor se conseguirá enraizar a autoridade socialista. Para o efeito, antigamente havia a PIDE os os tribunais plenários. Agora há o PS.
5.10.20

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