IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


INDECENTES PALHAÇADAS

 

Não sei se o governo fez bem ou mal acabando com a tolerância de ponto e com uma ponte de quatro dias.

Sei que quem tem dois dedos de testa não achou estranho nem se deu ao trabalho de criticar. Também sei que o que se faz à terça-feira também se pode fazer ao Sábado e ao Domingo.

Igualmente sei que, se ficarmos privados das exibições de cus e de sambismos mal importados, não nos faz diferença nenhuma.

Com tolerância de ponto ou sem ela, a vida, melhor ou pior, continua como dantes.

 

Importante, pelo que mostra de falta de educação, de solidariedade, de pudor, de empenhamento na vida colectiva, é a decisão de uma dúzia de autarcas, raça maldita!, de dar tolerância de ponto nas respectivas chafaricas.

Importantíssimo, gravíssimo, inominável e repugnante é que o Banco de Portugal alinhe nesta estúpida palhaçada de desobediência.

Depois de ter mantido – por mais que se esfanique não conseguirá explicar o fundamento da decisão – os meses da salário negados aos demais, desta feita vem o BdP, que devia ter mais respeito pelos outros e por si próprio, dar ao país esta imagem de privilégio e de falta de decência.

Miserável.

 

11.2.12

 

António Borges de Carvalho



Uma resposta a “INDECENTES PALHAÇADAS”

  1. Sou algo parcial, porque sempre detestei o Carnaval – pelo menos, esta versão parolo-brasuca que nos impingem ano após ano. Preferia ouvir dois concertos inteiros do Tony Carreira, a ouvir 10 minutos daquela música dos infernos. Nem as moças descascadas salvam a coisa. Dito isto, não creio que remover feriados resolva seja o que for. Tudo o que preocupa o Irritado, é a desobediência dos autarcas e dos mamões do BdP. A mim, preocupa-me mais a lógica dos nossos políticos: quando é para cortar privilégios e responsabilizar a classe, dizem logo que é “populista” e “demagógico”. Já quando é para cortar aos outros, deixa de ser populista e demagógico – torna-se útil e importante. Aqui as medidas “simbólicas” já valem a pena. O que lhes vale, é que a carneirada aguenta tudo. Até um dia.

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