IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


O SENHOR CHOUBEL

 

Várias coisas há a dizer sobre a conversa dos senhores Gaspar e Schäubel, carinhosamente designado por Choubel pelos nossos letrados jornalistas.

 

A primeira é de cariz deontológico.

O senhor Carlos Magno, prestigiado escritor de notícias, há pouco designado presidente de uma coisa qualquer que tem por missão “regular” a informação, não deu por nada.

A TVI abusa de uma sessão de imagens mudas para, mercê de um sofisticado e proibido aparelho, ouvir uma conversa entre dois ministros. Não contente com a coisa, põe a gravação no ar.

O senhor Magno faz ouvidos de mercador. Nós continuamos a pagar uma estrutura reguladora que regula coisa nenhuma.

 

A segunda tem carácter ergonómico.

Verificou-se que o senhor Gaspar falou com o senhor Schäubel, perdão, Choubel, curvado sobre ele. A nossa informação, bem como os políticos de serviço, achou que tal era uma posição de submissão, uma indignidade e uma ofensa a todos nós. Esqueceram-se de dizer, ou reparar – a Europa inteira já reparou mas estes gajos não – que o senhor Schäubel, perdão, Choubel, se desloca numa cadeira de rodas, sendo da mais elementar boa educação que os demais, estando de pé, se curvem para falar com ele.

 

A terceira é de raiz política.

Os camaradas do costume, a começar pelo Seguro, a passar pelo Jerónimo, a continuar no Louça e a acabar no mais feroz membro da oposição, o Pacheco Pereira, bem como inúmeros jornalistas e comentadores, concluíram que a coisa vem mostrar uma série de mentiras do governo, que diz que não precisa de mais dinheiro e mais tempo, mas afinal precisa de mais dinheiro e mais tempo. Ninguém foi capaz de perceber que o ministro mais não fez que tomar, com assinalável êxito, cautelas em relação a um futuro incerto. Ninguém foi capaz de elogiar o homem, nem de dizer que a TVI não tinha o direito de fazer o que fez.

 

A quarta é de fundo pragmático.

Por causa da conversa, os juros baixaram!

A TVI não merece elogios por causa disto, mas lá que, mui pragmaticamente, a coisa funcionou, disso não há dúvida nenhuma.

 

Parabéns ao Gaspar. Que o Schäubel seja fiel ao que disse e que a cáfila se lixe.

 

11.2-12

 

António Borges de Carvalho



3 respostas a “O SENHOR CHOUBEL”

  1. Parabéns ao Gaspar. Boa, Gaspar. Assim é que é, Gaspar. Este será o mesmo Gaspar que “fez contas”, antes das eleições, e contribuiu para todas as promessas incumpridas do Sr. Passos? E o mesmo Gaspar que nos leva cada vez mais dinheirinho, sem qualquer possibilidade realista de pagar os calotes e os juros associados, muito menos no tempo que foi (irresponsavelmente) combinado? Não foi o Gaspar a criar os calotes, nem a combinar as condições, bem sei. Mas, enquanto os responsáveis continuam e continuarão IMPUNES, está a fazer tudo para tornar o país inviável. Se hoje já não conseguimos pagar, menos ainda conseguiremos a médio e longo prazo. E se o Gaspar não consegue ver isto, então não consegue ver nada.

  2. Se a TVI safada,tivesse o mesmo comportamento no tempo do Pinto de Sousa,seria-lhe aqui cantadas loas,e das boas!!!O Irritado não te enxergas,já começas a tropeçar nas tuas tretas!!!

    1. Até bati com a cabeça no tampo do caixão! “Seria-lhe”??? Bruto! Você é uma verdadeiro “seria-lhe killer” da língua portuguesa… Eu ajudo: ser-lhe-iam, caro senhor, ser-lhe-iam! Agora deixe-me repousar em paz.

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