Há quem “exija” que o IRRITADO se pronuncie sobre a passada reunião de uma coisa chamada MEL.
Antes de mais, confesso que, até esta reunião aparecer nos jornais, nunca tinha ouvido falar em tal organização. Mais confesso que as parcas referências que mereceu aos media não foram de modo a interessar-me muito. Confesso ainda que, se tive alguma esperança sobre o que se iria passar, tal morreu na praia, como agora se diz.
Feitas estas confissões, aqui vai a opinião que me pedem. As figuras e os figurões que por lá andaram, segundo o que foi publicado, tomaram a triste atitude de se atacar uns aos outros em vez de denunciar os autores da mísera situação em que o país se encontra, o pantanoso caminho por onde o socialismo nos leva e as horrorosas perspectivas de futuro que aí estão, claras para quem as quiser ver. Passos Coelho enganou-se quando disse que vinha aí o diabo. O diabo já cá estava, e para ficar: chama-se António Costa.
Se compararmos, como alguém já fez, este caso com o da reunião que Mário Soares organizou na aula magna, teremos:
Na aula magna, a esquerda dedicou-se a desacredidar o governo, esquecendo as suas divisões. O que lhe interessava, como veio a verificar-se pelos ínvios caminhos do Costa, era tomar o poder e destruir os restos daquilo a quem alguém um dia chamou “libertação da sociedade civil”, caminho “perigoso” que o governo legítimo, apesar da troica, parecia querer trilhar.
No MEL, foi o contrário, pelo menos segundo a informação disponível. Um saco de gatos, um concurso “estrelas”, uma pessegada sem sentido. Quem, à direita, pensa a sério, parece ter debandado, ou pior, escolheu o confronto “interno” em vez de se dedicar, com pés e cabeça, à denúncia da estatização, da anestesia social, da miséria educativa, da propaganda infrene e mentirosa, dos diários abusos que o país sofre, do endividamento galopante, da despesa pública fixa que todos os dias sobe comprometendo o futuro, do abandono económico, da progressiva falta de produtividade, enfim, de tudo, ou pelo menos do que os indicadores, unânimes em tudo o que merece crédito neste mundo, revelam. Podiam, ainda, dedicar-se, por exemplo, a pôr a nu as inegáveis e catastróficas perspectivas para que o chamado Programa de Resiliência inegavelmente aponta. Uma direita que se esqueceu dos seus ideais comuns para se dedicar a uma estúpida guerrilha entre os seus.
Enfim, digo aos “exigentes” que têm razão: preferi não falar no assunto. Aqui fica. Divirtam-se.
8.6.21

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