IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


MASSACRES

Um senhor, Loff de seu nome, que hoje fiquei a saber tratar-se de um distintíssimo professor de uma universidade qualquer, costuma escrever grandes artigalhadas super esquerdistas no “Público”.

Veio ontem a critura, em brilhante depoimento ao “Expresso”, destacar os massacres cometidos nas guerras de África – pelos portugueses, como é óbvio. No entanto, é com extremo desgosto que verifica que só há um “devidamente” relatado, o de Wiriamu, em Moçambique. Dando de barato que o respectivo relato tem alguma coisa a ver com a verdade (há quem diga que não, mas admitamos), sublinhemos tal desgosto.

Quer dizer, o senhor Loff – raio de nome – parte do princípio de que os portugueses passaram 13 anos a massacrar criancinhas, mulheres indefesas, sanzalas inteiras, etc., com a maior das crueldades. Só que, ó desgraça, não há outros relatos, donde o senhor conclui, do alto da sua elevada competência histórica, que houve massacres por todo o lado. Não lhe interessa a falta de documentação, de relatos, de provas, de evidências, de denúncias. Se nada disso existe, é porque foi escondido, primeiro pela censura militar, depois pela civil, e ainda, imagine-se, depois de não haver tais censuras, porque há milhões de pessoas envolvidas em vasta conspiração para esconder a “verdade”. A verdade é o que o senhor Loff acha que é verdade, o que muito abona em favor de uma prodigiosa imaginação.

Assim se faz “história” no Portugal “democrático”. A “verdade” da historiografia progressita, hoje divulgada ad nauseam por inúmeros figurões e ensinada nas escolas, é o que, a priori, a mais rasca ideologia lhes segreda. E é o que a nova censura, há dias criada, há-de acabar por impor.    

 

7.6.21



5 respostas a “MASSACRES”

  1. ‘Loff -que raio de nome-‘, ‘artigalhadas super esquerdistas’, ‘uma universidade qualquer’V sabe o nome e os outros apelidos dele -bem portugueses- mas tinha ir ao Loff, também sabe que não se trata de uma universidade qualquer e arranjou-lhe aquele super esquerdista para ficar bem visto aos extraordinários estrategas do ‘mais dois ou três meses acabava a guerra e todos os homens de volta para ajudar a continuar a desenvolver o pais’, parece que foi o que disse o outro com um nome sem raio.

    1. O anonimato é uma capa obscura, atrás da qual qualquer um pode manifestar uma opinião sem assumir responsabilidades pelo seu conteúdo. O IRRITADO não precisa que o defendam, nem é esse o meu propósito, mas sei que tanto ele como eu, temos conhecimento de causa para afirmar que o episódio referido pelo tal sr.Loff não serve de exemplo para generalizar o caso.

      1. Então se em vez de anónimo passar a ser SOSSEGADO já estou à frente e assumir responsabilidades pelo meu conteúdo?Mas, Manuel Soares percebeu perfeitamente o que eu escrevi e não tem nada de anormal comentar o que o irritado diz , não sei se ele alguma vez foi chamado a assumir responsabilidades por o que escreve, pelo que o que escrevo é igual a ele, o dele melhor escrito em termos gramaticais e sintaxe.A questão da guerra colonial, nas províncias ultramarinas, no ultramar ou em África, como queira, é sempre a mesma vista de cada lado, do nosso evidentemente: o dos que levaram um “grande baile” por serem tão extraordinários não conseguiram resolver o problema da guerra, e o dos outros “os extraordinários” a manterem ou a tentarem meter na nossa cabeça que era ‘mais uns mesinhos e estava a guerra ganha’.

        1. Avatar de Manuel Soares
          Manuel Soares

          Meu caro Senhor, não sei se a sua idade o obrigou a participar coagido, como tantos milhares de Portugueses como eu, nessa Guerra injusta e muito mal conduzida por um ditador, acolitado por uma corja que tinha interesses económicos nas então colónias, mas cujas consequências na recusa seriam consideradas deserção, com as consequências que vigoravam na altura, mercê duma polícia política (PIDE), que se encarregaria de aplicar as consequências…! No entanto, foram os colonos e não a tropa que provocou a situação. A História mostra-nos como a guerra por vezes transtorna os soldados, mercê das várias ocorrências naturais do seu sádico percurso. Mas foi um episódio que pode ocorrer numa guerra como estas coloniais. Sabe (ou não saberá) que houve colonos que forram serrados e os seus corpos retalhados e conservados em salgadeiras e cuja carne os guerrilheiros comiam em episódios de canibalismo. Como diria o Faustino “Quem passa por elas é que sabe”.

          1. Com diria o outro ‘ o Senhor está no céu’, e tratar-me por Senhor está a querer dizer ‘baixe a bolinha’? Deixe-se disso.Não sei o que é ter a idade para ser obrigado a participar coagido. Uma coisa lhe posso informar já tenho idade suficiente para participar em troca de impressões sem qualquer problema e não sendo mal educado.Embora não tivesse percebido o que eu escrevi, ou não soube explicar, apenas lhe digo que também fui obrigado como tantos milhares de Portugueses a obedecer às ordens daqueles extraordinários estrategas do ‘aquilo é um problema de polícia e com umas tropas fica resolvido nuns mesinhos’ e afinal andamos a “derreter” mais de meio milhão de jovens, com milhares de mortos, por mais de uma dezena de anos, e que bem falta faziam no desenvolvimento do País. Mas de faustinos de ‘palavra d’honra que é verdade’, de ‘sou eu que lhe digo’, de ‘não admito que me desminta’, de ‘sei de fonte segura’, ou completando ‘eu sei do que falo, eu assisti a tudo, eu estava lá’, sobre carne de corpos retalhados conservados em salgadeiras é obra que nem o drácula se lembraria e os normais canibais deixar sobras para o dia seguinte. Uf! essa foi das fortes e os gajos até conseguiam arranjar sal para as salgadeiras.

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