Um senhor, Loff de seu nome, que hoje fiquei a saber tratar-se de um distintíssimo professor de uma universidade qualquer, costuma escrever grandes artigalhadas super esquerdistas no “Público”.
Veio ontem a critura, em brilhante depoimento ao “Expresso”, destacar os massacres cometidos nas guerras de África – pelos portugueses, como é óbvio. No entanto, é com extremo desgosto que verifica que só há um “devidamente” relatado, o de Wiriamu, em Moçambique. Dando de barato que o respectivo relato tem alguma coisa a ver com a verdade (há quem diga que não, mas admitamos), sublinhemos tal desgosto.
Quer dizer, o senhor Loff – raio de nome – parte do princípio de que os portugueses passaram 13 anos a massacrar criancinhas, mulheres indefesas, sanzalas inteiras, etc., com a maior das crueldades. Só que, ó desgraça, não há outros relatos, donde o senhor conclui, do alto da sua elevada competência histórica, que houve massacres por todo o lado. Não lhe interessa a falta de documentação, de relatos, de provas, de evidências, de denúncias. Se nada disso existe, é porque foi escondido, primeiro pela censura militar, depois pela civil, e ainda, imagine-se, depois de não haver tais censuras, porque há milhões de pessoas envolvidas em vasta conspiração para esconder a “verdade”. A verdade é o que o senhor Loff acha que é verdade, o que muito abona em favor de uma prodigiosa imaginação.
Assim se faz “história” no Portugal “democrático”. A “verdade” da historiografia progressita, hoje divulgada ad nauseam por inúmeros figurões e ensinada nas escolas, é o que, a priori, a mais rasca ideologia lhes segreda. E é o que a nova censura, há dias criada, há-de acabar por impor.
7.6.21

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