IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


ESTOU A REFLECTIR

 

Estas eleições, ditas europeias, têm, para o IRRITADO, uma interessante característica. É que, desde tempos imemoriais, nunca tive hesitações sobre em quem votar. Desta vez, tenho.

Olhando os candidatos e as circunstâncias, que decisão tomar? Feita cuidada selecção, deitei fora uma data deles, e cheguei a três: Arroja, Sande e Rangel. E agora? Agora, não sei que fazer.

Se votar de acordo com o que penso, voto Arroja, voto na coragem da arrojar com o politicamente correcto, de assumir a tão amaldiçoada ideologia liberal, a crença na liberdade propriamente dita.

Se achar que devo privilegiar a “sabedoria europeia”, voto Sande. Além de não ser socialista, Sande conhece por dentro a máquina de Bruxelas, seus defeitos e virtudes, as hipóteses de melhorar o sistema numa perspectiva de direita. E, diz-me o mindinho, aproveitou esta oportunidade para se livrar do senhor de Belém, o que muito o honra.

Se votar em quem tenha garantida a eleição, voto Rangel. O tipo é bom, tem prestígio europeu, sabe o que quer, puxa bem os cordelinhos da política. É claro que esse voto tem o terrível defeito de poder “ajudar” o Rio, desgraça em figura humana que se abateu sobre nós.

A outra solução será borrifar nas eleições, coisa que está fora dos meus hábitos.

Não peço ajuda, porque estou “em reflexão”.

Votem bem. Votem contra a mentira, o oportunismo, a moral republicaba em versão geringoncial. Contra o populismo que temos, todo ele de esquerda, e de toda a esquerda.

 

25.5.19



5 respostas a “ESTOU A REFLECTIR”

  1. Nas primeiras eleições para a CEE, em 1987, o candidato do PPM foi Miguel Esteves Cardoso. O PPM obteve o seu melhor resultado de sempre, mas ainda assim ele não foi eleito. Numa das suas crónicas, descreveu depois esse acto eleitoral como as “eleições dos 2.000 contos”. Era o salário da altura. Algo deste género: as pessoas ouviam cada candidato, pesavam cada proposta, analisavam cada alternativa, iam para casa pensar, e por fim concluíam: “pois é – este caramelo também quer ir mamar os 2.000 contos!”. A crónica era, claro, jocosa. Para MEC, tal como para o Irritado, o salário é algo menor: gente ‘bem’ não fala de dinheiro. E no entanto, era esse o ponto. MEC acertou. Os caramelos queriam mesmo ir mamar os 2.000 contos. Passaram mais de 30 anos. A CEE tornou-se UE, os contos tornaram-se euros, o país mudou muito – e muito graças à enxurrada de esmolas europeias, que rendeu inúmeros subsídios (olá Tecnoforma), obras surreais, derrapagens bem reais, empresas-fantasma, apartamentos no Algarve, montes no Alentejo e montes de Audis, Mercedes e BMWs. Quando se fala em ‘aproveitar bem o dinheiro da Europa’, como diz a campanha do CDS, toda a gente sabe o que isso realmente significa: é sacar o máximo possível para torrar em mais Audis, Mercedes e BMWs. Pelo caminho investe-se algum no país – apenas o suficiente para justificar as esmolas – mas a essência da coisa é a mesma de há 30 anos. Hoje serão as eleições dos 20.000 euros, ou lá o que os eurodeputedos chupam agora, mas na prática são as mesmas férias, o mesmo prémio de luxo para reformados e encostados do circo pulhítico interno. Mesmo os mais activos, como o javali Rangel ou a picareta Gomes, têm 0,001% de influência no que interessa. Na UE, Portugal é um mosquito, uma mera estância semi-tropical de 2ª categoria às ordens do BCE e da Merkel. Neste contexto não há voto útil: as eleições são mera distribuição de tachos. Qualquer voto, com excepção do nulo, só irá legitimar esta farsa eurochupista, este regime podre e esta pandilha de chulos e chulecos. Espero ter ajudado na reflexão.

  2. Refleti. Cheguei à conclusão que estou farto de ser “fodido” pela sua “política”!!!

  3. Avatar de antonio luis castro
    antonio luis castro

    Espero que tenha votado Arroja. Os Liberais são o futuro e aqueles que ainda podem salvar a Europa do desastre que se adivinha.

  4. Depois de estar a reflectir, QUAL A CONCLUSÃO?

  5. Pois é. A direita do Irritado perdeu outra vez. PSD e CDS não lhe devem causar grande mossa: qualquer derrota do Rio são boas notícias, e nunca lhe vi entusiasmo pelo CDS. Já a Aliança do seu caro Santana deve ter doído. Até o PAN lhe deu na pá. Na boa tradição comuna, por ali não se admite derrota; foi só uma “desilusão”. Citando alguém no Observador: «Eis a real dimensão de Santana Lopes: uma nulidade política em constante e insistente desejo de protagonismo. À sua altura estará uma qualquer Junta de Freguesia. Que nas próximas autárquicas dêem à criatura esse osso para roer, amainando assim a angústia do ambicioso medíocre». Mas a maior derrota nem foi a da sua direita: foi a da sua partidocracia. Mais uma. Só 24% legitimaram esta fantochada. Só 24% votaram nestes chulos e aspirantes a chulos. 24%. Nunca a farsa foi tão grande; nunca os carneiros tão poucos. O vencedor, o PS, só teve 8% dos votos disponíveis. Claro que nada mudou: foi ver o Marques a festejar, só mencionando a abstenção no final, como um mero detalhe. Nada que tolde a sua magnífica vitória; a sua vitória de 8%. Pois só os votos contam, não é? Só os votos na canalha contam. Pois é. Eis a sua ‘democracia’. Que triste, que patético espectáculo.

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