“Quem ainda tiver a ilusão que em democracia há votos fúteis, que pense como viveríamos se o povo português não tivesse democraticamente derrotado Passos Coelho em 2015”.
Assim zurrava o Zorrinho, dias antes das eleições. Em homenagem à sabedoria popular, o IRRITADO responde: se a minha avó tivesse rodas era um carro eléctrico. Fora de brincadeiras: primeiro, não houve “democraticamente” nenhum, Passos Coelho ganhou as eleições em 2015, o Costa perdeu – Democraticamente, pela cabeça de quantos eleitores terá passado a aldrabice inventada pelo Costa?; segundo, Costa não foi legitimado para (nem jamais propôs) criar a aliança com os partidos anti-democráticos (como diria Mário Soares antes da fase Xéxé) que veio a fundar; terceiro, a Constituição establece que se deve atender aos resultados eleitorais para formar governo, e a interpretação desta determinação foi, SEMPRE, a de que o partido mais votado deve ser governo, por isso, os governos minoritários gozaram SEMPRE, democraticamente, da “licença” democrática da AR para governar.
Já agora, seguindo a doutrina da avó do Zorrinho, digamos que, cumprida a vontade do povo, estaríamos a colossal distância, para melhor, se Passos Coelho tivesse continuado a governar. Democraticamente.
Concluindo, digamos que o Zorrinho, democraticamente, é uma besta. O que, aliás, já era do conhecimento geral.
28.5.19

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