Tenho estado em Atenas, a ver os gregos a sair da fossa, enquanto nós… enfim, que se lixe.
Mal chegado a Lisboa, o meu coração rejubila com a criação de mais uma autoridade, ou comissão, ou entidade, uma destas coisas que estão na moda e que, aos poucos, vão tomando, por nós, as decisões.
Desta vez o senhor Pinto de Sousa (Sócrates) ultrapassa todas as marcas. Então não é que se propõe entregar à tal coisa a determinação de quem é engenheiro, ou médico, ou advogado, e de quem o não é?
Então para que servem as universidades, o ministério da ciência, as ordens profissionais? Então para que serve a apregoada sociedade competitiva, a concorência, o reconhecimento social dos melhores?
Mesmo que a coisa fosse minimamente útil, a verdade é que jamais o senhor Pinto de Sousa (Sócrates) estaria, pessoalmente, em posição de legislar em tal matéria.
Quando a lata, o desplante, a tendência autoritária obcessiva, são mais importantes que a dignidade e o respeito próprio e alheio de cada um, vale tudo.
Com que então, há para aí uns fulanos que dizem que eu não sou engenheiro? Ai é? Canalhas! Vão ver como elas lhes mordem! Eu nomeio uns tipos para tratar do assunto, e vamos a ver se sou engenheiro ou não!
Assim vai a democracia.
António Borges de Carvalho

Deixe um comentário