IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


ENGENHEIRAIS SUSPEIÇÕES

O ilustre tachista Cravinho, qualificadíssimo e refasteladíssimo administrador, via nepotismo socialista, de um banco qualquer em Londres, ex-figura de proa do secretariado técnico do professor Marcelo Caetano, socialista esquerdóide e moralista ferrenho, resolveu atirar-se ao Presidente da República por este ter aceite o estudo da CIP acerca do novo aeroporto. Argumenta o engenheiro que Sua Excelência, antes de querer ver o tal estudo, se deveria ter informado sobre quem o teria pago.

Antes de mais, sabida que é a ferrenha posição do indivíduo a favor da asneira da Ota, ocorre perguntar se se teria revoltado da mesma forma no caso de o tal estudo ser a favor da asneira. A resposta é fácil. Deixo-a aos leitores.

O Presidente da Republica, na opinião de Cravinho, ao encomendar, por exemplo, um fato, deveria, antes de mais, assegurar-se de como o alfaiate teria entrado na posse da respectiva fazenda, das linhas, dos botões, das entretelas e dos forros. Após aturada investigação, feita uma comissão de inquérito especializada na difícil matéria, se o Presidente descobrisse que um dos carrinhos de linha a utilizar na manufactura tinha sido comprado sem IVA, enviaria o caso ao Procrador Geral e, naturalmente, não encomendaria o fato.

Em alternativa, o Presidente confiaria no alfaiate, como confiou na CIP, a qual, sendo entidade credível, nada faria pensar ter financiado o estudo por meios menos próprios.

Para o esquerdismo visceral do engenheiro, todavia, a CIP é uma entidade merecedora da mais alta desconfiança, sobretudo porque emitiu um parecer que não vai ao encontro dos desejos do desconfiado.

Convirá perguntar por que obscuras razões, ao serviço de que interesses, a mando de quem, vem o acusador banqueiro, ou bancário, defendendo a indefensável e ridícula opção pela Ota. Se a CIP é suspeita, se os financiadores do estudo são suspeitos, se o Presidente é suspeito, por que carga de água não o há-de ser o engenheiro?

 

António Borges de Carvalho


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