Rezam as notícias que a procura de combustíveis por parte dos portugueses, em Espanha, se cifra, num só ano, nuns módicos 155 milhões de litros, ou seja, que as nossas bombas vêm a sua facturação diminuída de uns ridículos 163 milhões de euros. Por outro lado, aparece escrito que o estado socrélfio, com a sua inteligentíssima política fiscal, perde uns meros 84,4 milhões de euros em impostos por causa da estúpida tendência dos portugueses de ir abastecer em Espanha.
Antes de mais, uma regra de três simples leva-nos à ignara conclusão de que, quando compramos um litrito de gasolina na pátria amada, 51,78% do que pagamos vai direitinho para os cofres do senhor Pinto de Sousa (Sócrates). É mais uma modesta contribuição deste povo iletrado e sofredor para a glória sem limites da genialidade do poder que temos.
Depois, contas feitas por quem sabe dizem-nos que o gasóleo, em Espanha, é 11% mais barato que em Portugal, sendo a diferença, na gasolina 95, de 22%, o que nos pode, e deve, encher a alma de respeito e admiração pelo governo socialista.
E se fosse ao contrário? E se os combustíveis fossem mais baratos em Portugal? E se se invertesse a tendência e passassem os espanhóis a vir abastecer-se do lado de cá? Será que alguém já fez estas contas? Não. Ninguém fez nem ninguém fará. Porque o socrapifiosismo não vê, nem quer ver, um palmo à frente do nariz. A solução que arranjou foi a de ir buscar a massa onde é mais prático, mais rápido e mais indolor para o poder. As pessoas que se lixem. Se há quem pague, meus amigos, para quê ter chatices a fazer contas, para quê ser imaginativo? Se o “interior” pode ser usado nas parangonas politiqueiras como grande prioridade, para quê pensar em quem lá vive? Isto da política, afinal, fica pela propaganda, e fica muito bem.
Os pagantes são os mesmos, e são submissos. Maçadas para quê, se o taco está nos bolsos deles e é tão fácil ir lá buscá-lo?
Entretanto, a esquerda, alegremente, vai fazendo greves, sob o olhar embevecido do senhor Pinto de Sousa (Sócrates). A direita, há que eras mergulhada num pântano de estupidez, vai-se suicidando aos poucos, e aos muitos. Onde é que isto vai parar? Como é que isto vai acabar? Não pensem nisso, se é que querem viver mais uns aninhos, pobretes, não alegretes.
António Borges de Carvalho

Deixe um comentário