IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


EM DEFESA DO MAIS FRACO

Ele há injustiças flagrantes.

Há dias, um ministro do chamado governo, sem préstimos que se vissem, levou a mal ter sido soezmente criticado por dois plumitivos da praça de Lisboa. Quem não se ofende não é filho de boa gente, diz, sábia, a voz do povo. Ofendido, o nosso homem, indubitavelmente filho de gente tida por boa, não se queixou à PGR, não deu entrevistas agrestes aos órgãos de informação, não exigiu, não conspirou – como faria o seu bem amado Pinto de Sousa – para que os ofensores fossem despedidos, para que os directores dos jornais que albergaram as ofensas fossem apeados, não arranjou tramóias para os comprar, nada. Coitado, limitou-se a, modesta e discretamente, consubstanciar o seu grito de alma numa pequena local inserta nas redes sociais, sítio onde tanta gente, sem razão alguma, tece acerca do semelhante as mais rascas aleivosias. No pequeno texto, pleno de justa indignação, limitava-se, certamente em sentido figurado, a dar parte da vontade que sentia em dar um par de bofetadas aos autores dos verrinosos comentários que a seu respeito publicaram.

Caiu o Carmo e a Trindade. A alcateia de críticos, com a bênção do seu amigo Costa, saltou-lhe às canelas, e de tal maneira o fez que o infeliz senhor teve que apear-se, ou ser apeado, do seu altar ministerial. Compreende-se que assim tenha sido. Mas deixa de se compreender se considerarmos o que segue.

Contrastando com esta triste história, temos uma outra, também protagonizada por um membro do chamado governo, com préstimos comparáveis aos do colega. Trata-se indivíduo que ninguém saberá como chegou a ministro da defesa, coisa até hoje reservada a figuras com peso político e provado conhecimento das matérias que o cargo envolve. Deu-se a conhecer por ter o costume de andar desargalado, por não ter um mínimo de pose, ou de gravitas, normalmente dignificadoras do exercício do cargo. Chegou ao ponto de manifestar a mais reles desconsideração pelos titulares da realização prática da Defesa, ao passar, sem gravata, revista a tropas impecavelmente fardadas para, militarmente, o saudar. Não contente com o alarde de estilo que isto representa, aproveitou a primeira oportunidade para vir à praça pública exibir-se, desconsiderando a cadeia de comando, fazendo exigências absurdas sobre um não caso elevado à importância pelos habituais lobis cuja caracterização não sujará este texto. Passou por cima de tudo o que havia a passar, alardeou para tal razões “constitucionais” e empolou o acontecido de forma absolutamente mentirosa, ao miserável serviço das exigências de um certo politicamente correcto.

Um general honrado demitiu-se, as pessoas de bem indignaram-se. Mas a criatura continua ministro, com o apoio do chamado primeiro-ministro e a enternecida bênção do Presidente da República. O que quer dizer que, institucionalmente, as Forças Armadas estão irreparavelmente reduzidas à não existência enquanto tal. O que quer também dizer que a atitude do homem, se comparada com as primárias bofetadas do colega, se reveste de uma gravidade correspondente a um ensaio de pancadaria na dignidade do Estado.

Simbólicas ameaças de bofetadas, em frente de real pancadaria institucional, são brincadeira de criança inconsciente. No entanto, umas provocam a queda do seu autor, outras são consagradas como legítimas ao mais alto nível.

Ao que chegámos!

 

14.1.16



3 respostas a “EM DEFESA DO MAIS FRACO”

  1. Se eu não conhecesse os ministros e os casos em questão, até poderia pensar que aconteceu algo grave.Traduzindo para filipe-bastonês:1. O João Chulares, uma criatura tão reles que parece abaixo até deste governo, leu umas leves verdades sobre si próprio. Decidiu prometer chapadas, uma ameaça duplamente ridícula considerando o badocha em causa, mas que ainda assim enervou o seu chefe Bosta. É que este anda caladinho a saquear o país, e dispensa atenções.Vai daí, o Bosta meteu-lhe os patins. E o Chulares júnior perdeu o tacho, uma perda menor, pois dispõe da fortuna mafiosa do papá. Para nós menos mal: menos um pulha para pagarmos.2. Um puto foi corrido do Colégio Militar. Sorte a dele, mas a malta ficou toda histérica. É que o puto era gay. O ministro da coisa, um merdas cujo ponto alto da carreira foi um tacho na ERC durante a era do 44, alinhou na histeria, como é típico dos merdas.Em protesto, um general, chuleco como todos os generais, demitiu-se dum tacho qualquer. Ah, leão.O Irritado, enlevado, canta loas ao general. O puto continua gay. O merdas continua ministro. O país continua indiferente.

  2. A descrição do Irritado parece acertada genericamente.No entanto, com a demissão daquele senhor fardado não se perdeu grande coisa. Afinal que vale o exército do dito senhor se nem para defender civis atacados pelo terrorismo em roda livre na África portuguesa, serviu?Aquele exército em debandada, rendido ao comunismo e empedernido na vigarice não tem qualquer prestígio nem merece a consideração da nação que traiu.Estão ao nível da autarquia amadorense que inaugurou um jardim com o nome do Chavez, uns pulhas.Demitiu-se, mas não deixa de mamar na teta que os tem engordado nestes 42 anos de guerras do alecrim e da manjerona. Militares de pacotilha.

  3. Demonstra, na eloquência discursiva, provir de uma real linhagem Wistar.God save the King!

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