IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


A CULPA

Ainda o debate vai no adro (são onze da manhã), e já se percebeu a “linha de argumentação “ do chamado primeiro-ministro, quanto às “desculpas” para as perspectivas negativas que, na economia, nas finanças e no resto, gozam da unanimidade de opinião interna e externa.

A “razão” para tal unanimidade, que o senhor Costa descobriu, não é o clima de reversões que põem de pé atrás todo e qualquer investidor, não é a maluquice centenático-ignorante do crescimento via consumo interno, não é o já evidente caminho para o défice das contas externas, não é o ambiente de desconfiança gerado pelas proclamadas intenções de alterar as leis do trabalho para agradar à esquerda totalitária, não é a parvoíce do IVA da restauração, não é a retoma salazaristoide do congelamento das rendas, não é a transferência de fundos da Segurança Social para a construção civil, não é o desgraçado ambiente de trafulhice hierárquica instituído na tutela das Forças Armadas, não é a instabilidade governamental, com ministros e secretários de Estado a demitir-se dia sim dia não, não é o alinhamento com o senhor Tripas, não é o amiguismo galopante, não é a rapidíssima destruição da confiança interna e externa, não é o abandono da diplomacia económica…, não!

Nada disso. A culpa é, em duas palavras, da “tempestade perfeita” que “se vive na Europa”. Sim, meus amigos, na palavra sabedora do chamado primeiro-ministro, a culpa do já evidente e estrondoso falhanço deste chamado governo é só, exclusivamente, fundamentalmente, evidentemente, da Europa, de um mundo estrangeiro apostado em não acreditar na política da geringonça e em prejudicar a Lusitânia! O Jerónimo da Sousa diz o mesmo. A Catarina, aos pulinhos, aplaude.

Mete-se pelos olhos dentro de qualquer observador imparcial, nacional ou estrangeiro, que a “mentalidade” do poder em Portugal conduz ao não investimento interno e externo e à destruição de qualquer hipótese de continuidade na recuperação e à desgraça social. Talvez não se soubesse a que velocidade tal se operaria, mas era essa, só essa, a dúvida. Pelos vistos, está a ser mais rápido do que pensariam os mais pessimistas.

O que vale é que a culpa, no parecer do chamado primeiro-ministro, é dos marcianos.

 

15.4.16



2 respostas a “A CULPA”

  1. Que eloquência discursiva! Nota-se logo que provém da real linhagem Wistar, a que pertence.

  2. COMBATER OS PAROLIZADORES DE CONTRIBUINTESApontar ‘isto ou aquilo’ é insuficiente… há que combater os parolizadores de contribuintes… isto é, ou seja, há que reivindicar/criar:- MAIS CAPACIDADE NEGOCIAL PARA OS CONTRIBUINTES/CONSUMIDORES!.Ao não reivindicarem mais capacidade negocial… os contribuintes/consumidores estão otariamente a colocar-se a jeito dos lobbys que pretendem aplicar ‘Golpes Palacianos’…De facto, o contribuinte não pode ir atrás da conversa dos parolizadores de contribuintes – estes, ao mesmo tempo que se armam em arautos/milagreiros em economia etc ) – por outro lado, procuram retirar capacidade negocial ao contribuinte!!!.Mais, quando um cidadão quando está a votar num político (num partido) não concorda necessariamente com tudo o que esse político diz!Leia-se, um político não se pode limitar a apresentar propostas (promessas) eleitorais… tem também de referir que possui a capacidade de apresentar as suas mais variadas ideias de governação em condições aonde o contribuinte/consumidor esteja dotado de um elevado poder negocial!!!..Tem sido golpada atrás de golpada: veja-se o caso da venda em contra-relógio do Banif (custo de milhares de milhões de euros aos contribuintes).Ora, por muitos mestres/elite em economia que existam por aí… porque é que quem paga (vulgo contribuinte) não há-de ter uma palavra a dizer!?!?!De facto, foram mestres/elite em economia que enfiaram ao contribuinte autoestradas ‘olha lá vem um’, estádios de futebol vazios, BPN , BES , BANIF, etc …Caso 1:O CONTRIBUINTE TEM QUE SE DAR AO TRABALHO!!!-» Leia-se: o contribuinte tem de ajudar no combate aos lobbys que se consideram os donos da democracia!—»»» Democracia Semi-Directa «««—-» Isto é, votar em políticos não é (não pode ser) passar um cheque em branco isto é, ou seja, os políticos e os lobbys pró-despesa/endividamento poderão discutir à vontade a utilização de dinheiros públicos… só que depois… a ‘coisa’ terá que passar pelo crivo de quem paga (vulgo contribuinte).-» Leia-se: deve existir o DIREITO AO VETO de quem paga!!![ver blog « http://fimcidadaniainfantil.blogspot.pt/ »] ..Caso 2:CONCORRÊNCIA A SÉRIO!!!Não há necessidade do Estado possuir negócios do tipo cafés etc ), porque é fácil a um privado quebrar uma cartelização… agora, em produtos de primeira necessidade (sectores estratégicos) – que implicam um investimento inicial de muitos milhões – só a concorrência de empresas públicas é que permitirá COMBATER EFICAZMENTE A CARTELIZAÇÃO privada. [ver blog « http://concorrenciaaserio.blogspot.pt/ »]..Caso 3:UMA ACTIVIDADE ECONÓMICA DE ALTO RISCO para os contribuintes: a actividade bancária (ex: BPN , BES , BANIF,…)..Sendo a actividade bancária uma actividade económica de alto risco para os contribuintes, o Regulador (Banco de Portugal) deverá ser obrigado a apresentar periodicamente um relatório detalhado aos contribuintes..Uma opinião um tanto ou quanto semelhante à minha:Banalidades – jornal Correio da Manhã (antes da privatização da transportadora aérea):- o presidente da TAP disse: “caímos numa situação que é o acompanhar do dia a dia da operação e reportar qualquer coisinha que aconteça”.- comentário do Banalidades: “é pena que, por exemplo, não tenha acontecido o mesmo no BES “.

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