O IRRITADO não simpatiza com o senhor Brilhante Dias, como não simpatiza com nenhum cidadão que, de livre vontade, se preste a pertencer a um governo comandado por um fulano do calibre do Costa.
Posto isto, há que reconhecer que, quando o tipo, que é encarregado da internacionalizão da economia acha que, nesse particular, o país ganhou alguma coisa nos tempos do covide, está no seu pleníssimo direito de o dizer. Se tal é verdade, qual é o “crime”? Se não for verdade, o senhor Brilhante outra coisa não faz que seguir os múltiplos ditames e costumes em vigor no seu país, no seu partido e no seu governo.
Então, quando o Chefe do Estado decalara que somos os melhores do mundo, que está a fazer, senão mentir, no caso afirmando qualquer coisa tão improvável quanto impossível de vir a ser provada. Então, quando o insuportável Costa diz as maiores bojardas (olhem a história da Galp), sem qualquer pudor, não está ou a mentir ou a criar narrativas sem qualquer adesão à verdade? Então quando o ministro dito do ambiente diz que é branco hoje e preto amanhã, não mente, pelo menos uma vez? então quando o ministro da educação se gaba de gastar muito dinheiro ao mesmo tempo que a educação está pelas ruas da amargura, não está a mentir ou a largar uma gafe de colossais dimensões? Então quando a senhora dita ministra da saúde, ora elevada a grande figura, diz as maiores contradições sobre o covide sem jamais reconhecer que se enganou, o que está a fazer?
Neste triste ambiente, por que carga de água é que a frase do Brilhante (fora do contexto) é moto para furiosas críticas vindas do próprio governo e da imprensa ao seu serviço? Será que o rapaz caiu em desgaraça no Largo do Rato?
Se tiverem pachorra leiam a catilinária da úlima página do “Público” de hoje, em que uma tal Sá Lopes diz que o homem despreza os mortos e os doentes do covide, um tipo odioso que merece todos os repúdios deste mundo. Aí veem como é possível uma serventuária do governo alinhar com críticas de forma a “justificá-lo”.
E muito mais verão se derem umas voltas pela “informação”.
26.9.21

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