IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


É MESMO ASSIM

Posso não ser exacto nos pormenores, mas, no essencial, foi assim: dona Maria de Lurdes Rodrigues, ministra da educação do governo do senhor Pinto de Sousa, mercê, ao que diz, de vários pareceres, contratou um advogado do partido para a feitura de um trabalho jurídico. Para tal, pagou ao dito cidadão várias centenas de milhar de euros.

Acontece que o contratado, tendo recebido a massa, não fez o trabalho.

A partir destes factos, houve quem começasse a levantar problemas jurídicos de vária ordem. A senhora podia contratar como contratou? A senhora beneficiou um fulano só para dar algum a ganhar a um tipo do partido, cujo irmão, ex-ministro do partido, andava metido numas histórias esquisitas? Houve peculato? A senhora recebeu comissões? Enfim, quando se começa a escarafunchar, aparece de tudo, verdade ou mentira.

Fiquemos pelo que é dado por certo e ninguém desmente: um tipo com ligações políticas à ministra é contratado por ela e, adiantadamente, é pago por um trabalho que jamais se deu ao trabalho de levar para a frente, sem prejuízo de recebar o taco (ando à roda com o português, mas é o que o caso merece).

Vistas as coisas e julgado o assunto, a senhora é condenada a uns anitos com pena suspensa. Recorre para a Relação. Quem a julga? Uma juíza habituée em comícios do PS, casada com um deputado do PS, etc. do PS. Dona Maria é absolvida.

Não sei se haverá quem veja nisto algo de estranho. Eu não. É mesmo assim.

Aqui há tempos, um recurso do senhor Pinto de Sousa é julgado na Relação. Juiz relator: um senhor pública e notoriamente adepto do PS e do senhor Pinto de Sousa. Pensariam os mais incautos que tal magistrado, em natural honestidade profissional, recusaria julgar. Mas não. Julgou mesmo e, como é natural, o senhor Pinto de Sousa saiu vencedor desta prova.

Não sei se haverá quem veja nisto algo de estranho. Eu não. É mesmo assim.

Para quem ainda não deu por isso mas já há quem tenha sentido, entrámos numa “nova fase” da nossa vida colectiva. Que bom! É mesmo assim.

 

3.12.15



11 respostas a “É MESMO ASSIM”

  1. A “lata” deveria ter limites! Mas para um irritadiço qualquer não tem.Na verdade, vem dizer “Dona Maria é absolvida. Não sei se haverá quem veja nisto algo de estranho. Eu não. É mesmo assim”!!!É mesmo assim o quê? O que acintosamente afirma “Quem a julga? Uma juíza habituée em comícios do PS, casada com um deputado do PS”. O que pretende? Dizer que a Justiça é corrupta? É nesse sentido que eu interpreto na sua verrinosa alocução.

    1. A Justiça, em Portugal, corrupta?… E protege pulhíticos corruptos??…Sobretudo do Centrão Podre???…Sobretudo do Partido da Sucata????…Santo deus… a D. Alice descobriu a pólvora!!!!!

      1. Caro Filipe, entenda que aqui o “flipado” não sou eu, não obstante vociferar “…a D. Alice descobriu a pólvora!!!!!”.Com efeito, a provocação tem um intuito: resposta do “provocado”!Ora, considerando o “imediatismo”, que, a final, é o “irritadiço”?

        1. saiu erro (arreliador lapsus calami). Assim, deve ler-se: … quem, a final, é o “irritadiço”?

          1. O irritadiço ainda está por esclarecer.Mas o aranhiço, é sem sombra de dúvida, a senhora alice

  2. Vivemos num país tão pacóvio, tão uniforme na mediocridade, que teve de ser o chuleco Tavares a escrever umas verdades:http://www.publico.pt/politica/noticia/morte-aos-doutores-1715988«A insistência nos títulos como forma de tratamento é servil, trabalhosa e repetitiva. É, além disso, uma marca de que se preza o estudo e o conhecimento não por si mesmos mas por todas as razões erradas.O herói que teve “razão antes de tempo” nesta história foi o ex-Ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, cuja insistência em ser tratado por “Álvaro” lhe valeu na altura uma risada geral.»

  3. Nada de novo nas hostes do PSC.(partido socialista do costa)Nem sequer o comentário da mordoma da confraria, a senhora alice, traz qualquer novidade.Ainda mal começaram a segurar nas rédeas já começam a escaqueirar tudo e todos

    1. Ganda ANALista!

      1. dona alice, disse anal quê?

  4. Sobre o mito da “renegociação” das PPP:CONTRATO SECRETO PREVÊ CRIAÇÃO DE MAIS PORTAGENSOs condutores portugueses arriscam-se a pagar ainda mais portagens, devido a um novo contrato de concessão da Infraestruturas de Portugal, elaborado com o conhecimento do governo de Passos Coelho.Este «contrato preliminar de concessão» cria novas formas de financiamento, e permite a introdução de portagens em auto-estradas que actualmente não são pagas.A TVI teve acesso ao documento, onde se salienta nomeadamente que a A3 e a A4, no Porto, poderão passar a pagar portagens «já a partir do próximo Verão».O mesmo contrato determinará que, não se aplicando portagens, os quilómetros serão suportados pelo Orçamento de Estado.«A INTENÇÃO SERIA A DE MANTER O PRINCÍPIO DAS PPP», constata a TVI, frisando que o Estado assumiria o pagamento do diferencial da receita face ao estimado no contrato com os privados.AS CONTAS PÚBLICAS SUPORTARIAM OS CUSTOS ENTRE 2020 E 2099, ENQUANTO A EMPRESA FICARIA COM AS RECEITAS.

  5. Segundo consta, a ministra da educação, Lurdes Rodrigues, contratou o escritório de advogados dos irmãos Pedrosos, para compilar toda a legislação produzida pelo ME. Trabalho insano dado a prodigiosa imaginação dos boys que enxameiam aquele ministério que, para justificar o tacho ministerial, produzem paletes de leis inúteis e quase sempre iníquas. Após longos meses, o assunto entrou no esquecimento, até que, a ministra entendeu solicitar o serviço. Para espanto de todos, nada estava feito. Afinal, a coisa era muito complexa, pois a legislação para processar era mais que muita, alegaram os pedrosos. A boa alma da ministra, condoída, pelo incumprimento, logo lavrou um novo contrato de uns largos milhares de euros anuais, em vez dos pagamentos mensais do acordo anterior.Já em final de mandato, a ministra voltou à carga e, para espanto da lurdecas, estava tudo ainda muito atrasado. A ministra faz um ultimato aos pedrosos (dizem as más-línguas, nem sequer tinham iniciado o trabalho que lhes foi requerido). Como é do conhecimento de todos, o ME acabou por levar os manos a tribunal por incumprimento. É, que a desejada compilação entregue tarde e a más horas, não passava de meras fotocópias empilhadas e amontoadas em diversos caixotes.Só não entendo a paciência da ministra neste processo que deveria ter sido denunciado e automaticamente anulado, quando do primeiro incumprimento.

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