Anos atrás, os tipos que pintavam paredes eram tidos por anti sociais, gente que emporcalhava as cidades, condenável por falta de respeito por terceiros, etc. A polícia tinha instruções para os apanhar e lhes confiscar os materiais com que sujavam as paredes.
Os tempos foram passando. Passou a haver cada vez mais porcaria, fruto de algum impulso terceiromundista ou de mera selvajaria. Os sociólogos começaram a procurar, e a encontrar, as costumeiras “justificações”.
Até que ficou tudo de pernas para o ar. Por obra desse grande luminar da cultura autárquica que dá pelo nome da António Costa, Lisboa tornou-se exemplo a seguir. Os pinta paredes passaram a ser “homologados” pela CML, a ter à disposição as gruas da CML e a ser protegidos pela polícia da CML, quem sabe se pagos pela CML. Os resultados estão à vista por toda a cidade, por todo o país, nos locais mais inesperados, com as “mensagens” mais estrambólicas e os horrores pictóricos mais agressivos. É a porcaria oficializada, tornada “arte”.
Três rapazes morreram num concurso de “pintura” de carruagens de caminho de ferro. Sob o alto patrocínio das autoridades – por omissão, é certo – andam os comboios a itinerar intoleráveis mamarrachos.
Não direi que a culpa destas mortes seja do Costa. Mas é, com certeza, do ambiente favorável à selvajaria que teve nele o primeiro e principal impulsionador e mecenas.
9.12.15

Deixe um comentário