IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


DOS LIMITES DA MÁ LÍNGUA

 

Toda a gente, em Portugal, com razão ou sem ela, diz mal de tudo. Um direito inalienável, não é? É, sim senhor. Ainda bem.

Diz-se mal cá de dentro. Por mim, não me calo.

Diz-se mal lá de fora. Vale tudo, e de todos os lados: O Trump é uma porcaria, a Hilária uma burocrata, o Putin uma besta, a dona Ângela uma ditadora, o Hollande uma desgraça, a Marine uma fascista, os ingleses uns chatos, os franceses uns lapurdas… Estamos no nosso direito, pois então!

Vale tudo? Valerá, mas com uma excepção: a do Dr. Schäuble (chaubel, chabel, choubel, chubel, chowbel, etc.), em linguagem dos pivôs da TV e do nacional-comentarismo). O Dr. Schäuble, ao contrário dos que dele dizem cobras e lagartos, não tem direito a ter opiniões. Se não concorda com a geringonça está a meter-se em assuntos internos, é um serventuário da mais repugnante conspiração política e financeira contra os sagrados interesses da Nação portuguesa, está feito com as multinacionais e o Goldman Sachs, quer a nossa ruina, age contra nós sempre que pode e, mais nefando dos crimes, confessa que Passos Coelho levava o país no bom caminho e que Costa o leva para o abismo. Inadmissível! Não se critica nem se contradiz o que ele opina (o chamado governo está calado como um rato cego), o que se proclama é que o homem passa da chinela sem autorização superior – talvez do Santos Silva – quando se trata da geringonça.

Não é um problema de opinião. É uma questão de direito. E o Schäuble (chaubel, chabel, choubel, chubel, chowbel, etc.) não tem direito ter opinião sobre o que por aqui se passa, sobretudo não tem o direito a não acreditar na excelência da geringonça.

Isto da democracia tem os seus limites, não é? É sim senhor. Perguntem ao Louçã, que sabe tudo.

 

27.10.16



3 respostas a “DOS LIMITES DA MÁ LÍNGUA”

  1. O Irritado faz parecer que as opiniões do Sr. Schäuble são inocentes, ou pelo menos desinteressadas: como se fosse um mero comentadeiro que manda uns bitaites.Como se não fosse o principal rosto dos “nossos” credores; da hegemonia tudesca – como diria o Irritado – na UE; e de muito mamão europeu e mundial, como o ultra-mafioso Deutsche Bank.Claro que é fácil dizer mal do desgoverno da gerimbosta; mas receber estes elogios, enquanto ex-PM de Portugal, é ser certificado como um capacho; como o “Gauleiter” que já sabíamos.

  2. Sr António, parece-me que errou no título do artigo.Com efeito, considerando a “economia dos interesses” e aos “LIMITES” do sr. Schäuble (chaubel, chabel, choubel, chubel, chowbel, chuleco, etc.), parece-me que nada tem a ver com “MÁ LÍNGUA”.Na verdade, referindo-se a Passos Coelho e Maria Albuquerque, teria necessariamente de “limitar” a ser uma “BOA LÍNGUA”.

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