Dada a estremosa, afectuosa, carinhosa, apaixonada e competente forma como Estado vem, desde há muito, tratando o património florestal que detem, resolveu agora alargá-lo. Muito bem! Vai deixar de haver pinhais abandonados, eucaliptais sem dono ou, no limite, expropriações à moda do PREC. Por consequência, diz o chamado governo, vai ficar tudo num brinquinho e nunca mais haverá incêndios na “nossa” floresta à beira mar plantada, além de que se tornará muito mais fácil procurar criminosos em fuga.
Vamos, finalmente, ter um banco florestal, coisa que muito animará a malta.
A comemorar esta grande reforma, reuniu algures um mimoso grupo de chamados governantes: pelo menos 23, dos quais 9 ninguém saberá o que fazem, com fotografia para o jornal e vasta cópia de triunfais declarações. Lá estava, note-se a título de exemplo, sua excelência a chamada ministra do mar, entidade com alta competência e avantajadas responsabilidades em matéria florestal.
Se vivêssemos de retumbantes anúncios, a vida sorrir-nos-ia. Ou talvez não: às vezes, pior do que o anúncio é o que ele anuncia.
28.10.16

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