UM SANTO
Aqui há dias, num círculo de amigos, falava-se do tarado Trump. Alguém, querendo classificá-lo o mais abaixo possível, disse: o tipo consegue ser pior que o Bruno de Carvalho! Era um adepto do Sporting quem tal dizia, isto para evitar interpretações malévolas.
As televisões não concordaram, e trataram de elevar o tal Carvalho à categoria de santo. Fomos confrontados com a insigne criatura a sair do estádio da Luz, de camisola às riscas, cercado de fiéis. Assistimos ao cortejo durante cerca de um quarto de hora, em simultâneo com orações sapiência proferidas pelos cientistas do costume. Como se se tratasse do Papa a sair da basílica, só que com muito, muito mais tempo de antena do que ele alguma vez teve. À volta da cabeça do Carvalho brilhava um círculo de luz, um halo, um esplendor, coisa até à data reservada aos santos na arte sacra.
No mesmo dia, duas opiniões opostas sobre a brunesca personalidade, a de um pobre adepto do Sporting, e a dos fazedores televisivos de opinião.
Como nada, ou quase, tenho a ver com futebol, fica o apontamento para irritar os mais sensíveis.
O JEROEN TINHA RAZÃO?
Em doce comunhão de interesses, prazeres e farras, numa sessão de copos e gajas, dois altos representantes da nossa triste Pátria, dona Lili Ceças e professor Centeno, fotografaram-se e comunicaram ao povo a sua festiva empatia e a sua frenética alegria de ano novo.
Não, não vou insinuar que o chamado ministro das finanças foi ao reveillon do Casino do Estoril a convite, isto é, à borla. Longe de mim tal suspeita. Ainda menos direi que o senhor tirou os macacos do nariz e os comeu como aperitivo ao seu encontro com a Lili. Refiro o facto para mostrar os gostos partilhados pelo parzinho, tão felizes em brilhante exposição de pirismo, possidoneira e arraialismo urbano que, todos os anos, reune um sem número de falhados pretendentes a VIP. A Lili tem desculpa.
Bem vistas as coisas, parece que o camarada Jeroen tinha razão quando falava de copos e mulheres, não é?
5.1.18

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