IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


COM A MENTIRA SE ENGANA

 

Eu sei que Santana Lopes será toda a vida acusado, mais pelos “amigos” que pelos adversários, de ter “falhado” como Primeiro-Ministro. É uma das habituais formas adoptadas pela esquerda (e pela cáfila de pachecos e manuelas que anda por aí) de sacudir culpas para as costas de terceiros. Santana Lopes foi varrido do poder, não por causa do que fez ou deixou de fazer, mas porque Sampaio (o primeiro autor de afectos com o PC) achou que era o momento ideal para pôr os seus no poder, mesmo acabando com um mandato parlamentar a meio sem que nada de verdadeiramente grave se passasse, sem que o regime ou a Constituição estivessem ameaçados, só porque as sondagens indicavam que era a boa altura, isto é, antes que começassem a mudar de sentido. A culpa da dissolução, segundo o politicamente correcto, foi de Santana, não de Sampaio.

Anos e anos passaram. Ontem, porém, tal história foi respescada, não pela esquerda ou pelos “pachecos” mas pelo bairrista que quer ser chefe. Poucos argumentos teria, havia que pegar no mais fácil, ainda que mais desleal.

Toda a gente sabe que andou anos a morder, é certo que melifluamente, nas canelas do partido, e que isso, se memória houver, ou houvesse, seria o suficiente para o mandar às urtigas. Toda a gente sabe que, por muitos floreados que faça, Rio, se chegar ao poleoro, não será outro senão um Costa 2. Politicamente, as suas propostas outra coisa não prometem, não são pífaro que o Costa não assopre.

Mesmo a contra gosto, os opiniosos de serviço não puderam disfarçar que, neste jogo, Santana ganhou, pelo menos por 1-0 (Expresso de hoje). Assim aconteça nas urnas.

 

5.1.18



9 respostas a “COM A MENTIRA SE ENGANA”

  1. Quanto às trapalhadas do Santana PM, aqui tem: http://observador.pt/especiais/as-trapalhadas-de-santana-em-2004-que-rio-apoiou-e-marcelo-arrasou/ Comparado a outros, nada de mais? Pois não, já vimos bem pior. Mas chegou para o Sampaio correr com ele. A verdadeira razão foi ajudar o 44? Pois sim, mas o facto é que o país não lamentou a saída do Santana. Pelo contrário, foi um alívio quase geral, e não só pela propaganda xuxa ou pela má-língua do Prof. Martelo. Passados treze anos, o Irritado ainda não quer ver duas evidências: 1) O Santana, PM apenas devido à fuga do Burroso para tacho melhor, nunca foi eleito, nunca foi validado, e – como se comprovou – nunca convenceu. Foi sempre uma 2ª ou 3ª escolha, e o que fez depois confirmou porquê. 2) O Santana não perdeu, foi esmagado. Mesmo por más razões, o Sampaio fez o que – como se comprovou – a larga maioria dos votantes queria. A sua “democracia” funcionou de forma clara. Claríssima. Ao persistir em ignorá-la, não está a ser sério. E depois temos este vídeo: https://youtube.com/watch?v=THPEhr2zufM Bem sei que não foi o Santana que o fez. Como todos na pulhítica, há-de ter sido algum publicitário a fazê-lo, entre anúncios ao Tide e à Pepsodent. Mas em algum ponto, inevitavelmente, o Santana viu-o, aprovou-o, se calhar até contribuiu. E quem se deixa representar por este vídeo nem é político, nem é pulhítico… é… nem sei o que é.

  2. Não acompanhei com atenção nem a curta governação nem as “trapalhadas” de SLopes mas lembro-me de que, então, a comunicação social (CS) era toda “do contra”. Para mim, um ponto a favor dele.Também não esqueço que, apesar do “pântano” em que Guterres deixou o país, Sampaio -“ há vida para alem do défice”, modo de governar que se viu ao que conduziu – estava apostado em fazer a vida difícil ao governo, mesmo no tempo de Barroso. Mais recentemente, com a distância e o à vontade de situação informal, Sampaio teve a originalidade de escrever ( ou mandar escrever) que dissolvera a AR porque estava farto do Santana!!!Objectivamente, acho que a única obra com perspectiva feita nas últimas décadas em Lisboa foi o túnel do marquês. E ainda não encontrei ninguém que discorde desta conclusão. E quando vejo documentários sobre o prestígio que obras emblemáticas de grandes arquitectos trouxeram a muitas cidades, pergunto-me se não terá sido um provincianismo não ter aproveitado o projecto para o parque Mayer ( acho que era isso ).Certamente que, em 15 anos de vida, quando não é burra, toda a gente ganha em maturidade. Mitterrand só venceu as presidenciais francesas à terceira tentativa ( com prejuízo para a França, reconhecem hoje mesmo os seus correligionários ).Finalmente, os socialistas que hoje ridicularizam o debate já esqueceram certamente as vergonhas que foram os das primárias de Costa contra Seguro.Dito isto, eu não apreciei nem este nem outros debates de primárias dos partidos. O que é natural porque não pertenço a nenhum e, claramente, os candidatos falam para os filiados. Contudo, não ouvi um único argumento nem contra um dos candidatos nem a favor do outro ( foi deste modo que se posicionaram os ditos comentadores ) que me pareça convincente.E o que me deixa preocupada é o facto de 80 mil portugueses, cerca de 1,5% dos eleitores votantes, poderem decidir, desta maneira, quem é o candidato a PM que os portugueses têm de escolher se tiverem o bom senso de não querer continuar com a geringonça. Obrigadissima pelo seu anterior post. Sou eu que estou grata pela oportunidade destes desabafos.

    1. São pontos válidos, Isabel, mas permita-me a excepção quanto ao túnel do Marquês. Ainda hoje os fãs do Santana, e não só, falam do túnel como uma grande realização individual, uma medalha no peito do Santana, uma vitória deste contra o mundo, a começar pelo Zé do Berloque. Para mim, é uma obra como qualquer outra: paguei-a, foi caríssima, como é habitual, aturei-a durante anos, e ninguém me perguntou nada – nem o Santana, nem o Zé, ninguém. Esta obra, como qualquer outra, é paga e devia ser decidida pelos contribuintes, não por caprichos de políticos. Não é uma “obra do Santana”, como se este fosse Van Gogh e o túnel fosse a “Noite estrelada”. Há este costume absurdo de atribuir aos políticos a sua “obra”, como fossem eles a pagá-la ou a carregar os tijolos, e não meros funcionários – muito bem pagos, para aquilo que fazem, com os ruinosos resultados conhecidos. Até o túnel, uma “boa” obra, derrapou 40%. Este costume vem do tempo favorito do Irritado, o dos monarcas. Ainda associamos um palácio, ou pinhal, ou monumento a certo reizinho. E ainda dizemos que “os faraós construíram as pirâmides”, quando eles nem lavavam o rabo sozinhos. Se uma obra é útil, deve ser explicada a quem a paga. E quem a paga deve votá-la. E os políticos, mais os técnicos, devem zelar por cumpri-la à risca. Nada disto aconteceu no túnel do Marquês. É outra obra dum regime podre.

      1. Deixe-me dizer-lhe, Filipe, que eu sou do tempo em que não era possível, a quem morava do lado do Saldanha, ir jantar a casa de quem morava do lado do largo do Rato antes das 21h ou 21.30h. Mais cedo, tinha de se contar com 1 ou 2 horas de trânsito. Para que uma obra exista, alguém tem de tomar a iniciativa de a lançar. É da natureza humana que uns sejam bons a ter ideias e outros a executa-las. Para ter referendos locais sobre estas decisões precisamos de um sistema político como o Suíço. Que, garanto, teria o meu voto. Mas que, também garanto, nunca será proposto por nenhum político português. Apesar dos suíços estarem sempre nos lugares da frente dos povos mais felizes do mundo.Não conheço o Irritado mas tenho apreciado os seus posts. E, sempre contei entre os meus amigos, republicanos e monárquicos, de esquerda e de direita. Obrigada pela sua resposta.

  3. O Dr. Santana Lopes incomoda muitos -políticos e não políticos – porque ao contrário de muitos tem “obra” (factos) para mostrar não apenas “promessas” e “palavras dadas, palavras honradas”. Esteve 20 anos na Figueira da Foz com uma boa gestão camarária, em Lisboa levou a cabo boas medidas de promoção urbana que não foram mais longe porque não deixaram… Que falta fazia o Parque Mayer e a Feira Popular nestes tempos em que o turismo em Portugal e particularmente em Lisboa atinge excelentes resultados. Na Santa Casa trouxe uma gestão eficiente e com humanidade. Relativamente, ao Governo de 2004 , o qual liderou durante menos de 6 meses, cometeu o erro de ter confiado em pessoas nas quais nunca devia ter confiado e ter aceite liderar o governo sem ir a eleições antes (ele próprio o assume no seu livro “Percepções e Realidade”)… Todos recordamos que os supostos casos (Saída do Ministro Henrique Chaves do Governo, Saído do Prof Marcelo da TVI [depois voltou…], Texto de Cavaco “A má moeda” e “bocas” dos Pachecos, Manuelas e Afins…) mais não foram do que uma tentativa desesperada de ver o Dr Santana “conquistar” o país… Recordamos medidas tais como a abertura da base aérea de Monte Real à aviação Civil, a realização de Conselhos de Ministros fora de Lisboa de forma a discutir problemas locais (os primeiros passos da tão apregoada descentralização), a renovação do plano nacional de barragens, medidas sociais diversas que traziam justiça e se destinavam a ajudar quem verdadeiramente necessita e não quem faz de conta que precisa… Medidas económicas diversas, nomeadamente, na promoção do país no estrangeiro que foram os primeiros passos daquilo que hoje estamos a colher… As medidas estruturais dum país são como uma árvore demoram anos a crescer, mas podem ser destruídas em instantes se não forem devidamente protegidas e alimentadas…O Dr Santana Lopes não é nenhum Santo, é apenas um político competente e isso é um facto, mesmo para quem não queira admitir!!!

    1. Não duvido, Alexandre. Mas quem é o tal Dr Santana Lopes? É médico onde? E será parente do Santana Lopes, aquele político rapa-tachos que adora obrar com o dinheiro dos outros, ou o nome é só coincidência?

      1. Eis um comentário que não está à sua altura.

        1. Vá, foi só uma piadola fácil. Sabe como desprezo a reverência pacóvia do Sr. Dr. a cão e gato, por tudo e por nada.

          1. Até Badajoz, somos todos doutores.

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