IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


CONCEITOS

 

Andam para aí os políticos bem-pensantes a defender com unhas e dentes o chamado bio-diesel. Em que consiste esta nova maravilha? Numa alternativa ao petróleo. Toda a gente sabe que a coisa vai ser uma desgraça universal, uma inesgotável fonte de fome e de miséria para o terceiro mundo e de insuperáveis problemas para os outros dois. Mas não interessa. Está na moda e pronto.

A propaganda sobre os meios para evitar o consumo de petróleo é violenta, diária e aterrorizante. Ele é a “mudança de paradigma”, segundo a qual o preço pornográfico da gasolina é um bem uma vez que vai obrigar as pessoas a não andar de automóvel (!), ele é a energia eólica, com custos brutais e indigente produção, ele é o hídrico – e muito bem, se se passasse a dar prioridade aos interesses das pessoas e se aproveitasse os milhões que estão enterrados em Foz-Côa – ele é a mirífica energia das ondas do mar, etc. Tudo, tudo menos o nuclear, que o governo, em mais uma demonstração de inenarrável estupidez, continua a pôr de lado.

 

Vem isto a propósito, calculem, do ISP (imposto sobre os produtos petrolíferos). Como o nome indica, este imposto incide sobre derivados do petróleo. Eis que, porém, apareceram uns fulanos a meter óleo fula nos depósitos. Parece que a coisa funciona. O fisco ficou aterrorizado. Então há uns malandros, uns seres anti-sociais, que se atrevem a pôr os carros a andar com produtos não petrolíferos? Então há quem se atreva a andar de cu tremido sem pagar impostos?

E tudo se inverte. A política da bem-pensância governamental é deitada para o lixo. Quais alternativas ao petróleo, cais quê? Quem se atreve a encontrar alternativas tem que ser penalizado. Não queriam mais nada? Não vêem que isto das energias alternativas é óptimo para a propaganda do governo mas não serve para resolver problemas às pessoas? E vai de multar os desgraçados que tiveram o topete de se desenrascar.

 

Durante uns tempos, andaram os cobradores de impostos, quer dizer o governo, meio atrapalhados com a coisa. Agora, porém, na lógica infernal da inteligência socretina (que já tinha descoberto como se reduzem impostos que não existem, a fim de os vir a lançar para os reduzir a seguir), descobriu-se um novo conceito de produto petrolífero, onde se integra o óleo fula, e aplica-se-lhe impostos como tal. Não é lindo?

Para efeitos fiscais, parece que tudo o que fizer mover veículos é produto petrolífero.

 

Um aviso: se V. Exª tiver um barco a remos, não tarda que, por cada remada, tenha que pagar imposto… ISP, param ser mais claro. Os seus bracinhos, segundo a filosofia socrélfia, passam a produto petrolífero.

Não, não é brincadeira, lá chegaremos.

 

António Borges de Carvalho

 


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