IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


VERGONHA!

 

Não faço a menor ideia sobre se a menina Maddie foi propositadamente assassinada pelos pais, se foi vítima de violência doméstica sem intenção de matar, se morreu acidentalmente, se foi raptada e está viva, se foi raptada e está morta, se quê.

O que sei, toda a gente sabe, é público e notório e foi devida e repetidamente confessado, é que os papás deixaram as criancinhas abandonadas em casa para ir para os copos com os amigos – jantar, dizem eles. E que também que, expressamente, recusaram deixar os miúdos à guarda de uma babysitter.

 

O abandono de menores, em Portugal, é crime, e crime público.

 

Não é extraordinário, nem raro, que uma investigação deste tipo se fique sem chegar a conclusões sobre o principal crime dela objecto. Não nos envergonha nem deixa de envergonhar que a PJ tenha “falhado”. Coisas destas, há-as por toda a parte. E não é escândalo nenhum que os papás, a certa altura da investigação, tenham sido declarados suspeitos, e arguidos.

 

O que é inaceitável, escandaloso, miserável e repugnante é que o Ministério Público não os tenha acusado de abandono de menores.

A partir deste momento, passa a haver “jurisprudência” em Portugal a este respeito. Quem quiser abandonar criancinhas que o faça. Mesmo que elas morram, sejam raptadas, ou que lhes aconteça uma desgraça qualquer que não teria lugar se estivessem acompanhadas, não interessa. São uns heróis. E, se conseguirem, como os papás da inglesinha, arranjar uns milhões à pala do sucedido, pagar um staff, uns directores de imagem, umas secretárias, uns adjuntos, serão, não só heróis como celebridades mundiais. E terão um negocio para se entreter e entreter a malta à custa do acontecido.

 

O senhor PGR, sempre tão pronto a mandar bocas, bem podia ter respeitado a lei, em vez de dobrar a espinha perante a força das relações públicas do casal.

 

Vergonha para todos nós não é a falta de conclusões da investigação, é a forma como o senhor PGR “arrumou” o assunto.

 

António Borges de Carvalho


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