IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


CIDADÃOS E CANALHAS

É do senso comum em uso na democracia liberal que a liberdade de pensamento e de expressão do mesmo é um direito inalienável de cada um. É? Era. É também do senso comum que os limites de tal expressão são os da ordem pública e do respeito por terceiros. É? Era. As políticas covidescas, e não só, acabaram com o senso comum.

O pensamento fora do main stream não mereceu referência e passou a ser obrigatório por alegada as exigências científicas (um lado delas) e por evidentes alterações morais e de costumes veiculadas pela moda das chamadas “causas”.

Sendo que são condenáveis e devem ser punidas as atitudes exageradas e irreflectidas do juiz que se “atirou” ao polícia, da maluca do megafone que insultou o Ferro e da outra tipa que deu uns empurrões ao almirante, as opiniões que lhes deram origem, por controversas em relação às maioritárias, não são, nem puníveis nem condenáveis. São aceitáveis e merecem discussão democrática. Além disso, por exemplo, não é aceitável nem moral que uma manifestação pacífica como a primeira dos apoiantes do juiz seja recebida pela polícia de choque ao ponto de haver braços partidos à cacetada, nem que, à segunda, se justificasse a presença da mesma polícia. Se a reacção injustificável do juiz em causa deve ser punida, o exagero policial também merece crítica. E, no entanto, só mereceu elogios da chamada informação.

Também se deve assinalar que as opiniões dos chamados negacionistas não são isentas de razão ou, pelo menos, de lógica. Não há dúvida de que o “comportamento” do coronavirus não segue à risca os ditames do chamado consenso. Por exemplo, o Dakota do Norte confinou, o do Sul não: num como noutro, a evolução pandémica foi a mesma, com pequena vantagem para o que não confinou. A Suécia é outro evidente exemplo da mesma verdade. Outros não faltam.

Mas os adeptos do medo são poderosíssimos, diria totalitários. Para eles, os demais são, pelo menos, malucos, bandidos, gente que deve ser calada seja por que meios for.

Qualquer ofensa aos antigamente mais elementares direitos e liberdades é barbara e sanitariamente justificada. Os “certificados” (que para pouco servem, substituídos que foram pelos testes de 48 horas) não podem deixar de lembrar os gesundheitpass dos nazis.

Como todos sabem, a propagandeada “libertação” não passou de mais uma aldrabice do governo, seguida de uma condenação verdadeiramente torquemadesca em horas e horas de televisão terrorisante, prenhe de adjectivos os mais soezes, dedicados a quem não partilha, por não estar cem por cento de acordo, do ataque às meninges das pessoas. Mesmo não faltantando, entre os adeptos do medo, quem condene, com carradas de razão, o que os poderes públicos andam a fazer às crianças, amordaçando-as, proibindo-lhes um recreio que mereça tal nome, isolando-as e prejudicando-as para a vida, continuam os indefesos a sofrero que para tal foram “cientificamente” seleccionados.

A isto tudo junta-se a espantosa questão da “fuga” da gripe, das estatísticas dos óbitos e tantas outras demonstrações do estado de desinformação em que estamos mergulhados.

Oficialmente, passou a haver cidadãos de primeira e de segunda. Ou és da “situação”, ou não vales nada. Pelo contrário, és um bandido, um descartável canalha.

 

18.9.21      



7 respostas a “CIDADÃOS E CANALHAS”

  1. Já não me recordo bem o que é que o Irritado disse, pensou ou tal e coisa coisa e tal sobre a ‘é vergonhoso, que nem num país do terceiro mundo, haver centenas de ambulâncias às portas dos hospitais por falta de resposta daquela mocita dita ministra da saúde’. Lembra-se?

    1. O que é que isso tem a ver com o post?

      1. Então, comentava ser vergonhoso, e era, as ambulâncias em fila no auge da pandemia, vergonhoso não haver capacidade para atender as pessoas, agora é vergonhoso obrigar as pessoas a ser atendidas.

  2. De acordo quanto à histeria covideira, a unanimidade forçada e o ‘cancelamento’, como agora se diz, de qualquer dissidência. Antes não havia risco nem doença, vivia-se para sempre. Agora o mundo tem de vergar-se ao terrível covid, que em ano e meio mata 0,0006% da população, quase todos velhos e doentes, e quem questiona seja o que for é ‘negacionista’. Mas o covid não inventou isto do negacionismo. Nas últimas décadas, desde os ‘negadores do Holocausto’, tornou-se a posição standard do status quo: questionar a versão oficial é – sempre – negacionismo ou teorias da conspiração. A ironia é que isto coincide sempre com a posição de pessoas como o Irritado, que defendem o status quo, em questões como o óbvio envolvimento americano no 11 Setembro, a falsa ‘Guerra ao Terror’, a máfia da Banca, a classe pulhítica, etc. Então, questionar o que lhes agrada são teorias da conspiração. Questionar o covid é bravo dever cívico. P.S. Que felicidade ver o pulha Ferro acossado; que tristeza ser só ele e só por este motivo. Nenhum pulhítico devia sair de casa sem pelo menos ouvir umas verdades. E os estabelecimentos que os recebem podem e devem ficar marcados.

    1. Labemele o philipinho das coubes ! PQP

  3. Isto dos !!!! negacionistas !!!! é como o agora sim agora não dos “costas” que andam por aí sobretudo de rosa ao peito. Ora o fecho da refinaria de Matosinhos em Dezembro, pró costa e pró martelo, era um grande avanço na descarbonização e mais uma vez Portugal estava na linha da frente …. ou passados 6 meses …é um crime miserável da GALPDescartáveis pantomineiros

  4. e se eu chamar bandidos aos outros correrei o risco de ser punido

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