Um senhor Cabrita, tido por ministro não sei de quê, tem-se, ao longo do tempo, notabilizado pelas bojardas que vai largando, as mais delas dignas da esquerda do bloco de esquerda ou, mais propriamente, da barbárie ieológica em que o Costa transformou o PS.
Desta vez, o fulano excedeu-se. Tresleu uns livrinhos, aldrabou com quantos dentes tem na boca, “interpretou” os inocentíssimos e equilibradíssimos desenhos e os escritos de uns livrinhos para meninos e meninas segundo a porcaria da nova “moral” e… vai disto!, “recomendou” a sua retirada de mercado. Aqui temos um acto de censura, tão descarada e torpe como a do antigamente. Só que a do antigamente era oficial, assumia-se e, nesse sentido, era “transparente”. Os sentimentos do senhor Cabrita são os mesmos dos dos coronéis, os actos são diferentes – são os que o ambiente europeu proporciona – mas da mesmíssima natureza. Se o chamado primeiro-ministro fosse um democrata, corria com o homem. Mas não é.
Tão má como o cabritismo foi a reacção maricas da Porto Editora. Com medo que a atmosfera cabritista lhe viesse a prejudicar as vendas, meteu o rabo entre as pernas e retirou os livros do mercado.
Estes dois factos são o sinal claro do galopante descaramento e da força crescente do ambiente de terror em que vivem as pessoas normais, mergulhadas nos ditames do politicamente correcto que, mais evidentes ou mais disfarçados, se abatem sobre a sociedade.
27.8.17
ET. Pensando melhor, hverá que identificar hipóteses de emprego viáveis para o senhor Cabrita, caso o chamado primeiro–ministro se converta ao Estado de Direito e o ponha na rua. Algumas sugestões: poderia vir a ter uma posição de destaque no Irão, aplicando os seus conhecimentos e aptidões à moral dos aiatolas, mediante, por exemplo, a sua qualificada colaboração na actualização da lista de livros proibidos em vigor; igualmente, com as devidas adaptações, poderia ser adjunto do grande filósofo e político africano senhor Obiang, identificando alguns contestatários indesejáveis e outros elementos pouco adaptados aos princípios básicos do regime; não despicienda seria também a hipótese de se empregar como ministro bolivariano na Venezuela, a fim de identificar desviacionismos contra-revolucionários. Apenas algumas hipóteses para que se possa ver o talento do senhor ser útil e, claro, para não o deixar no desemprego.
Quanto à Porto Editora, talvez pudesse candidatar-se à edição de revistas pornográficas, sem limites de “genero” ou de especialidades”: têm muita procura em Angola, e não irritariam o senhor Cabrita.

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