Em Loures, borradinhos de medo, o PS e o PC tentam preparar o encosto ao tão badalado Ventura, candidato do PSD tido por xenófobo, racista e por mais não sei quantos adjectivos que o politicamente correcto – a nova censura – inventou para consumo da galopante ignorância das gentes, cientificamente impulsionada pela esquerda radical e pela defunta esquerda moderada. Parece que o tal Ventura, por não ter papas na língua e exagerar as coisas, cala muito mais nas opções eleitorais do que desejariam os outros pretendentes ao trono lourense.
O camarada Bernardino acha muito bem que o chefe dos veterinários seja um engenheiro ou coisa do género com origem no PSD, apesar da gritaria que a coisa gerou. Tem razão. Se os presidentes dos hospitais não precisam de ser médicos, porque carga de água o dos veterinários de Loures não há-de ser arquitecto, ou advogado, ou ter a quarta classe?
No seu mandato, o camarada Bernardino coligou-se com o PSD e deu-se bem. Agora, apresentando o PSD um candidato que faz mossa, o melhor é preparar o futuro. A fulana do PS que, se calhar, não é parva nenhuma, também percebeu a coisa: se quer concorrer ao lugar do Bernardino, não pode perder o comboio do Ventura. Simples, não é? O CDS, coisa vagamente inexistente no local, não percebeu. O BE, por razões compreensíveis, fica de fora a papaguear os habituias slogans da correcção.
De onde menos se esperava (PC e PS) veio um inesperado mas lógico intervalo à tal correcção.
Uma boa notícia? Talvez.
25.8.17

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