IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


TRABALHO MODERNO

 

A geringoncial filosofia vem, desde sempre, metendo na cabeça das pessoas que o “caminho” para o trabalho e para o trabalhador é só um: trabalho a tempo inteiro, quanto menos horas melhor, inamovibilidade dos trabalhadores, despedimento tendencialmente impossível. É a receita ideal para a paralisia social, a falta de produtividade e a condução da sociedade para mundos e soluções que os tempos já condenaram. É o triunfo da absolescência.

A propósito, um estatística europeia revela que o trabalho (ou trabalhos) a tempo parcial tem a sua maior expressão nos países mais prósperos do continente – Holanda, Áustria, Alemanha, Bélgica, Reino Unido, Suécia…, e apresenta os números mais ridículos naqueles que, ou sairam do comunismo – Bulgária, Roménia, Eslováquia…, ou estão, como Portugal, sujeitos a regimes de “protecção” social do tipo socialista.

Muito desse trabalho, ou a sua maior parte, nos países ricos, é escolhido pelos próprios trabalhadores, com incidência maior nas mulheres do que nos homens, por motivos evidentes. O trabalho a tempo parcial, ou temporário, longe de ser um flagelo social, é uma solução de vida para muita gente e corresponde a uma evolução económica e social inevitável, imparável, e que não é em si, um mal.

É claro que os Estados com grande número de trabalhadores nessa circunstância não descuram a previdência e a segurança deles, antes adaptam os seus sistemas às novas tendências. Actualizam-se, modernizam-se, previnem. Exactamente o contrário do que se passa por cá com a tão ideológica quanto anquilosante luta contra  chamada precariedade.

Será que estamos condenados, neste caso como em tantos outros, a ficar para trás?

 

27.8.17



3 respostas a “TRABALHO MODERNO”

  1. Uma análise zarolha. O caminho, queira ou não, é trabalhar cada vez menos. Porque a tecnologia fará cada vez mais. Não é uma questão política, é uma consequência do progresso. Uma máquina não erra, não falta e não mete baixa. Político – e cada vez mais anacrónico – é este capitalismo que incentiva a mama, a renda e a acumulação de riqueza, enquanto milhões de pessoas são exploradas num mundo cada vez mais desigual. Boa parte do trabalho parcial que o Irritado louva é a chamada “gig economy”, em que uma dúzia de mamões, como a Uber, lucra biliões sem produzir nada, sem empregar ninguém, sem pagar impostos, e quem lhes cria a riqueza ganha uns trocos quando calha. Mas nem isso chega: a Uber já só pensa em carros sem condutor. O trabalho terá forçosamente de mudar nas próximas décadas, mas o caminho actual só é bom para os mamões.

    1. Caro Filipe, quando prescinde da “linguagem” ressabiada, produz comentários excelentes. Parabéns.

  2. Não entendi foi nada, conversa de doido. É liberado Wi-Fi no hospício agora? Que língua e essa?

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