Mais um alto serviço ficamos a dever ao senhor Pinto de Sousa, tão eficazmente preocupado com o nosso prestígio internacional: passámos do 8º para o 40º lugar na classificação de uma agência qualquer, no que diz respeito à “liberdade de expressão”.
Assim:
2007, 8º;
2008, 16º;
2009, 30º;
2010, 40º.
Estamos honrosamente atrás da Namíbia, de Cabo Verde, do Gana, etc.
Seja qual for o valor desta classificação, a tendência é clara no que se refere à consideração internacional que o senhor Pinto de Sousa provocou e merece. O pior é que não é só ele que a merece, somos todos nós.
Por mais que o senhor deputado do BE, por exemplo, se esprema a dizer que, no caso PT/TVI, o senhor Pinto de Sousa fez o espantoso passe mágico de dizer o contrário da verdade sem mentir, quem vê estas coisas percebe o que o senhor deputado não quis perceber.
Por mais que o senhor Pinto de Sousa goze da protecção de juízes, procuradores, jornais, maçonarias e tutti quanti, só o “portuga” ignaro parece não ver a verdade, ou fingir que não vê.
Por mais que se grite que esta gente não manipula, nem aldraba, nem torce a verdade, nem anda a enganar este mundo e o outro, a verdade, para nossa vergonha, salta aos olhos do mundo inteiro.
Vergonha?
Vergonha sim, porque não somos capazes de pôr fim à ditadura “democrática” que nos esmaga.
Porque não somos capazes, a começar pelo Presidente da República, de pôr na rua o mais inacreditável primeiro-ministro da nossa história.
Porque ainda há quem “negoceie” com ele.
Porque o nosso futuro é cada vez mais negro e não nos livramos do primeiro responsável por tal negrura, liberdade de expressão incluída.
25.10.10
António Borges de Carvalho

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