IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


A MATILHA

 

A partir de Domingo passado, um clamor de indignação se levantou por ermos e povoados, vales e montanhas, rios e marés: Santana Lopes tinha proposto, e o Congresso aprovado, a chamada “lei da rolha”!

Ribombaram indignações de toda ordem. Do grande democrata Jerónimo ao camarada Louça, do impossível e repenicadamente odioso Assis ao extraordinário Lacão, dos jornais mais à direita aos mais à esquerda, não houve quem não vituperasse a miserável proposta, o desvio fascizante, o regresso o passado, a nova censura, a evidente ofensa aos mais sagrados princípios da Constituição e das Leis, da democracia, dos direitos do homem, do diabo a quatro.

Até, imagine-se, os três ilustres candidatos (o abominável Coelho, o sossegadíssimo Branco e o rangente Rangel) elevaram as suas doutas vozes para lançar tonitruante anátema sobre a pavorosa iniciativa.

Imagine-se a gravidade do escândalo.

 

O pior, ou o melhor, é trocar a coisa por miúdos.

a)    Todos os partidos têm, nos seus estatutos, normas disciplinares preconizando a punição dos seus membros que contrariem as orientações ou os princípios do partido, o que, aliás, acontece com a generalidade das organizações da sociedade civil, do Benfica à Academia das Ciências, do PS à filarmónica de Alcagonces;

b)    No PSD, tais normas não constavam dos estatutos, mas de um regulamento disciplinar qualquer;

c)    Em tal documento eram estabelecidas várias sanções, que podiam levar à expulsão dos prevaricadores, prevaricassem quando prevaricassem;

d)    A seu tempo, o Dr. Santana Lopes apresentou as propostas de alterações estatutárias que teve por bem;

e)    Ente elas uma que passava a norma do regulamento referida em a) para os estatutos, ao mesmo tempo que passava a ofensa a tal norma a ser “grave” apenas a dois meses de eleições, e não a poder sê-lo em qualquer altura, como dizia, até agora, o tal regulamento;

f)      É evidente a intenção do proponente, primeiro de morigerar a aplicação de sanções, segundo de chamar a atenção, para a triste experiência do PSD nesta matéria, sobretudo nos últimos anos.

g)    Acontece que os três ilustres candidatos à liderança do partido, que não discutiram tal alteração estatutária quando ela foi posta à discussão, que não se opuseram a que fosse aprovada, que não votaram contra ela, que, se calhar, olímpica e propositadamente, a desconheceram, se apressaram, como uns leões, a embarcar na tempestade mediática que a estupidez congénita e o oportunismo idiota da nacional bem-pensância desencadearam em retumbante berraria.

 

É normal que a coisa rasca e ordinária em que o senhor Pinto de Sousa transformou o outrora respeitável PS trate de aproveitar a onda para tecer, contra o PSD, as alarvidades que entende, sem cuidar, sequer, de olhar para os seus próprios estatutos, onde matéria da mesma natureza é contemplada, e de forma mais punitiva.

 

O que não é normal nem se pode aceitar é que os três mosqueteiros da treta, em confronto eleitoral no PSD, decidam ocupar-se a desacreditar terceiros que com eles não concorrem – ao ponto, segundo o Branco, de achar a coisa “inconstitucional” – entrando na uivante matilha não se sabe com que fim que não seja dar largas à estupidez própria e desacreditar o partido que pretendem chefiar.

 

Pobre PSD!

 

16.3.10

 

António Borges de Carvalho


16 respostas a “A MATILHA”

  1. Sei muito bem o que significa a lei da rolha.Quanto a regulamentos disciplinares,só tive que me ver com o da tropa de má memória.A proposta santanista depois de ser aprovada pelo congresso passou a ser de todo PPD,as posteriores choraminguices sobre o leite derramado,só serve para mais uma vez demonstrar de que é feito o PPD,e é esta gentinha que quer substituir o Pinto de Sousa,SAFA!!!

    1. V. recusa os factos. Opta pela opinião sem fundamento. Leia os estautos do PS!

      1. Já lhe disse que estatutos e regulamentos são coisas que não me interessam.Não pertenço a nenhuma agremiação!!!

    2. V. recusa-se a atender aos FACTOS. Fique-se pelas suas impressões, pelos seus fantasmas, pelos seus parti pris. O problema é mais seu do que meu.

      1. Marcelo Rebelo de Sousa teve o delírio do dia ao considerar que o PSD andou a reboque do PS ao adoptar a lei da rolha, considerando que a norma é idêntica a uma norma do PS. Este professor é mesmo muito criativo mas enganou-se, foi o PCP e não o PS que o PSD copiou, aliás a norma do PSD é mais dura do que a do PCP pois enquanto este partido suspende até um ano ou expulsa o militante o PSD suspende até dois anos ou expulsa quem critique a direcção.

  2. Caro Irritado, acerca das intervenções do Senhor Tecelão, por reiteradamente irrazoáveis e fora de contexto, já deu para percepcionar da sua imodificabilidade empedernida.Assim sendo, faça como eu, “não dê pérolas a porcos”.Quanto à questão dos estatutos do PSD, essa turba ululante de “neófitos constitucionalistas” estão agora (depois de descoberta a sua careca) calados que nem ratos.Tristeza de gente!

    1. Nesta fábula ficará por provar,quem,fora ou dentro do contexto,assume o papel de porco.As pérolas apresentam-se com matizes laranja!!!

      1. SILVA LOPES, com 77 (setenta e sete) anos de idade, ex-Administrador do Montepio Geral, onde saiu há pouco tempo com uma indemnização de mais de 400.000 euros, acrescidos de varias reformas que tem, uma das quais do Banco de Portugal como ex-governador, logo que saiu do Montepio foi nomeado Administrador da EDP RENOVÁVEIS, empresa do Grupo EDP.Silva Lopes foi o tal que afirmou ser necessário o congelamento de salários e o não aumento do salário mínimo nacional, por causa da competitividade da economia portuguesa.

  3. Ó tecelão, isto é verdade?”FERNANDO GOMES, mais um comissário político do PS, recebeu em 2008, como administrador da GALP, mais de 4 milhões de euros de remunerações. Acresce a isto um PPR de 90.000 euros anuais, para quando o ” comissário PS ” for para a reforma. Claro que isto não vai acontecer pois, tal como Silva Lopes, este senhor vai andar de tacho em tacho, tal como esta cambada de ex-politicos que perante a crise ” assobia para o ar “, sempre com os bolsos cheios com os milhões de euros que vão recebendo anualmente.”

    1. O sr Tecelao foi mesmo agora de ferias… nao pode comentar neste momento…Sick bastards…

  4. Talvez só suceda comigo, mas aquilo que o nosso temível Tecelão (com aliteração grega e tudo, para dar mais enfase à qualidade e qualificado) escreve soa-me sempre como um dejá vu, seja qual for o assunto.Melhor explicado, lembra a cozinheira que exasperava Maupassant – porque independentemente da iguaria que confeccionasse, tudo sabia ao mesmo. É deveras extraordinário e trata-se de uma particularidade que não é dada a todos. Não tenho dedicado muito do meu tempo a investigar porque será assim, mas quero crer que tal sucede por se lhe aplicar sempre a mesma visão (como a cozinheira que preparava sempre o mesmo molho) “antifascista”. Como a realidade é poliédrica e estas percepções dualistas bem mais rudimentares, o resultado é sempre desolador para quem veja de fora.Indo ao ponto em discussão, surpreende-me sempre um tanto o desplante destes progressistas, à falta de melhor apodo para um e outros.Talvez a minha memória seja selectiva, mas lembro-me por exemplo de ver o Fernando Rosas, esse mimo de historiador (que cala a sua própria história de expulso do PCP por delator) botar opinião, ainda por cima indignada como se supõe, na escolha de Ratzinger para Papa.Eu ouvia-o e perguntava aos meus botões quando teria sido a última vez que assistira a um qualquer cardeal alvitrar sobre a eleição dos membros do Politburo.O que pode interessar sinceramente quem seja o chefe de uma Igreja, a alguém de que não faz parte dela?Pode, claro que pode – desde que seja para a enfranquecer ou denegrir.Assim é com esta “preocupação” do PS – vertida para o parlamento de um país com centenas de milhares de desempregados – sobre os estatutos do PSD. Quanto mais os estatutos protejam aqueles que de dentro do partido o tentam sabotar, tanto melhor para os de fora dele.Não é preciso ser sobredotado para entender isto.Um partido é isso mesmo: um conjunto de cidadãos com uma visão semelhante de como a sociedade se deve organizar politicamente. Se alguém (como fez Sócrates quando era menino, ainda sem oiro) entende diferentemente do que um partido pratica, deve procurar outro que se coadune com as suas convicções. Isto é a teoria, porque o que uns quantos pretendem (e por isso são tão acarinhados pelo PS) é aproveitar o partido que já existe e incutir-lhe o seu próprio ideário.E qual é esse ideário? O “programa” descreve-se numa palavra: dinheiro.Silva Lopes será um velhinho digno de estima e consideração, mas é o exemplo acabado e eloquente do estilo dos governantes de Abril. Ministro das finanças de Vasco Gonçalves, procedeu à nacionalização da economia, com os devastadores efeitos que por muitos anos nos deixarão mais pobres. O termo “nacionalização” é – como em tanta coisa da história da revolução – indevido, porque as empresas e bancos foram violentamente esbulhados pelo Estado aos seus cidadãos. Podem recorrer aos sofismas que entenderem (como o Tecelão diz, contente de repetir uma alarvidade, “Champalimaud é que roubou o povo”), mas foi isso que aconteceu.É natural que agora continue a roubar, através de ordenados criminosamente generosos recebidos em empresas públicas (o Montepio não é, mas a EDP já é), aos outros cidadãos. É a sua matriz.Fernando Gomes é um bom exemplo do princípio de Peter. Terá sido um razoável presidente da câmara, foi um decepcionante ministro do Interior, que nem conhecia as suas competências (como sucedeu quando ardeu uma bôite de africanos e disse que já tinha ordenado à Judiciária que investigasse, mentindo e ignorando que esta polícia pertencia ao ministério da Justiça; também foi bonito quando se soube que usava um dos 3 helicópteros da protecção civil para fugir ás filas de trânsito para o Algarve).

    1. Errata: onde se lê “dejá vu” deve ler-se “déjà vu”.Escrever estremunhado dá mau resultado.

    2. Ficam sempre irritados quando se fala de fascismo,recusam-se a admiti-lo,estão sempre empenhados no seu branqueamento,rejeitando sistematicamente os crimes praticados.Em contrapartida atiram-nos á cara xuxalismos,avantes,cinturas industriais,Fernandos Rosas e quejandos,como se tivessemos alguma coisa com isso.Tudo isto faz parte de uma desajeitada auto defesa.A forma mais perigosa de defesa psicológica é a recusa de tomar em conta as realidades desagradáveis.O mais preocupante nesta dialéctica,é contraporem-se os mortos da inquisição com outros actos criminosos,assim como para limpar a testada de Champalimaud se refiram comportamentos indignos dos parasitas do estado.Como se alguma vez fosse aqui por nós tomada qualquer atitude de defesa destas criaturas.O caso de Fernando Gomes não tem nada a ver com o principio de Peter,terá a ver com uma descarada safadeza,onde os parasitas e lacaios partidários são premiados com o nosso dinheiro.A argumentação aqui aduzida é regra geral requentada,revanchista e provocatória.Atiram a pedra e escondem a mão.Agora vou fazer uma sopinha com a minha bola de sebo,antes que ele tenha alta do hospicio!!!

      1. “Nesta fábula ficará por provar,quem,fora ou dentro do contexto,assume o papel de porco.”Apesar de eu nunca ter dúvidas, o tecelão assume “o papel de porco”.

        1. Você está convencido que me consegue ofender,desiluda-se.Você é demasiado estupido para o conseguir.Por ultimo,volto a dizer-lhe;Se souber quem é o seu progenitor atribua-lhe a ele o papel de porco!!!

          1. Não era preciso ser tão explicito a reconhecer a sua qualidade de porco.Para si uma vénia.

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