IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


A BARULHEIRA

 

Magna manifestação! Parabéns aos que não fizeram desacatos. Parabéns à polícia que se aguentou em São Bento, ainda que atacada à pedrada, à garrafada, etc.

 

E agora?

Agora, os juros sobem. Já subiram.

Agora, ninguém sabe se a próxima fatia virá ou não.

Agora, lá se vão os elogios internacionais ao governo e ao país.

Agora, vamos rapidamente passar à categoria de gregos, pelo menos na opinião de quem interessa.

 

A rua tem razão? Com certeza que sim. Mas tê-la-ia na mesma se não tivesse saído de casa. Todos temos razão. Todos estamos a pagar, de uma forma ou de outra, a governação socialista, a crise do euro, a especulação financeira, a falta de coragem política dos europeus em geral, etc. Todos estamos de acordo que tem que haver austeridade, mas a maior parte acha que a austeridade é boa desde que lhe não bata à porta. Há quem já tenha fome? Se calhar, sim. Mas as coisas só piorarão se passarmos a andar na rua. Não se calhar, mas de certeza.

 

Para a semana, os críticos reúnem-se no Conselho de Estado. A história da TSU deve estar morta. Outra coisa virá, melhor ou pior, mas a dar ao mesmo. Que os insignes conselheiros de Estado passem da crítica à solução, é coisa em que o IRRITADO não acredita, mas gostava de acreditar. Ou então, o governo insiste, e entramos em crise política. Seremos ainda mais gregos do que já estamos a ser. Enfim, pode ser que o Gaspar, apertado como vai ser, tenha alguma ideia salvífica, ou miraculosa.

 

A verdade é que continuamos na corda bamba, mas deixámos, ou estamos a deixar de ter rede. Um recado do IRRITADO às multidões: não agravem o pesadelo com os protestos. Senão, em vez de cortes percentuais nos salários deixará mesmo de haver salários, como esteve para acontecer há um ano e tal, sob a batuta socialista.

 

Felicidades!

 

16.9.12

 

António Borges de Carvalho



11 respostas a “A BARULHEIRA”

  1. Não leve a mal, mas os seus textos lembram-me cada vez mais dos pedófilos da Casa Pia. É que eles deviam dizer algo semelhante às suas vítimas: aguenta, e não grites. Isto é profundamente errado e imoral, mas não te podes queixar. Se o fizeres, será ainda pior. Não penso, é claro, que tenha algo em comum com eles; as suas motivações são inteiramente diferentes. Está mesmo convencido de que “não há alternativa”, e que a MAMA e a IMPUNIDADE de quem sabemos são irrelevantes, ou irreversíveis. Está mesmo convencido de que nós temos de sofrer, e eles não. Já eu, prefiro acreditar no poder do instinto de sobrevivência. Quando esta é ameaçada, as pessoas são capazes de coisas outrora improváveis. Certa gente irá aprender isto da pior forma. Ontem já era tarde.

    1. Mr. Bastos,Let’s suppose you are the Portuguese PM:• You’ve inherited a chaotic situation that was a “gift” from the previous jerk.• What would you do?I AM SURE THE REGULAR READERS OF THIS BLOG WOULD LOVE TO KNOW ABOUT IT.DON’T BE A CHICKEN…. GO FOR IT !!!!

      1. Assim de repente: 1) Meio minuto após tomar posse, fazia com que o «previous jerk» fosse convidado para uma longa estadia na PJ, assim como boa parte dos seus associados e familiares milionários. 2) Formava 3 comissões, todas encabeçadas por especialistas estrangeiros: auditoria completa à “obra” do governo anterior, e dos governos regionais; auditoria às despesas públicas, por ministério e por autarquia; alterações a introduzir na legislação, com ênfase na responsabilização da gestão pública e nos crimes de corrupção. Prazo para todas: 3 meses. 3) Reduzia a AR a 180 deputados, e fazia um referendo imediato para alteração excepcional da CRP para um mínimo de 100, acompanhada de alterações no sistema eleitoral. 4) Usando os resultados das auditorias, rasgava todos os contratos ruinosos firmados pelo “governo” anterior – das PPP aos popós de luxo. Fazia o Estado passar por caloteiro? Óptimo: já que temos a fama, tenhamos o proveito. E os responsáveis das empresas e bancos beneficiados também teriam de se explicar. Muitos “gestores” de sucesso iam bater com os costados à PJ. 5) Extinguia as actuais (e inúteis) entidades reguladoras e da concorrência. Ia aos lucros das gasolineiras, e renegociava as rendas absurdas da energia. Base da negociação: é assim e acabou-se. Emergência nacional FTW. 6) Cortava 5% de funcionários públicos por ano; saqueava todos os vencimentos e reformas acima de 2500€; cortava todas as benesses de políticos e ex-políticos, particularmente ex-PRs e ex-deputedos; taxava e INVESTIGAVA todos os bens de luxo. 7) Mexia na TSU e no IRC, mas mediante a facturação, o nº de empregados, e as remunerações praticadas. Quem paga ordenados mínimos e abicha prémios de milhões, passava a ser penalizado; micro e pequenas empresas com contas certas e remunerações justas seriam beneficiadas. Incentivava o investimento nos sectores primário e secundário, com isenção fiscal completa, mediante mínimos de postos de trabalho e respectivas remunerações. 8) Implementava as medidas impostas pela Troika durante os primeiros 6 meses de Governo, e fazia contas: funcionou? Não? Então, renegociação de emergência do acordo, com uma lista de novas medidas. Uma delas, creio bem, seria a NACIONALIZAÇÃO DA BANCA. ——————– Falta aqui muita coisa, mas isto já dava para começar. Caía o carmo e a trindade? Óptimo! Tal como o actual Governo, creio que a contestação é saudável: é sinal que estamos a fazer algo bem. Só que essa contestação viria sobretudo dos MAMÕES, e não dos contribuintes. Isto não tem nada a ver com ideologias: tem a ver com assegurar a sobrevivência e o bem-estar da população, acima de tudo o resto, e contra todos os interesses particulares – sejam internos ou externos. Não é para isso que serve um Governo?

        1. Very well. I’m impressed.Now you should contact your local MP (wow… sorry… you don’t have one) discuss your ideas and wait for the mandatory answer within 10 days (wow… sorry… you don’t have that either). I forgot that “your constitution” was drafted by the “chop” lefties back in the 70’s.If nothing else works, there are daily flights leaving the Lisbon airport. That would be your best option, unless you are a sucker for punishment.I’m laughing because I don’t have to deal with similar situations and my country is not part of the EU. I’m in a different continent.By the way… would you replace your Attorney General? What about the Auditor General?Regards.

  2. Quem pôs as gentes na rua foi o lerdo do seu amigo Coelho!!!

    1. Já cansam os histéricos no PSD

  3. Assim também não! por muito que se queira, evidências são evidências! veja a manifestação que Paulo Portas fez sózinho!!! é aí que reside o grande mal e também das táticas do famoso Drº Relvas! vamos bem com esta gente!

    1. PSL (Partido Social Liberal), como novo partido, pode ser uma solução. Na verdade, permitiria expurgar as excrescências que têm “dominado” o sistema politico.Por outro lado, não afastaria as virtudes do nosso sistema democrático.Senão vejamos, depois do “episódio anterior” – agora em Paris (boa vida!) – surge o triste episódio actual liderado (?!) por este grande mentiroso PPC. Então, poderá aparecer outro “doido” – ligado a grupos radicais – que prometa, face ao falhanço desses MENTIROSOS – o “Olimpo”. Qual o “perigo” disto? Ganhar as eleições com as previsíveis consequências: DESASTRE TOTAL; DITADURA; MISÉRIA e quiçá GUERRA CIVIL.Ora, PSL permitiria uma correcção (política, ética e jurídicfa) do “desastre” combinado em 2004!

      1. Bem sei que o ignóbil Sampaio já não está em Belém. Mas o actual também não anda longe do nacional ódio à liberdade propriamente dita.

  4. »É a injustiça, estúpido! José Vítor Malheiros – As manifestações de dia 15 vieram dizer que o limite para a iniquidade foi ultrapassado há muito.No passado sábado, horas antes das ruas portuguesas se encherem com os gritos de indignação de centenas de milhares de manifestantes, o futurólogo americano Andrew Zolli fazia no Centro Cultural de Belém uma conferência no âmbito do encontro “Presente no Futuro – Os portugueses em 2030”. Zolli mencionou um estudo hoje clássico do primatólogo holandês Frans de Waal, onde dois macacos, em jaulas contíguas, são treinados para realizar uma dada tarefa, recebendo como recompensa um pedaço de pepino. Os macacos fazem a tarefa repetidamente sem problema. A dada altura, a recompensa muda: um dos macacos recebe na mesma um pedaço de pepino, mas o outro recebe uma uva, um alimento que estes macacos capuchinhos adoram. A reacção do outro macaco é de espanto e agitação e acaba por atirar ao tratador com raiva o pedaço de pepino que lhe é dado. Quando a cena se repete, o macaco pura e simplesmente entra em greve e deixa de realizar a tarefa, recusando o pepino, furioso com o tratamento desigual. A experiência, que teve um enorme impacto no mundo da biologia e das ciências sociais, sugere que o sentimento de justiça, de equidade, é um sentimento natural, extremamente poderoso e com raízes muito anteriores às que a civilização, a cultura ou a religião possam ter criado. Talvez mais espantosamente ainda, em certas repetições desta experiência há casos em que o próprio macaco que recebe as uvas se recusa a trabalhar se não houver equidade no tratamento – numa demonstração de empatia e solidariedade que não pode deixar de nos fazer pensar. E que poderia fazer pensar Pedro Passos Coelho ou Vítor Gaspar para além dos seus clichés, caso o exercício os motivasse.»in http://www.inverbis.pt/2012/artigosopiniao/jvmalheiros-injustica-estupido

    1. Já tinha lido sobre as experiências do Sr. de Waal, e sobre o seu livro “A idade da empatia”. É muito interessante, e é também aplicável ao nosso caso. Imaginemos a mesma experiência do pepino e das uvas, mas com os nossos políticos: arranjavam logo maneira de só receber uvas, sem fazer tarefa nenhuma. Com o tempo, transformavam o estudo num projecto estatal, com cinco PPP, dez comissões, e vinte administradores (não executivos). Com alguma sorte, ainda arranjavam mais uns apoios da UE para dividir entre eles. O sentido de equidade está bem presente na nossa classe política: ora mama um, ora mama outro, ora mamam todos. Ninguém do clube fica sem MAMA. Infelizmente, e ao contrário dos macacos, fazem-no à custa do resto da espécie.

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