IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


NÃO HÁ SOLUÇÃO

 

O IRRITADO não faz a menor ideia do que se está a passar a estas horas nas ruas de Lisboa e de mais não sei quantos sítios. Podem andar por lá aos gritos milhões de gregos, perdão, de pessoas, expandindo a sua justa indignação por causa da baixa de 8%, diz-se, nos salários dos gregos, perdão, das pessoas.

O IRRITADO também não faz a menor ideia se a tão odiada, e com razão, medida do governo, será má ou boa, a longo prazo. Aliás, ouvidos e lidos vários trutas da nossa praça, vindos de vários quadrantes e de quadrante nenhum, o IRRITADO ficou na mesma. Quando uns dizem que sim, parece que têm razão. Quando outros dizem que não, também parece que têm razão. O que leva a concluir a coisa dará bom ou mau ou bom resultado segundo circunstâncias que não se encontram à disposição dos teóricos. Ou que casa onde não há pão todos ralham e ninguém tem razão.

O que sabe é que, se não formos por aqui, teremos que ir por outro lado qualquer mais ou menos equivalente. Ou seja, passarmos a gregos não leva a parte nenhuma. Só estraga ainda mais.

Os comunistas, sejam do Bloco ou do PC, estão contra. Mas esses estão sempre contra tudo. Não contam.

Os do PS, esquecidos do que fizeram e do que assinaram, tão ocos como o chefe, tomam as posições que as suas conveniências internas do momento determinarem. Para eles, estas não. Outras, não são capazes de parir. São do contra porque são do contra, e é tudo. Também não servem para ajudar a formar a opinião seja de quem for.

A habitual cáfila do PSD também dificilmente nos leva a concluir seja o que for. O Marcelo é o que é: precisa de público para ganhar umas massas e fingir que é gente. O Capucho está com uma insuportável (para ele) dor de corno por ter sido corrido do Conselho de Estado. Tem uma coisa com que nos devemos congratular: largada a câmara de Cascais por motivos de doença, curou-se de tal maneira e está tão saudável que já aceita uma camareca qualquer e acha que para tal o melhor é darem-lha a ver se se cala. A dona Manuela, um anjo que desceu aos infernos da frustração e do mau perder, deu em disparatar que nem o Mário Soares em dia de excitação.

Depois, há os “indignados”, turba multa e inorgânica que odeia por odiar mas que, convenhamos, como as coisas estão cada vez pior, outra solução não tem senão fazê-lo, com muitos políticos a pendurar-se, a ver se surfam a onda.   

Daqui que só os economistas, de preferência académicos, – há-os aos magotes – pudessem ser dignos de alguma confiança da parte do IRRITADO. Se cada um diz a sua coisa, que pensar?

Outra turba multa, essa sem desculpa, defende que isto vá para o buraco, que se dê aos credores a imagem de um país falhado e perdido em parlapatices internas, sem inteligência nem futuro.

O PR, acha que vai conseguir o consenso. Com o oco? É difícil. O homem, mesmo que tenha algum bom senso, tem à perna a cáfila do Pinto de Sousa mais um magote de patarecos, todos sedentos de poder.

Condenar os 8% é fácil. O IRRITADO também condena. Mas haja um truta qualquer que diga quais são as alternativas. Somem as PPP com os ordenados dos gestores públicos, mais os do governo, dos deputados, do PR, mais as fundações, mais o imposto sobre as transacções financeiras, etc. e tal, e encontrarão, talvez, uns 3% dos 8%. Ponham os municípios a pão e água, ou seja, a viver do que cobram, e verão mais uns 2%. Já só faltam 95%.

Não, não há truta nenhum que se atreva a inventar a solução. Por uma razão muito simples: não há solução.

 

15.9.12

 

António Borges de Carvalho



7 respostas a “”

  1. Há uma solução que urge,correr com este governo.Estou crente que pior não virá!!!

  2. Amigo,Parece-me que anda distraído.O aumento da contribuição dos trabalhadores para a TSU em 7% só vai contribuir com 500 milhões para a redução do deficit, dado que a contribuição das empresas é reduzida em 5,5%.Trata-se de uma transferência de capital dos empregados para ao empregadores.

  3. «Somem as PPP com os ordenados dos gestores públicos, mais os do governo, dos deputados, do PR, mais as fundações, mais o imposto sobre as transacções financeiras, etc. e tal, e encontrarão, talvez, uns 3% dos 8%. Ponham os municípios a pão e água, ou seja, a viver do que cobram, e verão mais uns 2%. Já só faltam 95%.» Aqui perdi-o: quais 8%? E 95% do quê? E chegou a fazer contas, ou limitou-se a imaginar os resultados – como nos custos da A22? E mesmo que estes resultados sejam insuficientes para resolver tudo, está a dizer que isso é desculpa para não tomar estas medidas? Que direito tem este Governo, ou qualquer outro, para sacrificar a população antes de esgotar todas as outras medidas possíveis? E quem deu a este Governo a LEGITIMIDADE para tomar medidas que jamais propôs ou submeteu a votos, e que são opostas às que prometeu? O Sr. Passos diz agora que não se importa com a sua popularidade, ou com as eleições; mas não foi assim que GANHOU as eleições: ganhou-as porque andou a distribuir beijinhos, abracinhos, e promessas. Não cumpriu NENHUMA. Ainda assim, só o PR e a maioria Paralamentar o podem confrontar ou impugnar, embora ambos sejam – por acaso – da mesma cor. Pergunto: se estas medidas correrem mal, alguém será responsabilizado? Quem, como, perante quem? Vendo o nosso ex-PM, hoje emigrante de luxo em Paris, e todos os outros ex-governantes, alguém pode esperar que algum político ou ex-político tema seja o que for? Cada novo Governo BRANQUEIA o anterior: pode queixar-se desta ou daquela “pesada herança”, mas ninguém é realmente RESPONSÁVEL por nada. Simplesmente foi assim, correu mal para o país mas bem para eles, os mega-tachos e as fortunas apareceram por milagre, assim como as decisões ruinosas e os calotes que temos para pagar. E ninguém pode contestar as decisões de Suas Excelências, pois estão automaticamente legitimadas pelos votos de MENOS DE METADE da população – e mesmo assim, apenas devido às MENTIRAS que prometem, e que ninguém pode cobrar. Afinal, que raio de “democracia” é esta?

  4. Claro que há solução.Não há é homestidade nem patriotismo.Reduzir pensões,colocando um tecto de 1500 euros como na Suíça,confiscar o património de todos os agentes políticos ou ex-políticos,que não seja justificado como legalmente adquirido,Contas bancárias no exterior ou offshores incluídos,anular todas as negociatas do governo socialista corrupto que lesem o interesse do Estado,prisão imediata dos intervenientes,etc…Há muito por onde caminhar,mesmo nas autarquias.Seria exaustivo.Comecem por uma ponta e verão se a trampa tecelónica corrupta não foge a sete pés.

  5. Se não há solução então, até depois de morto Salazar continua a ter razão. Somos incapazes para a democracia. Não somos obedientes ao direito e ao exercício duma soberania justa quando passamos para o lado do poder.Mais de um milhão de pessoas diz que sou ladrão e cada um diz aquilo que lhe estou a roubar.Mas eu só faço cortes e ajustamentos

  6. Lembra-se da frase do pai do mentiroso que agora é PM (Passos Coelho) em vésperas das eleições? Não? Eu relembro. À questão colocada por uma jornalista sobre o que tinha dito ao filho, ele respondeu que lhe tinha dito: “ESTÁS LIXADO”. Talvez daí tenha surgido o “que se lixem… os portugueses”.Caro Irritado, só há uma solução: o PR demitir este desGoverno e impor um Governo de iniciativa presidencial com base na actual maioria governamental, quiçá liderado por Manuela Ferreira Leite.De contrário, estes partidos tenderão a desaparecer, correndo o risco de sermos (des)governados por essa “coisa” muito inSeguro e, em consequência, volvido cerca de um ano termos um país em “guerra civil”. Com efeito, Seguro e Passos são farinha do mesmo saco.

  7. Quando o Irritado conclui que «não há solução», eis o que devemos ler: dentro desta Partidocracia, e mantendo os privilégios da classe dominante, não há solução. E é verdade. Como raio podemos pagar 78 mil milhões, mais 34.4 de juros, se acumulamos mais dívida a cada ano que passa? Com a economia destruída, as grandes empresas e fortunas nas Holandas e offshores da vida, cada vez mais gente dependente da ajuda do Estado, os mais capazes a emigrar em massa, e as economias à nossa volta também falidas? Quando se soube o valor do empréstimo e dos juros, qualquer pessoa realista o sabia: era impossível. Era impossível então, e é duplamente impossível agora. Tudo o resto – alarido político, alarido social, sindicatos, manifs, até a própria austeridade e o saque fiscal – é mero teatro. Os números não mentem: é simplesmente IMPOSSÍVEL. Ora, situações extremas requerem medidas extremas. É aqui que o Sr. Passos, e o Irritado, batem na parede das suas ideologias, e dos interesses que veneram. Este sistema está claramente errado; mas são incapazes de pô-lo em causa. Tal como os generais da I Guerra, que dia após dia enviavam as tropas para a morte certa, hão-de enviar-nos a todos para a miséria, sempre convictos de que “não há outra maneira”. Qualquer pessoa consegue escrever uma lista de 10 ou 20 coisas que já deviam ter sido feitas, e que esta gente jamais fará. Mas isso não lhes importa: é como falar com fanáticos religiosos. Já estivemos entregues a trafulhas e a mafiosos; hoje estamos entregues a fanáticos de um regime podre e suicida.

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