IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


VOTAR NO FUTURO

 

Um curioso jornal, chamado i (!), que se auto propagandeia na televisão mediante a apresentação de duas fufas em notável trabalho de french kiss, publicou um interessante artigo, ou estudo, sobre as causas da derrota do senhor Pinto de Sousa e da sua gente nas eleições europeias.

Diz o tal estudo que o PS, ou a coisa em que o senhor Pinto de Sousa e os seus próximos transformaram o PS, perdeu as eleições devido ao aumento do desemprego. Todas e quaisquer outras razões são, no parecer do científico articulista, de somenos importância.

A acreditar nesta tese (quem sou eu para duvidar?), teremos que aceitar que outras razões para não gostar, nem do homem nem da coisa, não são tidas pelos portugueses como importantes para motivar a tareia eleitoral que deliciou a Nação.

Por outras palavras, os portugueses dão pouca importância à “personalidade” do primeiro-ministro e às suas pessoalíssimas malfeitorias. Não ligam ao avanço do socialismo estatal e praeter policial, à destruição do sistema educativo, à megalomania propagandística, ao colapso da justiça, ao total desnorte governamental em (quase) todos os níveis e sectores, à arrogância, ao desprezo pelos cidadãos. Nada disto os move. O que, desgraçadamente, quer dizer que, para além dos problemas próprios, do próprio umbigo e dos seus medos pessoais e imediatos, os portugueses são politicamente ignorantes.

A generalidade dos eleitores europeus percebeu que a verdadeira origem dos males da Europa e do mundo não é o “neo-liberalismo”, nem da “direita”, mas uma mundialização que era propagandeada pelos arautos da “liberdade” socialista como sendo “contra os pobres” e que, afinal, acabou por funcionar sobretudo contra os “ricos”.

Só os portugueses, “iluminados” pelas brilhantes mentes dos Soares, Tavares, Louças, Alegres, Jerónimos e quejandos, não perceberam. E, se quiseram castigar o senhor Pinto de Sousa e sua gente e dar um sinal de desejo de mudança, fizeram-no reforçando os votos nos partidos comunistas e dando ao PS, apesar de tudo, vinte e tal por cento dos votos, o que perfaz cerca de cinquenta e sete por cento de votos à esquerda.

Que quer isto dizer?

Ao contrário dos europeus, que há décadas deixaram de votar comunista e que, desta vez, deram uma lição ao socialismo dito democrático, os portugueses continuam agarrados aos estereótipos do PREC, a viver na estulta ilusão de que é possível distribuir o que não se produz, que o dinheiro dos ricos, devidamente extorquido, resolveria todos os problemas, e que a vida é um lauto repasto de direitos com um raminho de salsa de obrigações.

O atraso cultural, social, moral e político que a persistência da ilusão de esquerda em Portugal representa, é o nosso verdadeiro drama existencial, uma espécie de estigma para o qual o salazarismo, que já lá vai há 35 anos, já não serve de desculpa.

Não sei se a Europa se “safará” desta. Apanhada por terceiros em matéria de avanço científico, tecnológico e produtivo, a Europa dificilmente poderá, num mundo de comércio livre, subsistir como continente de bem-estar, riqueza, “direitos sociais” e paz. Portugal, nem pensar. Não se safa. A não ser que os portugueses percebam (a tempo?) que as receitas socialistas, democráticas ou não, jamais melhoraram a vida fosse a quem fosse, pelo menos de forma estável e livre.

Os partidos não socialistas, eles próprios, também ainda não se curaram, em definitivo, da furunculose do PREC. Terão que se “refundar” e fazer com que os portugueses percebem a imperiosa necessidade de se libertar do espartilho socialista.

13.08.09

António Borges de Carvalho

PS. Andam para aí muitas vozes cheias de inquietação com a subida eleitoral da extrema-direita nalguns países da União. Estou de acordo. A diferença entre mim e essas vozes, é que eu também estou inquieto com a subida da extrema-esquerda, sobretudo no meu país. Inquieto e envergonhado. Extrema-direita e extrema-esquerda não são, afinal, duas expressões paralelas dos mesmos sentimentos, das mesmas ilusões, da mesma tendência para a ditadura e para a escravidão?



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