Ele há coisas engraçadas sem graça nenhuma.
Esta história dos contratos swapp deixa-me nervoso. Vi por aí uma lista dos celebrados pelas empresas públicas de transportes, coisa orgulhosamente nossa, como soe dizer a esquerdoidice, parafraseando o Salazar.
Tais contratos, destinados a aliviar as dívidas crónicas e galopantes de tais organizações, aparecem em tal lista a causar um prejuizozinho de mil e não sei quantos milhões. Vistas as suas as datas, verificamos que foram, sem excepção, celebrados durante o saudoso consulado do senhor Pinto de Sousa, dito engenheiro Sócrates.
Agora, que já se deu,ou está a dar, a reversão dos contratos de concessão a privados (um horror para a esquerdoidice) assinados pelo governo anterior, o actual chamado governo, de sociedade com a alcateia arregimentada nos jornais, descobriu que a culpa das astronómicas dívidas em presença é… dos outros, do Passos Coelho, da Maria Luís, etc.
E como, apesar de ter sido Passos Coelho e Maria Luís a ver o problema e tentaram resolvê-lo, são eles, na boca dos do regimento, os responsáveis pela vitória do Santander nos tribunais britânicos, obrigando-nos a pagar e não bufar.
Nem o Lafontaine se lembraria desta. “O Lobo e o Cordeiro”, “O Escorpião e a Rã” são de fraca exemplaridade para o caso. Ainda hão-de descobrir que a culpa do terramoto de 1755 foi do tetravô do Cavaco, ou coisa que o valha.
É assim a verdade socialista. É assim que as empresas vão continuar públicas, isto é, às ordens do Arménio. E nós a pagar os bilhetes triplicar.
8.3.16

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