Não faço ideia se, nos terríveis casos em que tem tido, ou não tido, intervenção, o Costa Sólido fez bem ou mal, melhor ou o pior, se podia ter feito assim ou assado. Sei que se tornou o bombo da festa do Costa Gelatina, da forma rasca e ordinária que lhe é própria.
E sei também que, nas declarações que fez ao “Expresso”, o Sólido, com luva branca, deu ao Gelatina uma lição atitude, desprezou, com viril boa educação, as bocas cretinas do adversário, explicou com clareza o que fez e o que não fez, deixou-nos par do que lhe compete e não compete, do que compete e não compete ao Gelatina, do que compete e não compete aos tipos da CMVM. Esclarecedor, sério, sólido.
O Gelatina amolda-se a tudo, como é da sua luso-industânica natureza. A amoldação, desta feita, fê-lo calar-se como um rato.
Mas ficou, na mesma, sem forma que se veja. Amolda-se às assanhadas do BE, aos arroubos soviéticos dos geringonços do PC, aos ademanes do Centeno. Amolda-se à nova ortografia das analfabetas do governo, aos hamburgers bisex de uma tipa qualquer lá da agremiação, às demagogias do Cabrita e da sua rotunda esposa, aos coices do burro Soares, às bocas ordinárias do Silva… Até se amolda às descomposturas da dona Ângela, do caracolinhos do euro, do camarada Moscovski e de tutti quanti lhe apareçam pela frente.
Só não tem capacidade de se amoldar às verdades que, como punhos, lhe hão-de cair em cima. O pior é que estas nos cairão em cima também. O Gelatina amoldar-se-á então a outra coisa qualquer.
Para já, o Sólido deu-lhe uma lição que, de tão difícil, o calou. Alguma coisa, afinal, correu decentemente.
8.3.16

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